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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Metade dos homens e 31% das mulheres com mais de 70 anos são sexualmente ativos, diz estudo.

Metade dos homens e 31% das mulheres com mais de 70 anos são sexualmente ativos, diz estudo

Pesquisa da University of Manchester investiga os hábitos sexuais dos idosos

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Parte significativa dos idosos continua a desfrutar de uma vida sexual ativa, ainda que estejam na casa dos 70 e 80 anos - Freeimages

RIO - Pensar que o apetite sexual perde a força com a chegada da terceira idade pode ser um equívoco e tanto. Uma pesquisa da Universidade da University of Manchester e do NatCen Social Research mostrou que uma parte significativa dos idosos continua a desfrutar de uma vida sexual ativa, ainda que estejam na casa dos 70 e 80 anos.
Baseado num levantamento que ouviu 7 mil pessoas com mais de 50 anos, o estudo revela que mais da metade (54%) dos homens e quase um terço (31%) das mulheres com mais de 70 anos relataram que ainda eram sexualmente ativos. Dentro desse universo, um terço desses homens e mulheres afirmam manter relações sexuais, pelo menos, duas vezes por mês.
A pesquisa indica ainda que cerca de dois terços dos homens e mais da metade das mulheres consideram "boas relações sexuais como essenciais para a manutenção de um relacionamento de longo prazo" ou que "ser sexualmente ativo é fisicamente e psicologicamente benéfico para as pessoas mais velhas".
Publicada na revista acadêmica americana "Archives of Sexual Behavior", a pesquisa é a primeira do gênero a incluir pessoas com mais de 80 anos, segundo o autor David Lee, da Faculdade de Ciências Sociais University of Manchester. As descobertas acerca deste público trazem à tona a necessidade de criação de políticas de saúde especpificas para este público.
- Também estamos investigando a diversidade do comportamento sexual nas idades mais avançadas, já que impor normas juvenis de saúde sexual das pessoas mais velhas seria demasiado simplista e até mesmo inútil - disse. - É importante que os profissionais de saúde saibam como agir sobre isso e estejam mais abertos a discutir temas de saúde sexual com pessoas mais velhas.

Segundo a pesquisa, os problemas relatados mais frequentemente pelas mulheres sexualmente ativas dizem respeito a como se excitar (32%) e atingir o orgasmo (27%), enquanto para os homens foi dificuldades de ereção (39%). Problemas crônicos de saúde e uma autoavaliação negativa da saúde parecia ter impactos negativos mais evidentes sobre a saúde sexual dos homens em relação às mulheres.
Os homens também se mostraram mais preocupados com suas atividades sexuais e funções do que as mulheres e, com o aumento da idade, essas preocupações tendem a tornar-se mais comuns. As mulheres sexualmente ativas eram menos insatisfeitas com suas vidas sexuais do que os homens em geral, e também relataram diminuição dos níveis de insatisfação com o aumento da idade.
O estudo também descobriu que muitos septuagenários e octogenários ainda eram afetuosos com os seus parceiros: 31% dos homens e 20% das mulheres relataram beijar ou acariciar seus peraceiros frequentemente. Entre aqueles que relataram qualquer atividade sexual nos últimos três meses, 1% dos homens e 10% das mulheres relataram que se sentiram obrigados a ter relações sexuais.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/metade-dos-homens-31-das-mulheres-com-mais-de-70-anos-sao-sexualmente-ativos-diz-estudo-15228850#ixzz3QpNiOThm 
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nonagenários com espírito de Bolt disputam prova de 60 metros rasos


Nonagenários com espírito de Bolt disputam prova de 60 metros rasos

Idosos geralmente andam devagar e raramente correm. Ainda mais depois dos 90 anos. 

Não é o caso de atletas que participaram de um campeonato para veteranos emSan Sebastian (Espanha). 

Uma prova de 60 metros rasos reuniu Emiel Pauwels, de 94 anos, da Bélgica, e Ilmari Koppinen, de 95, representando a Finlândia. 

Pauwls largou mal, mas conseguiu se recuperar nos metros finais, fechando a prova em 17s70.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=51hCZ066SU0

quinta-feira, 28 de março de 2013

Aposentada passa na prova da OAB aos 71 anos no Espírito Santo


Darci Mendonça terminou a faculdade em 2012 e quer continuar estudando.

Baiana trabalhou 30 anos no Rio e se aposentou na Justiça Federal do ES.

Juirana Nobres e Daniele CarielloDo G1 ES11 comentários

“Estar com jovens abre a mente da gente como um paraquedas”, disse a baiana, com coração capixaba, Darci Mendonça Morena, de 71 anos, que passou na prova da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES). Já aposentada, a nova advogada não quer parar de estudar e pretende fazer serviços voluntários com todo o conhecimento que adquiriu. Ela mora em Jardim Camburi, Vitória, e trabalhou por toda a juventude sem cursar uma faculdade.
Durante 30 anos, Darci trabalhou na Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, no Rio de Janeiro, e se aposentou pelo INSS. Depois de alguns anos, dedicou-se aos concursos públicos e foi aprovada no Tribunal Regional do Trabalho, no Tribunal de Contas e na Justiça Federal do Espírito Santo, onde trabalhou até os 70 anos, quando se aposentou. Neste período, ela concluía o curso.
A advogada contou que, quando ainda trabalhava, resolveu fazer faculdade de Direito para entender melhor as teorias e aplicá-las no dia a dia. “Trabalhava na Justiça Federal e queria entender os processos”, explicou.
Se eu parar, a cabeça e o corpo também param"
Darci Mendonça, advogada aos 71
Vitalidade
Viúva e mãe de uma filha, Darci terminou a faculdade no final de 2012 e passou no exame da OAB no começo de 2013. Para ela, a receita de toda a vitalidade é fazer de tudo, divertir-se, fazer exercícios, usar as redes sociais e ficar 'antenada' nos acontecimentos. “O segredo é gostar do que faz. Eu gosto de estudar e trabalhar, por isso vou continuar. Acho que vou fazer pós-graduação e mestrado para dar aula. Se eu parar, a cabeça e o corpo também param”, disse Darci.
Já que é aposentada, a então advogada disse que quer trabalhar com serviço voluntário. “Vou procurar a Justiça Federal para fazer parte de um projeto de advogado voluntário que ajuda pessoas que não pode pagar”, contou
.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Idosos levam 40% mais tempo para frear carro que adultos, diz pesquisa



Estudo realizado pelo Hospital das Clínicas aponta que frenagem mais lenta está relacionada com a velocidade reduzida com que os motoristas mais velhos dirigem


direção velocidade (Foto: SXC)
Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que o tempo de reação dos motoristas idosos para frear um veículo é 39,6% maior em comparação ao de adultos jovens. A média do tempo de reação a partir do momento que uma placa "Pare" é avistada até a frenagem foi 1,34 segundo para os idosos, enquanto que para o grupo de adultos jovens, o tempo foi 0,96 segundo. O estudo (15), foi feito com o uso de um simulador e teve a participação de 30 idosos e 15 adultos jovens.
Apesar do tempo de reação maior, 97% dos idosos participantes do estudo não se envolveram em acidentes nos últimos cinco anos, nem foram multados no último ano. O estudo detectou que os idosos evitam colisões diminuindo drasticamente a velocidade. “Intuitivamente ou não, eles diminuem a velocidade e aí eles têm um tempo maior para parar”, diz a pesquisadora do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, Angélica Castilho Alonso.
A pesquisadora afirma que com o aumento do número de idosos no país – em 2020, o Brasil terá a quinta maior população idosa do mundo – as cidades terão de se adaptar ao modo, mais lento, deles ao volante. “A adaptação não é proibir os idosos de dirigir. Teremos que pensar quais serão as modificações na cidade para que o idoso possa fluir sem atrapalhar o trânsito e sem correr riscos,” diz a pesquisadora, sugerindo algum tipo de identificação nos veículos.
A idade média dos avaliados foi 74,3 anos para homens e 69,4 para mulheres. Eles dirigem em média há 48,5 anos, e elas há 40,6 anos. Os carros das mulheres têm em torno de 5,7 anos de uso, e o dos homens, 10,7 anos. Todos os avaliados dirigem os próprios veículos em dias de chuva, vias congestionadas e em horários de pico. A maior parte dos motoristas pesquisados – 73% mulheres e 87% homens – dirige à noite. “Antes, pensávamos em um idoso motorista como aquele que dirige no entorno da sua residência, que leva os netos à escola. Mas esse perfil mudou 100%", diz Angélica.
Todos os entrevistados afirmaram ser cuidadosos no trânsito. Entre as mulheres, 27% já pensaram em parar de dirigir, e entre os homens, apenas 13%. “Recomendação médica, pedido familiar, facilidade de usar outro meio de transporte ou a autopercepção de incapacidade são os motivos que levariam o grupo pesquisado a parar de dirigir”, afirma a pesquisadora.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Guia indica quando é hora de um idoso deixar de morar sozinho

 A editora sênior do site Caring.com, Paula Spencer Scott, criou recentemente um guia para ajudar famílias a determinarem quando mudar parentes idosos de suas casas para ambientes mais controlados, ou então, trazer alguém para ajudá-los em casa. Os sinais e questões a seguir foram adaptados da lista de recomendações de Scott: 
– Acidentes ou problemas recentes, como quedas, emergências de saúde e pequenos acidentes de carro. 
– Recuperação lenta. Como foi o processo de recuperação das últimas enfermidades? Elas acabaram ficando mais sérias? Houve necessidade de ajuda médica? 
– Piora de uma condição crônica. É preciso recorrer a algum tipo de ajuda quando ocorre uma piora em problemas como obstruções pulmonares, demência ou insuficiência cardíaca congestiva.
 – Dificuldades de gestão de atividades do dia a dia, como vestir-se, tomar banho e cozinhar. 
– Mudanças físicas, como perda ou ganho de peso, aumento na fragilidade ou odores corporais desagradáveis. 
– Diminuição nas atividades sociais, incluindo passeios com amigos, visitas a vizinhos ou participação em eventos religiosos e outras atividades de grupo. 
– Muitos dias sem sair de casa, talvez por consequência da dificuldade de dirigir ou do medo de utilizar o transporte público. 
– Alguém faz visitas frequentes? Caso isso não seja possível, a casa possui sistema de alarme, um alarme pessoal ou um serviço diário de telefonemas? 
– Existe alguém nas proximidades que possa ajudar em caso de incêndio, terremoto, inundação, ou outro desastre? O idoso compreende o plano de ação em caso de catástrofe? 
– Correspondência desorganizada, espalhada ou fechada. O idoso possui contas atrasadas, bilhetes de agradecimento de instituições de caridade com as quais não contribui e pilhas de revistas fechadas? 
– Caso o idoso ainda dirija, acompanhe-o em uma viagem para conferir se ele se esqueceu de apertar o cinto de segurança ou de dar a seta antes de fazer uma curva; se apresenta sinais de preocupação, tensão ou distração durante a viagem; ou se existem marcas de acidentes que possam indicar falta de atenção. 
– Procurar sinais de falta de memória pela cozinha, tais como a presença de produtos perecíveis que já venceram há bastante tempo. 
– Eletrodomésticos de uso constante quebrados e sem conserto agendado. 
– Sinais de incêndios. Procure marcas de chamuscado nos botões do forno ou em cabos de panela, além de pegadores queimados e extintores de incêndio descarregados. As baterias de detectores de fumaça e monóxido de carbono estão carregadas? 
– Uma casa que já foi bem cuidada apresenta sinais de desorganização, sujeira, limo no banheiro e na cozinha e cestos repletos de roupa suja? 
– Plantas e animais de estimação abandonados. 
– Sinais de negligência no exterior da casa, como janelas quebradas, calhas e ralos cheios de sujeira, lixo espalhado e caixas de correio cheias de cartas. – Pergunte a amigos se o comportamento do familiar tem mudado recentemente. 
– Pergunte ao médico do idoso se você deveria se preocupar com sua saúde e segurança, ou se seria aconselhável contar com o trabalho de uma assistente social ou de um cuidador. Caso imagine que a pessoa irá resistir à ideia, peça ao médico para "prescrever" uma avaliação profissional. 
– Caso seja o principal cuidador, como está se saindo? Está se sentindo cada vez mais exausto, deprimido ou ressentido com todos os sacrifícios que precisa fazer por aquela pessoa? 
– Não se esqueça do estado emocional dos mais velhos. Se o idoso está ansioso e se sente cada vez mais solitário, talvez seja a hora de buscar as razões por trás disso.

sábado, 5 de janeiro de 2013


Queda é a principal causa de traumas entre idosos
Por Vanessa Portes / vanessaportes@usp.br
Uma pesquisa realizada na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (EERP) mostra que a maioria dos traumas sofridos por idosos é decorrente de quedas. De acordo com o estudo, 62% dos traumas ocorreram em conseqüência de quedas, 25,6% de acidentes de trânsito, especialmente os atropelamentos, e em terceiro lugar, de agressões físicas ou violência, como ferimentos por arma de fogo. “Essas porcentagens revelam que nossa sociedade não se preocupa muito com a saúde do idoso. Grande parte dos eventos que ocasionaram os traumas poderia ser evitada se houvesse respeito e cuidados especiais com essa população”, afirma a enfermeira Damares Tomasin Biazin.
Segundo a pesquisadora, que defendeu sua tese de doutorado na EERP, até mesmo os idosos mais jovens, ao sofrerem um trauma, dependendo da gravidade, podem perder a vida ou ter a sua capacidade funcional comprometida, mesmo seis meses após a ocorrência do acidente. O estudo envolveu 121 idosos, de 60 a 74 anos, considerados assim idosos jovens, residentes em Londrina e Região Metropolitana, que sofreram algum trauma e necessitaram de internação hospitalar. O objetivo era analisar a capacidade funcional do idoso antes do trauma e depois de seis meses da alta hospitalar.
Por intermédio de um questionário aplicado nos idosos e em seus cuidadores, Damares detectou o perfil social, estilo de vida e problema de saúde do idoso. Já o segundo instrumento utilizado, uma medida de escala, avaliou a capacidade da pessoa quanto aos aspectos motor e cognitivo/social, e o nível de ajuda necessária para a realização de atividades antes e depois do trauma.
Responsabilidade feminina
Como conseqüência ao trauma, os idosos tiveram de uma a três lesões, sendo que a maioria dos homens apresentou traumatismos nos membros inferiores, seguidos por outros nos membros superiores. Nas mulheres, houve predominância de luxações, entorses e distensões. Após o trauma, 31,4% necessitaram de cuidadores. Esses eram na maioria mulheres, esposa, irmã, ou filha do idoso, predominantemente casada, com idade entre 61 a 70 anos, sem remuneração pelo trabalho, sem outra atividade e com moradia junto ao idoso.
O trauma foi fatal para 11 idosos, os quais eram totalmente independentes antes do mesmo. “Para os 110 idosos que sobreviveram, as conseqüências que o trauma causou em suas vidas, para atividades rotineiras da vida diária como andar, comer, tomar banho, usar o banheiro, pentear os cabelos, vestir-se e outras, foram maiores na capacidade de o idoso em andar e cuidar de sua higiene, mesmo seis meses depois de sua alta hospitalar”, conta Damares. Além disso, ela observou que o risco do trauma, mesmo após seis meses do acidente, não deixa de ser grande também entre os idosos mais jovens.
A pesquisadora afirma que a queda, a principal causa de trauma, “pode ser evitada, desde que a equipe de saúde e a família estejam atentas aos fatores que a predispõem para assim estabelecerem estratégias de prevenção”. Esses fatores são tanto aqueles próprios do processo de envelhecimento, tais como dificuldades de locomoção e equilíbrio, como também aqueles decorrentes do ambiente em que o idoso vive (piso escorregadio, presença de tapetes, escadas, entre outros).

Prevencao de acidentes dos idosos

Prevenção de Acidente Idosos.Prevenir acidentes no idoso é uma das preocupações que a família tem com os seus familiares. Estes são alguns conselhos para prevenir acidentes no ambiente doméstico de um idoso:
  • Os móveis de casa devem estar dispostos de maneira sensata;
  • Deve haver espaço para se poder andar de um lado para o outro, sem se encontrar obstáculos;
  • Os cantos dos móveis devem ser protegidos;
  • Os pavimentos não devem ser escorregadios ( não serem encerados);
  • Os tapetes devem cobrir todo o chão de uma parede a outra ou possuir forro antiderrapante;
  • A mobília não deve ter rodas e a cama e as cadeiras não devem ser demasiado baixas ou altas;
  • Colocar barras de apoio na banheira ou chuveiro e ao lado da sanita. Utilizar tapetes de borracha antiderrapante no chuveiro e na banheira;
  • Toda a casa deve estar iluminada convenientemente: quarto, corredor, sala, cozinha e casa de banho;
  • As escadas devem ter boa iluminação, corrimões seguros e degraus antiderrapantes;
  • Evitar tapetes pequenos no chão;
  • Não deixar gavetas abertas;
Os fios eléctricos ou de telefone devem ser fixados às paredes, não devem ser deixados no chão.

Siga estes conselhos para uma boa prevenção acidentes em Idosos e evite assim que estes aconteçam.

sábado, 13 de outubro de 2012

Os hormônios dos idosos




Getty
O número de pessoas com mais de 60 anos é maior a cada censo populacional realizado no Brasil. Em 1950 os idosos eram apenas 4 milhões. Em 2007, já ultrapassam os 15 milhões de brasileiros. A previsão é de que em mais 10 anos teremos cerca de 20 milhões de indivíduos saudáveis na terceira idade. Todos sabemos que não basta atingir uma idade avançada rodeado por netos e bisnetos, é preciso ter qualidade de vida: boa saúde, capacidade cognitiva, memória adequada, articulações que permitam a prática de exercícios condizentes, afetividade, amor, amizade intactas, coração excelente e ausência de sintomas neurológicos. Parece fácil descrever o idoso ideal, mas não disso é possível se os hormônios não estiverem precisamente regulados. Com o avançar da idade, o sistema hormonal já não funciona como antes. A comunidade médica tem atestado, com freqüência cada vez maior, os resultados de reposições hormonais que proporcionam uma dose de “rejuvenescimento”, uma certa alegria de viver, disposição, energia e humor.
A desigualdade entre mulheres e homens
O organismo produz o estradiol e a progesterona (na mulher) e a testosterona (no homem) desde o período pré-puberal, elevando esta produção a níveis muito altos na puberdade e por boa parte da vida adulta. Há uma diferença: enquanto o homem mantém a sua secreção de testosterona por décadas seguidas, as mulheres diminuem os níveis dos hormônios femininos depois da menopausa. Não existe consenso entre os médicos nesta questão de reposição hormonal na mulher. Estudos populacionais com milhares de pessoas envolvidas apontam para discreta possibilidade de maior número de casos de câncer, maior prevalência de algumas alterações cardíacas entre as que fazem uso da reposição hormonal. O imenso benefício que o tratamento traz à vida da mulher ultrapassa, a meu ver, as estatísticas dos estudos populacionais.
O frescor da pele, os cabelos e unhas saudáveis, a manutenção do colágeno que sustenta a pele, a libido conservada, o melhor desempenho sexual, a ausência de depressão e maior alegria de viver são algumas vantagens a ser consideradas. Ossos mais fortes, maior quantidade de cálcio no esqueleto, baixo risco de fraturas da articulação coxo femural, sistema muscular, circulatório e cognitivo intactos são vantagens inegáveis para as que tomam o seu hormônio diariamente seja por via oral, transdermica, implantes, ou sob forma de gel cutâneo. Recentemente a Associação Norte Americana de Endocrinologistas Clínicos deliberou que a mulher deve ter o direito de escolher se deseja receber reposição hormonal e reiterou que o risco de fenômenos adversos é mínimo. E o melhor: a maioria dos medicamentos hormonais à disposição do médico não engorda.
A andropausa nos homens
O mesmo raciocínio se aplica aos homens. Existe, sem dúvida, um declínio discreto mas constante no teor de testosterona com o avançar da idade. Essa queda do hormônio masculino pode levar a uma série de sintomas: fadiga crônica, perda de massa muscular, queda de libido, disfunção eréctil e mesmo osteoporose, ou seja, perda de cálcio do sistema esquelético. Hoje o médico tem à sua disposição um verdadeiro arsenal terapêutico para várias modalidades de reposição hormonal no homem: gel cutâneo, colocar adesivo com testosterona e injeções de testosterona. É necessário, todavia, ter total e completo exame da próstata, pois o hormônio poderá, eventualmente, afetar o crescimento deste órgão masculino.
A falta de cálcio no sistema esquelético
Podemos examinar o conteúdo de cálcio nos ossos por um procedimento não invasivo que se chama densitometria óssea. Existem aparelhos simples, de uso em consultório, que mede o conteúdo de cálcio nos ossos. Quando há discreta diminuição de cálcio chamamos de osteopenia. Quando a concentração de cálcio é bastante baixa nos ossos, o diagnóstico é de osteoporose. Em ambos os casos recomenda-se ao idoso o uso de comprimidos de cálcio a que se associa compostos bifosfonados. Fósforo e cálcio formam osso novo. No caso do paciente poder tomar hormônio feminino ou masculino a recuperação do esqueleto é bastante rápida, prevenindo eventual ocorrência de fraturas no futuro.

domingo, 30 de setembro de 2012

Cada vez mais presentes no mercado de trabalho, idosos chefiam 25% dos lares no Estado do Rio



Maior participação mostra principalmente que eles estão em melhores condições de saúde.


A professora de artes Elisabeth Correa, de 77 anos, é cercada por seus alunos num colégio em Botafogo
Foto: Simone Marinho
A professora de artes Elisabeth Correa, de 77 anos, é cercada por seus alunos num colégio em BotafogoSIMONE MARINHO
RIO - “Posso realizar desejos bastante bons de viagens e ajudar minhas filhas quando elas precisam”. A explicação da professora de educação artística Elisabeth Correa, moradora de Botafogo, para o fato de continuar trabalhando aos 77 anos é parte da realidade de outros 432 mil idosos da Região Metropolitana do Rio, a mais envelhecida do país. Eles são a parcela de idosos economicamente ativos da região, representando 36% do total de pessoas com mais de 60 anos, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, realizada em 2011. De 2001 até o ano passado, esse grupo cresceu 78,5%, dando mais peso à participação dos idosos na economia metropolitana.

O GLOBO começa neste domingo, véspera do Dia Nacional do Idoso, a publicar uma série de reportagens sobre o grupo que deu ao estado fluminense a condição de segundo mais velho do Brasil no Censo 2010, com 13% de sua população sendo formada por idosos, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul, com 13,6%. Foi nesse estado do Sul do país que nasceu a professora Elisabeth, moradora do Rio desde 1967. Além de dar aulas duas vezes por semana no Colégio Santa Rosa de Lima, em Botafogo, Elisabeth ministra um curso de pintura em seu ateliê três dias por semana. A renda das aulas complementa a aposentadoria recebida do município. E o trabalho é recompensado com viagens frequentes: quase todo fim de semana ela vai com o marido para Itaipuaçu, onde o casal tem uma casa. No ano passado, visitaram Brasília e fizeram um tour pelo Rio Grande do Sul. Em 2009, viajaram por dois meses pela Europa.No mesmo período, a população acima de 60 anos em todo o Estado do Rio que continua no mercado de trabalho — empregada ou à procura de uma vaga — cresceu 58%. O resultado de tanta labuta? Cerca de um quarto dos responsáveis por domicílios, seja no estado (24,6%), na Região Metropolitana (24,9%) ou na cidade do Rio (27%), é de idosos, de acordo com o Censo 2010. No Brasil todo, as pessoas com mais de 60 anos respondem por 21,9% dos domicílios.
— Com esse ganho extra, fico mais folgada para satisfazer meus desejos. Este ano, pudemos reformar a nossa casa em Itaipuaçu — conta ela.
Mais saúde, mais tempo de trabalho
A primeira explicação para a maior participação do idoso na economia é o próprio envelhecimento da população, segundo a economista e demógrafa Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O crescimento do número de idosos ativos no estado (58%) e na Região Metropolitana do Rio (78,5%) entre 2001 e 2011, no entanto, superou o aumento da população de idosos em geral no mesmo período: no estado, o grupo cresceu 41,1% e na Região Metropolitana, 41,3%. Para Ana Amélia, a maior participação deles no mercado de trabalho mostra principalmente que eles estão em melhores condições de saúde. A participação deles também tem sido estimulada por um boom na demanda por mão de obra.
— A gente dizia que quem perdia emprego depois dos 50 anos passava dificuldade por causa do preconceito contra o trabalho dos mais velhos. Agora vemos uma reversão disso, por conta de um apagão de mão de obra, como no ramo da engenharia. Outra questão é que, com as menores taxas de fecundidade, há menos jovens no mercado. Uma das soluções é manter os trabalhadores mais tempo na ativa. Para isso, é preciso capacitar os idosos para lidarem com as mudanças tecnológicas — afirma a especialista em envelhecimento. — A grande proporção de idosos como chefes da casa mostra que há um agrupamento familiar em torno deles. A renda desses idosos é muito importante no orçamento. Isso tem a ver com a falta de rendimento dos filhos adultos.
No Estado do Rio, 69,5% da renda dos domicílios dependem do que é ganho pelos idosos, segundo a Pnad 2011. No Brasil, esse percentual é 64,5%.
Aos 86 anos, o morador de Copacabana José Ricardo dá aulas de inglês, usando música, para alunos com mais de 60 anos, de segunda a sexta-feira. E não tem planos de parar. Casado e pai de três filhos, ele explica que, por ter morado muito tempo fora do Brasil, a aposentadoria não é suficiente — permite pagar apenas condomínio, luz, gás e telefone. José diz que ensinar é, para ele, como um remédio.
— Com o trabalho, me mantenho entusiasmado. Acho fundamental para envelhecer bem — afirma.
Para Ana Amélia, uma grande vantagem do trabalho nessa fase é a possibilidade de integração social. Ela lembra que o encerramento da carreira leva, muitas vezes, à depressão:
— Quando param de trabalhar, os homens ficam mais perdidos que as mulheres, que têm mais facilidade de se integrar, fazendo viagens, saindo e cuidando da família.
A moradora de Botafogo Geísa Guerra Mourão, de 72 anos, viúva há dez, sabia exatamente o que faria quando se aposentasse. Em 1998, ela passou a produzir artesanato, que já chegou a representar 70% do seu orçamento. Hoje, depois de reduzir a atividade extra, o artesanato gera 20% dos seus rendimentos. Esse dinheiro é usado no lazer. E, para divulgar as peças que vende, Geísa usa o Facebook. Morando com um filho, ela é a responsável pelas contas da casa:
— Sempre fui muito independente e agora não está sendo diferente.
A Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ) fez uma pesquisa, entre os dias 12 e 14 deste mês, no município do Rio, com 364 pessoas com mais de 55 anos, para traçar o perfil desses consumidores. Eles gastam 50% da renda com alimentação, 22,1% com remédios, 11,7% com aluguel e 8% com plano de saúde.
— É uma população que está se alimentando melhor, vivendo mais, cuidando mais da saúde e trabalhando mais. Para o comércio, é um grupo com alto poder aquisitivo, que começa a ter atendimentos especializados — avalia o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ.
Já o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, estima que o público da terceira idade que deixa a capital para se hospedar no interior represente 20% do total de clientes nos dias úteis. Um movimento que dobrou nos últimos cinco anos.