Mostrando postagens com marcador síndrome metabólica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador síndrome metabólica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

High Blood Pressure and Metabolic Syndrome

Updated:Aug 12,2014

HBP Metabolic Syndrome Graphic TextMetabolic syndrome is a group of metabolic risk factors that place people at greater likelihood for developingcardiovascular disease and diabetes. About one in three U.S. adults have metabolic syndrome. When a healthcare professional notes these risk factors together, the chances for future cardiovascular problems are greater than any one factor presenting alone.
Feet On Scale

How does metabolic syndrome occur?
Metabolic syndrome occurs when a person has three or more of the following measurements:
  • Abdominal obesity
  • Triglyceride level of 150 mg/dL or greater
  • HDL cholesterol of less than 40 mg/dL in men or less than 50 mg/dL in women
  • Systolic blood pressure (top number) of 130 mm Hg or greater
  • Diastolic blood pressure (bottom number) of 85 mm Hg or greater
  • Fasting glucose of 100 mg/dL or greater
Metabolic syndrome is closely associated with a generalized metabolic disorder called insulin resistance. For people who suffer from this condition, their bodies can't use insulin efficiently. Therefore, metabolic syndrome is also called insulin resistance syndrome.What are the risk factors for metabolic syndrome and insulin resistance?
Nurse Talking To Female PatientSome people are genetically prone to develop insulin resistance. Other people develop insulin resistance and metabolic syndrome by:
  • Putting on excess body fat
  • Failing to get enough physical activity
  • Consuming a diet high in carbohydrates (more than 60 percent of daily caloric intake from carbs) 
How is metabolic syndrome treated?Metabolic syndrome can be treated by:

  • Taking prescribed drugs including:
  • Managing weight
     
  • Adopting a heart-healthy diet 
  • Making physical activity part of the daily routineResults of a recent study that followed participants for 15 years found that fitness is key. Unfit or moderately fit adults had twice the risk for high blood pressure, metabolic syndrome and diabetes than those who were highly fit. The risk increased directly as fitness level dropped off. The younger a person adopts a physically active lifestyle, the better chance they have to reduce their risk for the metabolic syndrome, heart disease, diabetes and stroke. 

domingo, 19 de maio de 2013

Dieta rica em fibras previne contra síndrome metabólica


Segundo estudo, focar em alimentos ricos em fibras é mais eficaz do que controlar o consumo de gorduras saturadas

amigos-obesidade-estudo.jpg
Síndrome metabólica: dieta rica em fibras pode melhorar fatores de risco desse problema, como colesterol alto e acúmulo de gordura abdominal (Reprodução)
Uma dieta rica em fibras, mas não necessariamente com baixo teor de gorduras saturadas ou de colesterol, está associada a um menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2 em adolescentes. É o que concluiu um estudo feito na Universidade do Estado de Michigan e publicado neste mês no Journal of the American Dietetic Association.
Segundo os pesquisadores, o maior consumo de alimentos ricos em fibras e em nutrientes é mais eficaz em reduzir fatores de risco para uma síndrome metabólica. Uma pessoa é considerada com essa síndrome quando apresenta três ou mais dos seus cinco fatores de risco. São eles: pressão alta; níveis elevados de açúcar e gordura no sangue; baixos níveis de bom colesterol (HDL); acúmulo de gordura abdominal.
Por isso, segundo o estudo, uma dieta que busque combater esse problema deve focar mais no aumento do consumo de fibras, nutrientes e vegetais do que na exclusão de alimentos com gorduras saturadas. “Isso não significa, entretanto, que os adolescentes têm carta branca para comerem muita gordura saturada, uma vez que, entre outras coisas, ela aumenta o colesterol ruim (LDL)”, diz Joseph Carlson, coordenador do estudo e professor da Universidade do Estado de Michigan.
A pesquisa - O estudo analisou dados coletados de cerca de 2.100 jovens de 12 a 19 anos que passaram pelo Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição dos Estados Unidos entre 1999 e 2002. Os pesquisadores observaram a alimentação dos adolescentes e também se tinham três ou mais fatores de risco para a síndrome metabólica. Ao todo, 70% tinham pelo menos um desses fatores, e 6,4% sofriam da síndrome.
Os pesquisadores observaram que o grupo de jovens que consumia a menor quantidade de fibras apresentou três vezes mais incidência de síndrome metabólica do que aqueles que consumiam mais fibras. Por outro lado, não houve relação significativa com ingestão de gorduras saturadas nem de colesterol.
Maus hábitos - Para Carlson, a grande variedade de alimentos deveria incentivar os adolescentes a comer bem. Mas na prática o que se verifica é o contrário: um estudo recente indicou que mais de 30% de tudo o que um jovem come é composto por bebidas e lanches ricos em açúcar.
Embora a recomendação diária de ingestão de fibra seja de 26 gramas para as meninas e 38 gramas para os meninos, hoje os adolescentes consomem em torno de 13 gramas de fibras. Isso se deve ao fato de comerem muito pouco de frutas, vegetais e grãos.
Esse estudo, de acordo com os pesquisadores, deve estimular os especialistas a encontrarem a melhor maneira de impulsionar uma dieta rica em fibras nos jovens. Se uma pessoa comer três frutas ou vegetais, uma porção de feijão e três porções de algum grão, já terá consumido 30 gramas de fibras no dia. “O segredo está em fazer com que as pessoas encontrem alimentos que gostem e também que sejam convenientes para elas”, explica Carlson.
Obesidade no Brasil - Segundo dados do IBGE, no Brasil, 5,9% dos meninos e 4% das meninas entre 10 e 19 anos são obesos. O sobrepeso atinge 21,7% dos garotos e 19,4% das garotas dessa idade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SÍNDROME METABÓLICA E DOENÇA CARDIOVASCULAR



A SÍNDROME METABÓLICA E MODIFICAÇÕES NO ESTILO DE VIDA
A obesidade pode aumentar a incidência de outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como as doenças cardiovasculares (DCV), hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemias e síndrome metabólica (SM)13.

A SM, também conhecida como síndrome da resistência à insulina ou síndrome X, corresponde a um distúrbio metabólico complexo3,8, caracterizado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)14, pela associação de tolerância à glicose prejudicada/diabetes mellitus e/ou resistência insulínica, além de dois ou mais dos seguintes fatores: hipertensão arterial sistêmica; hipertrigliceridemia  e/ou concentrações séricas de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) inferiores a 35mg/dl e 39mg/dl, em homens e mulheres, respectivamente; obesidade central  e/ou Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 30kg/m2; e microalbuminúria.

Atualmente, a SM é um dos maiores desafios para a saúde pública em todo o mundo, por associar-se ao aumento do risco para DCV e DM1,13.

Vale destacar que esta associação da SM com a DCV tem aumentando a mortalidade cardiovascular em cerca de 2,5 vezes, e a mortalidade total em cerca de 1,5 vezes4.
 Isomaa et al (2000)5 avaliaram 4.483 indivíduos, com idade entre 35 e 70 anos, da Finlândia e Suécia. Destes, 1.697 eram diabéticos tipo II, 798 possuíam glicemia de jejum alterada (IFG) e 1988 eram resistentes à insulina com tolerância à glicose normal (NGT). A SM esteve presente em 10% dos indivíduos com NGT, 50% daqueles com IFG e 80% dos diabéticos tipo 2, segundo definição da Organização Mundial da Saúde14.
Santos et al (2003) realizaram um estudo transversal com 38 diabéticos tipo II, sendo 18 homens e 20 mulheres atendidos em um hospital universitário do Rio de Janeiro, que nunca realizaram nenhum tratamento dietoterápico. Detectou-se que 89% da parcela masculina e 95% da feminina eram portadores da SM11.

Nakazone et al (2007) avaliaram o perfil bioquímico e caracterizaram a SM de 200 pacientes com acompanhamento cardiológico. Observou-se que níveis elevados de glicemia e reduzidos de fração de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDLc) são mais freqüentes entre esses pacientes. Os autores concluíram que a alta prevalência de SM nos pacientes, mesmo com acompanhamento cardiológico, sugere predisposição para manifestações cardiovasculares em indivíduos brasileiros7.

Entre os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da SM, destacam-se a genética, o sedentarismo, o tabagismo, o ganho ponderal progressivo e uma dieta rica em carboidratos refinados, gorduras saturadas e pobre em fibras alimentares9.

A modificação do comportamento alimentar inadequado e a perda ponderal, associadas à prática de atividade física regular, são consideradas terapias de primeira escolha para o tratamento da SM, por favorecer a redução da circunferência abdominal e da gordura visceral, melhorar a sensibilidade à insulina e diminuir as concentrações plasmáticas de glicose e triglicérides, além de aumentar os valores de HDL colesterol, e, consequentemente, reduzir os fatores de risco para o desenvolvimento de DM e DCV6,11.

A perda de 5% a 10% da massa corporal também é suficiente para conferir efeito benéfico clínico, sendo este preservado desde que não haja ganho de peso10.
Outro fator de destaque na fisiopatologia da síndrome metabólica é o estresse oxidativo. Evidências indicam que a maior produção de radicais livres está inversamente correlacionada à ação insulínica. Ford et al (2003) avaliaram as concentrações plasmáticas de antioxidantes de 8.808 adultos americanos com mais de 20 anos de idade, participantes do NHANES III, comparando os portadores de SM com aqueles que não a apresentavam.

Observou-se que os portadores de SM apresentavam concentrações sub-ótimas de alguns antioxidantes, o que pode contribuir para o maior risco de desenvolvimento de DM e DCV2.

Em suma, as mudanças no estilo de vida por meio de intervenção educacional, dando ênfase ao aspecto nutricional e à atividade física, fazem-se necessárias, pois contribuem na redução dos fatores de risco relacionados à SM e às DCV em diferentes populações.

Referências:
1. Alberti KG, Zimmet P, Shaw J. The metabolic syndrome: a new worldwide definition. Lancet. 2005; 366(9491):1059-62.
2. Ford ES, Mokdad AH, Giles WH, Brown DW. The metabolic syndrome and antioxidant concentrations: findings from the Third National Health and Nutrition Examination Survey. Diabetes. 2003; 52(9):2346-52.
3. Grundy SM. Metabolic Syndrome: what is it and how should I treat it? ACC Curr J Rev. 2003; 12(3):37-40.
4. I Diretriz da Síndrome Metabólica. Rev Soc Bras Hipert. 2004; 7(4): 123-60. 
5. Isomaa B, Almgren P, Tuomi T, Forsén B, Lahti K, Nissén M et al. Cardiovascular morbidity and mortality associated with the metabolic syndrome. Diabetes Care. 2001; 24(4):683-8.
6. Mclellan KCP  et al . Diabetes mellitus do tipo 2, síndrome metabólica e modificação no estilo de vida. Rev. Nutr.,  Campinas,2007;20(5).
7. Nakazone MA et al . Prevalência de síndrome metabólica em indivíduos brasileiros pelos critérios de NCEP-ATPIII e IDF. Rev. Assoc. Med. Bras., 2007;53,(5)..
8. Pereira MA, Jacobs DRJ, Van Horn L, Slattery ML, Kartashov AI, Ludwig DS. Dairy consumption, obesity, and the insulin resistance syndrome in young adults: the CARDIA Study. JAMA. 2002; 287(16):2081-9.
9. Pitsavos C et al. The Adoption of Mediterranean diet attenuates the development of acute coronary syndromes in people with the metabolic syndrome. Nutr J. 2003; 2(1):1-7.
10. Riccardi G, Rivellese AA. Dietary treatment of the metabolic syndrome: the optimal diet. Br J Nutr. 2000; 83(Suppl 1):S143-S8.
11. Santos CR, Portella E, Avila SS, Soares EA. Fatores dietéticos na prevenção e tratamento de comorbidades associadas à síndrome metabólica. Rev. Nutr. 2006, 19(3):389-401.
12. Santos CR, Portella ES, Avila SS, Soares EA. Identificação da síndrome metabólica em diabéticos tipo dois atendidos em Hospital Universitário do Rio de Janeiro. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo. 2003; 13(2 Edição Especial):98.
13. Scherer F e Vieira JLC. Estado nutricional e sua associação com risco cardiovascular e síndrome metabólica em idosos. Rev. Nutr. 2010, 23(3):347-355.
14. World Health Organization. Definition, diagnosis and classification of diabetes mellitus and its complications. Geneva; 1999.

domingo, 18 de novembro de 2012

Molécula feita a partir de dois hormônios pode ajudar a tratar obesidade e síndrome metabólica



Abordagem foi eficaz em camundongos, que conseguiram perder peso e controlar glicose no sangue após receberem a substância

Dieta
Obesidade: Pesquisadores estudam nova forma de tratar o problema (Hemera Technologies/Thinkstock)
A partir da junção de dois hormônios, cientistas americanos conseguiram produzir uma molécula capaz de tratar, de forma segura, a obesidade e outras complicações metabólicas em camundongos. Os hormônios utilizados na experiência foram o GLP-1, que age no sistema digestivo, e o estrogênio, um hormônio feminino. Segundo os pesquisadores, os resultados, publicados na edição desta semana da revista Nature Medicine, sugerem que a molécula possa, um dia, ajudar a combater os problemas associados à síndrome metabólica.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Targeted estrogen delivery reverses the metabolic syndrome

Onde foi divulgada: revista Nature Medicine

Quem fez: Richard DiMarchi e equipe

Instituição: Universidade de Indiana, Estados Unidos

Dados de amostragem: Camundongos de laboratório obesos

Resultado: Uma molécula produzida a partir da junção dos hormônios estrogênio e GLP-1, que age no sistema digestivo, foi capaz de controlar fatores associados à síndrome metabólica em camungongos obesos. Os animais conseguiram perder peso e controlar os níveis de glicose no sangue sem apresentar efeitos colaterais relacionados a doses de estrogênio.
Uma pessoa possui síndrome metabólica se apresenta ao menos três das seguintes características: hipertensão, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos. Todos esses quadros predispõem um indivíduo a doenças cardiovasculares, ao diabetes e, quando as doenças ocorrem associadamente, à morte prematura.
Ambos os hormônios utilizados na pesquisa já haviam sido associados, individualmente, a benefícios ao metabolismo, mas também a efeitos colaterais. Isso porque altos níveis de estrogênio podem ser tóxicos, provocar um aumento excessivo dos tecidos e, consequentemente, elevar o risco de formação de tumores.
O novo estudo, feito na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, mostrou que, juntos, os hormônios não só são mais eficazes para tratar o excesso de peso e as doenças associadas, mas também são mais seguros do que se utilizados sozinhos. E a explicação para isso está no fato de que o GLP-1 inibe os efeitos tóxicos do estrogênio sem afetar os benefícios do hormônio.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após administrar a molécula em camundongos que tinham obesidade. Depois do procedimento, os animais conseguiram perder peso e administrar os níveis de glicose no sangue sem apresentar efeitos negativos do estrogênio. Em comunicado, os pesquisadores afirmaram que os estudos em torno dessa molécula vão continuar até que fique claro se a abordagem pode funcionar em seres humanos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dieta rica em fibras previne contra síndrome metabólica



Segundo estudo, focar em alimentos ricos em fibras é mais eficaz do que controlar o consumo de gorduras saturadas

amigos-obesidade-estudo.jpg
Síndrome metabólica: dieta rica em fibras pode melhorar fatores de risco desse problema, como colesterol alto e acúmulo de gordura abdominal (Reprodução)
Uma dieta rica em fibras, mas não necessariamente com baixo teor de gorduras saturadas ou de colesterol, está associada a um menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2 em adolescentes. É o que concluiu um estudo feito na Universidade do Estado de Michigan e publicado neste mês no Journal of the American Dietetic Association.
Segundo os pesquisadores, o maior consumo de alimentos ricos em fibras e em nutrientes é mais eficaz em reduzir fatores de risco para uma síndrome metabólica. Uma pessoa é considerada com essa síndrome quando apresenta três ou mais dos seus cinco fatores de risco. São eles: pressão alta; níveis elevados de açúcar e gordura no sangue; baixos níveis de bom colesterol (HDL); acúmulo de gordura abdominal.
Por isso, segundo o estudo, uma dieta que busque combater esse problema deve focar mais no aumento do consumo de fibras, nutrientes e vegetais do que na exclusão de alimentos com gorduras saturadas. “Isso não significa, entretanto, que os adolescentes têm carta branca para comerem muita gordura saturada, uma vez que, entre outras coisas, ela aumenta o colesterol ruim (LDL)”, diz Joseph Carlson, coordenador do estudo e professor da Universidade do Estado de Michigan.
A pesquisa - O estudo analisou dados coletados de cerca de 2.100 jovens de 12 a 19 anos que passaram pelo Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição dos Estados Unidos entre 1999 e 2002. Os pesquisadores observaram a alimentação dos adolescentes e também se tinham três ou mais fatores de risco para a síndrome metabólica. Ao todo, 70% tinham pelo menos um desses fatores, e 6,4% sofriam da síndrome.
Os pesquisadores observaram que o grupo de jovens que consumia a menor quantidade de fibras apresentou três vezes mais incidência de síndrome metabólica do que aqueles que consumiam mais fibras. Por outro lado, não houve relação significativa com ingestão de gorduras saturadas nem de colesterol.
Maus hábitos - Para Carlson, a grande variedade de alimentos deveria incentivar os adolescentes a comer bem. Mas na prática o que se verifica é o contrário: um estudo recente indicou que mais de 30% de tudo o que um jovem come é composto por bebidas e lanches ricos em açúcar.
Embora a recomendação diária de ingestão de fibra seja de 26 gramas para as meninas e 38 gramas para os meninos, hoje os adolescentes consomem em torno de 13 gramas de fibras. Isso se deve ao fato de comerem muito pouco de frutas, vegetais e grãos.
Esse estudo, de acordo com os pesquisadores, deve estimular os especialistas a encontrarem a melhor maneira de impulsionar uma dieta rica em fibras nos jovens. Se uma pessoa comer três frutas ou vegetais, uma porção de feijão e três porções de algum grão, já terá consumido 30 gramas de fibras no dia. “O segredo está em fazer com que as pessoas encontrem alimentos que gostem e também que sejam convenientes para elas”, explica Carlson.
Obesidade no Brasil - Segundo dados do IBGE, no Brasil, 5,9% dos meninos e 4% das meninas entre 10 e 19 anos são obesos. O sobrepeso atinge 21,7% dos garotos e 19,4% das garotas dessa idade.

Exercício aeróbico contra a síndrome metabólica



As pessoas que se preocupam com aumento de peso ou com a saliência da barriguinha estão cobertas de razão. Talvez pelos motivos errados, mas têm razão. A vaidade e a aparência não são os únicos argumentos para se manter o corpo magro e em forma. A barriga, ou o acúmulo de gordura na região do abdome, vai muito além da questão estética. É um perigo para a saúde.
A síndrome metabólica (SM) é definida como sendo um conjunto de fatores de risco cardiovascular – pressão arterial elevada, dislipidemia (colesterol ruim elevado), glicemia elevada e/ou resistência à insulina e acúmulo de gordura abdominal. Estima-se que a SM atinja 312 milhões de pessoas no mundo. Com o alarmante número de 1,1 bilhão de pessoas com sobrepeso espalhadas pelo planeta, a SM provavelmente continuará a aumentar nos próximos anos.
Por que a SM é tão perigosa? Porque está intimamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e inclusive a maiores taxas de mortalidade. Um grupo de pesquisadores cita que pessoas com SM apresentam um risco de morte três vezes mais alto de doenças coronarianas, em comparação a indivíduos saudáveis.
Como você já deve estar imaginando, o papel do exercício físico é bastante importante para reverter o quadro de SM, principalmente o exercício aeróbio. * Uma pesquisa avaliou 32 pacientes diagnosticados com  SM. Os pacientes realizaram um programa de caminhada/corrida em esteira, 3 vezes por semana, durante 16 semanas. Detalhe: as sessões de exercício eram de apenas 45 minutos em média, cada.
Todos foram submetidos a vários testes e exames e conforme o esperado, o grupo apresentou melhora em diversos índices de saúde, como o aumento do HDL (bom colesterol), diminuição da pressão arterial, redução da circunferência da cintura, elevação da capacidade aeróbia (VO2max). Aliás, após o programa de treinamento em esteira, oito pacientes obtiveram melhora tão expressiva que não mais preenchiam os critérios que os classificava anteriormente como portadores de SM!
Não é muito bom saber que uma mudança tão simples como praticar exercícios aeróbicos de forma regular pode trazer tantos benefícios? Vamos continuar discutindo esta questão, no próximo texto, pois há um estudo que comparou dois métodos de treino diferentes: leve e contínuo contra intervalado e intenso. Os pesquisadores chegaram a resultados surpreendentes.
* Fonte: Tjonna, A. E. E cols. Aerobic Interval Training Versus Continuous Moderate Exercise as a Treatment for the Metabolic Syndrome. Circulation, 2008; 118:336-354.

Junk food é pior para a saúde do que gordura animal



Pesquisadores observaram, em ratos, que lanches calóricos, chocolates e biscoitos geram uma resposta inflamatória mais grave do que qualquer outra dieta

Fast food
Junk food: lanches, bolachas, batata frita outros alimentos como esses podem ser mais prejudiciais do que comer apenas gordura animal (Comstock/Thinkstock)
Uma dieta baseada em junk food, que é pouco nutritiva, gordurosa e altamente calórica, pode ser mais prejudicial à saúde do que uma alimentação baseada em gordura animal, indicou um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. A pesquisa analisou a resposta inflamatória em ratos após eles seguirem diferentes tipos de dietas e concluiu que comer alimentos como lanches, chocolate, biscoito e batata frita pode aumentar a gravidade de problemas metabólicos associados à obesidade. O trabalho foi publicado na edição deste mês do periódico PLoS One.

Saiba mais

SÍNDROME METABÓLICA
É caracterizada por um grupo de fatores que predispõem às doenças cardiovasculares, ao diabetes e - quando as doenças ocorrem associadamente - à morte prematura. Para ser diagnosticado com síndrome metabólica, o paciente deve se enquadrar em três ou mais das seguintes características: hipertensão, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos.
Segundo os pesquisadores, há algum tempo já se sabe que a obesidade provoca inflamações no tecido adiposo. Eles explicam que alimentos de junk food têm não só um, mas diversos ingredientes — como gorduras saturadas e trans, sódio e colesterol — que estão associados à síndrome metabólica e a um maior risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral (AVC) e outros eventos cardiovasculares.
Nesse estudo, os ratos foram submetidos a um dos três tipos diferentes de dieta: uma baseada em gordura animal, especificamente a de porco; uma alimentação baseada em alimentos de junk food; ou uma dieta balanceada. Os quadros de inflamação e problemas associados à síndrome metabólica, embora também tenham sido desencadeados pela dieta rica em gordura, foram mais graves entre os animais que se alimentaram de junk food. De acordo com os pesquisadores, futuros trabalhos deverão investigar em humanos os prejuízos à saúde desencadeados por cada tipo de alimentação.

Caminhada rápida ou corrida reduzem pela metade o risco de síndrome metabólica



Pesquisa ainda concluiu que é a intensidade do exercício físico, e não a duração, que proporciona esse efeito

Atividade física
Atividade física: Corrida de carga moderada ou caminhada rápida podem diminuir pela metade o risco de síndrome metabólica (Thinkstock)
Um novo estudo feito na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostrou que a prática de duas horas semanais de atividades físicas como corrida de carga moderada ou caminhada rápida pode chegar a diminuir pela metade o risco de síndrome metabólica. Essa condição reúne alguns dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares — portanto, eliminar esse problema de saúde é uma forma eficaz de evitar o surgimento de eventos como ataque cardíaco e derrame cerebral.
No entanto, os autores alertam que a fonte do benefício está na intensidade da atividade, e não no tempo de duração. Ou seja, ao contrário do que diversos trabalhos já mostraram, o mesmo efeito não vale para uma caminhada leve, por exemplo. As conclusões foram publicadas nesta segunda-feira no periódico BMJ Open.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Intensity versus duration of physical activity: implications for the metabolic syndrome. A prospective cohort study

Onde foi divulgada: periódico BMJ Open

Quem fez: Adam Hoegsbro Laursen, Ole P Kristiansen, Jacob Louis Marott, Peter Schnohr e Eva Prescott

Instituição: Universidade de Copenhagen, na Dinamarca

Dados de amostragem: 10.135 homens e mulheres de 21 a 98 anos de idade

Resultado: Praticar duas horas semanais de atividades físicas de carga moderada, como caminhada rápida ou corrida moderada, podem reduzir em até 50% o risco de síndrome metabólica. Exercícios leves, como caminhadas, não parecem ter esse benefício.
Para que uma pessoa seja diagnosticada com síndrome metabólica, ela deve se enquadrar em três ou mais das seguintes características: hipertensão, índice de açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos. Esses problemas predispõem o paciente a doenças cardiovasculares, ao diabetes e — quando as doenças ocorrem associadamente — à morte prematura.
Participaram da pesquisa mais de 10.000 pessoas de 21 a 98 anos. Elas foram avaliadas e acompanhadas ao longo de dez anos, período durante o qual responderam a questionários sobre frequência e intensidade de prática de atividade física. No início do estudo, 20% das mulheres e 27% dos homens tinham síndrome metabólica, e a prevalência da condição estava fortemente associada aos níveis de atividade física — quanto mais sedentário, maior a prevalência do distúrbio. 
Quando a pesquisa terminou, essa relação continuou a mesma — com desvantagem para quem caminhava menos. Enquanto cerca de dois em cada dez indivíduos sedentários tinha a síndrome, somente uma em cada dez pessoas fisicamente ativas que participaram do estudo — ou seja, metade — apresentava o problema.
Esses resultados valeram para a prática de duas horas semanais de atividades com intensidade moderada, como corrida e caminhada rápida. Não houve diferença, no entanto, entre as pessoas sedentárias e as que praticaram caminhadas leves, mesmo se praticadas durante uma hora todos os dias. "Nossos resultados confirmam o papel da atividade física na redução do risco de síndrome metabólica e sugerem que a intensidade, e não a quantidade do exercício, é o que deve ser levado em consideração."