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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Consumido com moderação, vinho ajuda na saúde e deixa a pele mais bonita


Apesar de calórica, bebida pode ser aliada da beleza

FERNANDA BALDIOTI

Vinho: propriedades benéficas à saúde e à beleza Foto: Berg Silva / Divulgação
Vinho: propriedades benéficas à saúde e à belezaBERG SILVA / DIVULGAÇÃO

RIO - Basta a temperatura cair um pouco para dar aquela vontade de beber um bom vinho. Apesar de calórico, ele é fornecedor de antioxidantes que ajudam na redução do colesterol ruim e da pressão arterial e ainda por cima deixam a pele bonita. Com um plano alimentar equilibrado e consumida com moderação, a bebida pode ser importante aliada da beleza.
Segundo a nutricionista Alessandra Almeida, da Clínica Andréa Santa Rosa, essas propriedades antioxidantes são atribuídas aos polifenóis, que evitam a oxidação de células, melhoram a circulação e a saúde cardiovascular:
— Estudos mostram que os flavonoides presentes no vinho tinto são ricos em polifenóis como resveratrol, que têm poder antioxidante muito superior ao das vitaminas C e E, largamente utilizadas nos cosméticos. Por essa razão, eles são excelentes aliados no tratamento antienvelhecimento da pele e evitam o desgaste dos fios de cabelo.
Uma taça de vinho na maioria dos casos pode suprir a necessidade de combater os radicais livres. Porém, segundo Alessandra, em alguns casos, essa quantidade não é suficiente e temos que ir para a suplementação do resveratrol.
— O resveratrol é resultado de um sistema de proteção da planta. Encontrado principalmente na casca e nas sementes das uvas, ele quase não aparece nos brancos e espumantes.
As propriedades de beleza e relaxantes da bebida fizeram com que o W Spa criasse o ritual Casal Vinho. Após uma massagem de 90 minutos, o casal é levado a uma banheira, e a terapeuta acrescenta na água um produto com nanotecnologia feito de concentrado de uva. Durante o banho, é servida uma degustação de vinho, frutas secas e trufas.
— Na pele, o poder do vinho é mais antioxidante, mas o nosso ritual oferece a degustação, então tem o momento de relaxamento também — define Loua Unger, coordenadora técnica do W Spa.
Apesar dos benefícios para a pele e para os cabelos, o vinho pode ser um inimigo da balança por conta das calorias provenientes principalmente do álcool. Para que os benefícios da bebida sejam alcançados é importante que haja um plano alimentar equilibrado, elaborado por uma especialista, que leve em conta doses de vinho a serem consumidas em moderação.
— É preferível tomar vinho a cerveja ou refrigerante. Além de conter substâncias químicas prejudiciais ao nosso organismo, o refrigerante tem em média 150 kcal. A versão zero deles não tem calorias, porém a quantidade de sódio presente é muito elevada — defende Alessandra.
Saiba quantas calorias tem o seu vinho preferido:
Vinho branco seco (125ml) = 107kcal
Vinho branco doce (125ml) = 175 kcal
Vinho tinto seco (125 ml) =107 kcal
Vinho tinto suave (125ml) = 234 kcal
Vinho rosé (125 ml) = 93kcal
Vinho do porto (125 ml) = 185kcal
Espumante (125 ml) = 80kcal

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Vinho tinto pode controlar diabetes tipo 2



Uma taça da bebida ao dia poderia substituir medicação, mas especialistas alertam que o hábito de beber traria outros riscos

vinho tinto
(Martin Bernetti / AFP)
A Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, em Viena, na Áustria, acaba de descobrir mais um dos benefícios que o vinho tinto pode trazer à saúde. Segundo Alois Jungbauer e sua equipe, uma taça ao dia da bebida pode manter a diabetes tipo 2 sob controle.
Isso acontece porque, conforme revelou o estudo da equipe, uma pequena taça de vinho contém a mesma quantidade de PPAR-gamma (substância ativa no controle dos níveis de açúcar no sangue) presente em uma dose de medicamento usado no tratamento da doença. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam as quantidades da substância em doze tipos de vinho e concluíram que os tintos tinham mais  PPAR-gamma que os demais. Então, eles analisaram os efeitos dessa substância nas células e determinaram que ela existia em proporções suficientes para competir com a droga Avandia.
Apesar da boa notícia, alguns aspectos devem ser considerados antes de uma adesão imediata à dose diária da bebida. A organização Diabetes UK, da Grã-Bretanha, por exemplo, reagiu ao estudo argumentando que vinho é muito calórico, o que pode levar ao aumento do peso e a conseguinte perda de todos os benefícios advindos das propriedades da bebida.
Os pesquisadores do estudo austríaco replicaram, dizendo que, ingerido com moderação e acompanhado de uma dieta de calorias, o vinho seria uma ótima alternativa à medicação. “'Moderação' quer dizer uma taça ao dia para mulheres e duas para os homens”, explicou Jungbauer. “Nosso grande problema é pregar um estilo de vida saudável, porque vinho em excesso causa diabetes e obesidade”, acrescenta.
Diabetes - A doença ocorre quando o pâncreas é incapaz de produzir insulina suficiente – hormônio que controla a quantidade de açúcar no corpo. Há também casos em que a insulina é produzida, mas não funciona adequadamente. Grandes quantidades de açúcar no sangue, por sua vez, podem levar a problemas cardíacos, cansaço, cegueira, danos nervosos, problemas nos rins e apoplexia.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vinho tinto faz bem à saúde. Lenda ou verdade?



Você já deve ter ouvido falar que tomar vinho tinto faz bem à saúde e pode aumentar a expectativa de vida. Se você for um apreciador dessa bebida isso deve soar como um bálsamo aos seus ouvidos. O que há de verdade nisso?  Pesquisas  parecem comprovar que uma molécula  denominada resveratrol,  presente no vinho tinto, seria a responsável por essa propriedade, mas os mecanismos pelos quais ela atua são ainda assuntos de muito debate.  Em um artigo publicado na revista Nature Medicine (5 de abril de 2012), três cientistas — Leonard Guarente, Joseph Baur e Antonello Mai — discutem como pesquisas recentes estão contribuindo para revelar o modo de atuação do resveratrol e a implicação dessas descobertas para o desenvolvimento de novas drogas.
Os efeitos benéficos da restrição calórica no aumento da expectativa de vida
Já foi demonstrado, que a restrição calórica aumenta a longevidade e os efeitos negativos de doenças metabólicas relacionadas ao envelhecimento. Isso já foi observado em organismos inferiores como fungos e vermes (o famoso C. Elegans) e até em roedores e primatas.  Há várias hipóteses para explicar  porque a ingestão diminuída de alimentos tem o efeito benéfico no organismo. Um dos mecanismos propostos seria pela ativação de moléculas denominadas sirtuins(do inglês silence information regulators). As sirtuins são ativadas quando o nível de energia da célula está baixo. Ela entra então em uma “situação de economia”, os genes reduzem a produção de várias proteínas e enzimas inclusive aquelas envolvidos com a apoptose, ou morte celular.
O que o resveratrol tem a ver com isso?
Segundo as novas pesquisas, o resveratrol atuaria ativando essas sirtuins (SIRT1) , ou seja teria um papel semelhante à restrição alimentar. De acordo com Leonard Guarente (cientista do laboratório de ciência e envelhecimento em Cambridge, Massachusetts nos Estados Unidos) não sabemos se a atuação do resveratrol na SIRT1 ocorre de forma direta ou através de outros compostos. “É fascinante pensar como estamos desvendando, na era da ciência e tecnologia, os benefícios de um hábito milenar de tomar vinho. Descobrir os mecanismos que ativam a SIRT1 poderá permitir o desenvolvimento de drogas importantes para doenças relacionadas ao envelhecimento afirma esse cientista”. Para  Joseph A. Baur (professor da Universidade da Pensilvãnia , EUA) o quebra-cabeças para explicar os efeitos benéficos do vinho tinto está longe de estar completo. Segundo Antonello Mai (professor da universidade Sapeienza em Roma, Itália) após a descoberta de que o resveratrol de fato aumenta a longevidade em diferentes organismos, vários estudos estão sendo realizados para verificar seus possíveis efeitos em câncer, doenças inflamatórias, neurodegeneração, metabolismo e doenças do envelhecimento. Esses estudos poderão permitir a descoberta de novos medicamentos.
Em resumo, há um consenso de que o resveratrol, presente no vinho tinto tem realmente um efeito benéfico na saúde. É claro que ele não substitui ter hábitos alimentares saudáveis e atividade física regular. Mas vamos convir que se a ideia é aumentar a expectativa e a qualidade de vida, melhor que seja tomando vinho tinto do que passando fome, concordam?
Por Mayana Zatz

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mitos e verdades sobre a relação entre o consumo de vinho e a saúde



 Para o bem ou para o mal, o vinho está diretamente ligado à saúde e ao bem-estar. Há marcas de cosméticos, como a Vinotage, que utilizam a uva e seus derivados para a produção de produtos de beleza, e centros de terapias, como o Spa do Vinho, na sede da Miolo, em Bento Gonçalves, com tratamentos que exploram as propriedades estéticas e medicinais da bebida e da uva. Se consumido em excesso, pode comprometer o funcionamento do organismo, mas médicos e cientistas afirmam que uma ou duas taças por dia contribuem para um melhor funcionamento do sistema cardiovascular. A seguir, alguns mitos e verdades na relação entre o néctar de Baco e a Medicina. 

SISTEMA CARDIOVASCULAR. Este é o único benefício comprovado por médicos e cientistas. Como afirma Arthur Azevedo, pediatra, consultor de vinhos e diretor executivo da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, "várias coisas são ditas a respeito de vinho e saúde, muitas sem nenhuma comprovação; dentro das revistas científicas, há algumas coisas comprovadas". Ele explica que "o sistema cardiovascular apresenta benefícios vistos com muita clareza, sem dúvida ou especulação". E continua: "É certa a redução de doenças cardiovasculares para quem consume vinho de forma moderada e regular. Isso significa, para homens, beber diariamente cerca de meia garrafa. Para mulheres, a metade disso. O ideal é que se beba uma taça no almoço e outra no jantar. Apreciar o vinho dessa forma todos os dias traz um real benefício, prevenindo infarto, acidente vascular cerebral, protegendo o endotélio e também evitando a coagulação do sangue, reduzindo a adesão de plaquetas. Como diz a sabedoria popular, é o afinamento do sangue. Hipertensos podem beber moderadamente, mas se aumenta a quantidade, a pressão sobe de maneira perigosa."

DIGESTÃO. Este é um mito. O consumo de vinho não auxilia a digestão, e pode até prejudicar. "Nem mesmo uma pequena quantidade auxilia a digestão dos alimentos. Mas os médicos recomendam o consumo durante a refeição simplesmente para retardar a absorção do álcool, que acontece de maneira muito rápida com o estômago vazio, de maneira que o fígado não consegue metabolizar, e assim o sangue recebe o que chamamos de álcool livre, que é prejudicial à saúde", afirma Arthur Azevedo.

ANEMIA. Sim, quadros de anemia podem melhorar com o consumo da bebida. "O vinho tinto tem uma quantidade razoável de ferro, e pode ser usado para melhorar a anemia", diz Arthur Azevedo.

CÂNCER. Para o cardiologista Daniel Goldwasser, que se dedica aos estudos sobre vinho e saúde, esse é outro mito: "Muito se diz que o consumo de vinho previne câncer, além de diabetes e Alzheimer. Não há nenhum estudo que comprove isso, ao contário, o consumo excessivo de vinho aumenta o risco de câncer de mama entre as mulheres, comprovadamente", afirma.

GRAVIDEZ. Neste caso, é um consenso: "Grávidas não podem consumir nada que contenha álcool", diz Arthur.

DOR DE CABEÇA. Muito se diz que a dor de cabeça que acomete as pessoas no dia seguinte ao consumo de vinho, mesmo que em quantidades pequenas, é devido ao uso indiscriminado de sulfitos, um conservante muito usado pela indústria, de maneira que os vinhos chamados naturais, sem aditivos do gênero, não causariam esse efeito. "Existem alimentos, como o damasco seco, com concentração muito maior de sulfitos, e que não causam dor de cabeça. Existem vários estudos para entender as razões da dor de cabeça que o vinho tinto pode provocar, e eles apontam para a tiramina, substância que leva à contração dos vasos sanguíneos, dando origem a crises de cefaleia. Não tem nada a ver com sulfitos", defende Daniel Goldwasser, cardiologista dedicado a estudos sobre vinho e saúde. Há ótimos vinhos naturais no mercado, com boa expressão de fruta, como os do Domínio Vicari, da Praia do Rosa (SC), e da Matsu (com rótulos bem interessantes, reproduzindo os rostos dos produtores).

RESVERATROL. É outro mito. "Um herói que surgiu nos últimos anos é o resveratrol, que teria propriedades antienvelhecimento e que reduziria a inflamação dentro dos vasos coronarianos, mas não há prova científica disso", diz Daniel.

domingo, 26 de agosto de 2012

Componente do vinho tinto pode ajudar a reduzir quedas entre idosos



Pesquisa indicou que resveratrol, também encontrado em chás, cebola e tomate, melhora o equilíbrio e o desempenho motor entre pessoas mais velhas

Vinho tinto, um aliado da saúde
Vinho tinto: bebida possui um componente chamado resveratrol, que, segundo uma nova pesquisa, pode ser um aliado na redução de quedas entre idosos (Stockbyte)
O resveratrol, composto presente no vinho tinto — mas que também pode ser encontrado no mate, em chás, na cebola e na maçã —, pode ajudar a melhorar a mobilidade, o equilíbrio e evitar quedas entre idosos, concluiu um novo estudo da Universidade de Duquesne, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, não está claro de que maneira a substância age no organismo, mas eles acreditam que o componente evita a morte de neurônios no cérebro, melhorando o desempenho motor das pessoas mais velhas.
“Nossa pesquisa sugere que um composto natural, que pode ser obtido por meio da alimentação ou de suplementos dietéticos, pode realmente aumentar a qualidade de vida dos idosos e reduzir o risco de hospitalização e até de mortes decorrentes de quedas”, afirma a coordenadora do estudo, Jane Cavanaugh, que apresentou os resultados nesta segunda-feira no encontro anual da Sociedade Americana de Química, na Filadélfia.
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Esse não é o primeiro estudo que indica algum efeito positivo do resveratrol no organismo. Outras pesquisas mostraram que a substância, por ser um agente antioxidante, que evita o envelhecimento das células, pode contribuir com a saúde cardiovascular e até reduzir o risco de câncer.
Esse trabalho se baseou em testes feitos com camundongos. Durante oito semanas, tanto os animais mais velhos quanto os mais jovens receberam suplementos de resveratrol. Eles foram testados periodicamente quanto à capacidade de atravessarem uma passarela de aço sem darem passos em falso. No indício da pesquisa, os camundongos mais velhos apresentaram uma dificuldade significativamente maior do que os mais jovens em atravessar a viga e passar por obstáculos. Porém, ao final das oito semanas, esses animais passaram a cometer menos erros, chegando a apresentar um desempenho quase igual ao dos mais novos. O trabalho, no entanto, não chegou a uma conclusão sobre a quantidade ideal de resveratrol que deve ser ingerida ao dia, já que os testes foram feitos com animais.

Não é para você

Apesar de a bebida alcoólica, com moderação, proporcionar benefícios para a saúde, ela não é indicada para todos. Existem pessoas que não devem ingerir quantidade alguma de álcool, já que os prejuízos são muito maiores do que as vantagens. Sinal vermelho para quem tem os seguintes problemas:
Doença hepática alcoólica: é a inflamação no fígado causada pelo uso crônico do álcool. Principal metabolizador do álcool no organismo, o fígado é lesionado com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Cirrose hepática:
 o álcool destrói as células do fígado e é o responsável por causar cirrose, quadro de destruição avançada do órgão. Pessoas com esse problema já têm o fígado prejudicado e a ingestão só induziria a piora dele.

Triglicérides aumentado: 
o triglicérides é uma gordura tão prejudicial quanto o colesterol, já que forma placas que entopem as artérias, podendo causar infarto e derrame cerebral. O álcool aumenta essa taxa. Portanto, quem já tiver a condição deve manter-se longe das bebidas alcoólicas.

Pancreatite: a doença é um processo inflamatório do pâncreas, que é o órgão responsável por produzir insulina e também enzimas necessárias para a digestão. O consumo exagerado de álcool é uma das causas dessa doença, e sua ingestão pode provocar muita dor, danificar o processo de digestão e os níveis de insulina, principal problema do diabetes.

Úlcera: é uma ferida no estômago. Portanto, qualquer irritante gástrico, como o álcool, irá piorar o problema e aumentar a dor.

Insuficiência cardíaca: por ser tóxico, o álcool piora a atividade do músculo cardíaco. Quem já sofre desse problema deve evitar bebidas alcoólicas para que a atividade de circulação do sangue não piore.

Arritmia cardíaca: de modo geral, ele afeta o ritmo dos batimentos cardíacos. A bebida alcoólica induz e piora a arritmia.               


Redobre a atenção

Há também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco.Tudo depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um.
Problemas psiquiátricos: o álcool muda o comportamento das pessoas e pode alterar o efeito da medicação. É arriscada, portanto, a ingestão de bebida alcoólica por aqueles que já têm esse tipo de problema.

Gastrite: é uma fase anterior à úlcera e quem sofre desse problema deve tomar cuidado com a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Como pode ser curada e controlada, é permitido o consumo álcool moderado, mas sempre com autorização de um médico.

Diabetes: 
Todos os diabéticos devem ficar atentos ao consumo de álcool. A quantidade permitida dessa ingestão depende do grau do problema, dos remédios e do organismo da pessoa. Recomenda-se, se for beber, optar por fazê-lo antes ou durante as refeições para evitar a hipoglicemia.