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sábado, 22 de dezembro de 2012

TV por duas horas retira 30 minutos de expectativa de vida

  • Universidade de Cambridge também aponta fumo de dois cigarros, sobrepeso e duas doses de bebida como inimigos da longevidade

Em pesquisa com base em dados populacionais, David Spigelhalter, autor do trabalho, calculou que cada hábito não saudável pode eliminar 30 minutos de vida
Foto: Maria Elisa Franco/08-06-2007
Em pesquisa com base em dados populacionais, David Spigelhalter, autor do trabalho, calculou que cada hábito não saudável pode eliminar 30 minutos de vida Maria Elisa Franco/08-06-2007
RIO - Comportamentos inadequados roubam horas de expectativa de vida. É o que mostra estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Em pesquisa com base em dados populacionais, David Spigelhalter, autor do trabalho, calculou que cada hábito não saudável pode eliminar 30 minutos de vida. Entre eles, fumar dois cigarros, estar cinco quilos acima do peso, tomar mais de uma dose de bebida alcoólica, assistir à televisão por duas horas e até comer um hambúrguer.
É possível compensar. Outras atitudes podem somar meia hora. É o caso de ingerir apenas uma dose de álcool, comer frutas e legumes frescos, tomar estatinas e fazer exercícios.
— É claro que estudos de avaliação são necessários para quantificar algum efeito sobre o comportamento, mas não é preciso um estudo para concluir que as pessoas geralmente não gostam da ideia de envelhecer mais rápido — declarou Spiegelhalter ao “Daily Mail”.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cada hora sentado pode reduzir expectativa de vida em 21 minutos, diz pesquisa


Cada hora que uma pessoa passa sentada depois dos 25 anos reduz sua expectativa de vida em 21 minutos, dez minutos a mais que fumar um cigarro, diz uma pesquisa australiana que acaba de ser divulgada. Esse é o segundo estudo em apenas um mês a concluir que passar muito tempo sentado eleva os riscos de diabetes e doenças cardiovasculares, além de encurtar a vida significativamente. A pesquisa foi desenvolvida por Jacob Veerman, da Universidade de Queensland, na Austrália, e publicada no "The British Journal of Sports Medicine". Veermant, que é médico e especialista em modelagem preditiva - uso de estatísticas para fazer previsões -, usou dados de 12 mil australianos coletados por um levantamento nacional sobre diabetes, obesidade e estilo de vida. Os entrevistados responderam perguntas sobre seu estado de saúde, doenças que já tiveram, frequência em que se exercitavam, tabagismo e hábitos alimentares. No meio do questionário, a pergunta-chave: quantas horas de televisão você assiste por dia? O objetivo não era medir o tempo em frente à tela especificamente, e sim chegar a um número aproximado da quantidade de horas que a pessoa passava sentada. Com esses dados em mãos, os pesquisadores tentaram isolar o fator de risco trazido pela longa permanência sentado de outros hábitos pouco saudáveis como fumar e não se exercitar. A conclusão foi que um adulto que passa seis horas diárias sentado em frente à TV deve viver quase cinco anos a menos que uma pessoa que não assiste televisão. A previsão se aplica mesmo aqueles que fazem exercícios regularmente. Outro estudo sobre o tema foi publicado no jornal científico "Diabetologia", da Associação Europeia de Estudo em Diabetes, e revisou 18 pesquisas que levavam em consideração não apenas o período em que a pessoa permanece sentada em frente à TV como também o tempo sentado no trabalho. Somados, os 18 estudos tinham uma base de 794.577 entrevistados. "Um adulto passa entre 50 e 70% de seu dia sentado", afirma Emma Wilmot, endocrinologista da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa. Em entrevista à Folha ela disse que o corpo humano simplesmente não foi projetado para passar tanto tempo sentado. "Quase todos os empregos hoje em dia obrigam as pessoas a ficarem sentadas na frente de uma tela. Quando saem do trabalho, o que elas fazem? Jantam, vão ao cinema, leem, assistem TV. Ou seja, continuam sentadas", diz Wilmot. O estudo inglês afirma que pessoas que passam mais de sete horas diárias sentadas têm um aumento de 112% no risco de desenvolver diabetes, 147% no risco de doenças cardiovasculares e 49% no risco de morrer prematuramente mesmo que se exercitem regularmente. O que os médicos ainda não sabem exatamente é por que uma atividade tão trivial quanto sentar seria prejudicial ao corpo. Uma das possíveis explicações é a a ausência prolongada de contrações dos músculos esqueléticos, sobretudo nos músculos mais longos das pernas. "Quando o músculo não se contrai, ele consome menos energia. Essa energia se acumula no sangue na forma de açúcar, elevando o risco de diabetes e de outras doenças", explica Veerman em entrevista à Folha. "Depois de meia hora sentado o corpo liga o 'modo repouso' e a taxa metabólica cai", explica João Eduardo Salles, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes e professor da Santa Casa de São Paulo. Ficar de pé evita essa queda pois o músculo permanece rígido, o que consome mais energia. "De pé a mudança de posição é mais frequente, a pessoa se movimenta involuntariamente", diz Salles. Mas pense bem antes de aposentar as cadeiras de casa. Para Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da USP, soluções como trabalhar em pé usando mesas altas não são vantajosas. "Quem trabalha de pé sente dores nas pernas. Aqueles que precisam digitar nessa posição, em estações de trabalho altas, sobrecarregam a coluna, os braços e o pescoço", explica. "O ideal é se movimentar. Se for para ficar parado é melhor sentar", conclui. Já Antônio Chacra, endocrinologista e diretor do Centro de Diabetes da Unifesp, concorda com as conclusões das pesquisas, mas acha os números exagerados. "Essa contabilização exacerbada da saúde é coisa de médico americano. Fazendo isso você ganha quatro minutos de vida, fazendo aquilo perde dez. Reconheço que tem um papel didático, o paciente fica logo assustado, mas que é esquisito, isso é", opina.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sedentarismo já ameaça reduzir expectativa de vida


Estudo internacional que inclui o Brasil mostra que inatividade física está criando primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais.

 

Um estudo que analisa dados de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia alerta que o crescente sedentarismo nestes países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual.

As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em cerca de 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%.
Segundo Lisa MacCallum Carter, executiva global da Nike, que também é coautora da pesquisa, o País começa a sofrer os males que já são sentidos há algumas décadas pelos países mais desenvolvidos - de 1965 a 2009, a queda da atividade física nos Estados Unidos foi de 32%.
"As máquinas e carros têm feito as atividades físicas por nós, e isso é uma coisa boa, pois apreciamos o padrão de vida moderno. Mas é preciso observar a quantidade de movimento que é perdida por isso e buscar formas de compensar", afirma a executiva. "Se uma criança está ameaçada de viver uma vida mais curta que seus pais, este é o oposto do progresso humano."
Segundo Lisa, as estatísticas levam em conta outros fatores, como nutrição, mas o sedentarismo tem papel central, especialmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ela lembra que as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física.
"À medida que as economias crescem, os níveis de atividade física diminuem", explica. "No Brasil, cuja economia teve um forte crescimento nos últimos anos, esperamos que isso ocorra em um período bem menor de tempo. Mas ainda há tempo de evitar isso", acrescenta.
Mobilidade. Entre os países em desenvolvimento, os problemas são diferentes entre si. Na China, que nos últimos 20 anos teve uma queda de 45% nos níveis de atividade física, o principal vilão tem sido o excesso de pessoas que trocaram a vida rural pelas cidades. No país, os pesquisadores apontam as deficiências das grandes metrópoles, que estimulam o transporte motorizado.
O estudo também aponta um viés econômico: a avaliação é de que a inatividade física traz gastos diretos e indiretos de quase US$ 150 bilhões por ano, apenas nos Estados Unidos.
Segundo o médico Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a associação com a obesidade é o fator mais preocupante do sedentarismo. Nos EUA, o índice de americanos obesos mais que dobrou nas últimas três décadas e deve atingir 42% da população até 2030. Além disso, cerca de um terço dos americanos estará com sobrepeso, fazendo com que as pessoas com peso ideal ou magras se tornem uma minoria no país.
Machado relaciona uma pesquisa da SBC, que mostrou que 49% dos brasileiros são sedentários, com dados do Ministério da Saúde que revelam que 64% da população do País está com excesso de peso. "O obeso que faz atividade física diminui o risco. E quem sai da situação de sedentário para pouco ativo (30 minutos de exercícios em 5 dias da semana) reduz em 66% o risco cardiovascular", lembra ele.
No Estado de São Paulo, de 2004 até este ano, o Núcleo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez um trabalho com 300 adolescentes obesos e concluiu que metade deles tinha tendência à diabete e 32% sofriam de síndrome metabólica (pressão alta, diabete e colesterol elevado). "Esses adolescentes têm fortes fatores de riscos mórbidos. Ou seja: têm grande chances de morrer cedo", afirma Ana Dâmaso, coordenadora do Núcleo.

domingo, 28 de outubro de 2012

Sedentarismo mata tanto quanto cigarro, diz estudo



A pesquisa no jornal médico Lancet acredita que a inatividade deve ser tratada como uma pandemia.
Um terço dos adultos não pratica exercícios físicos regularmente, revela estudo (Foto: BBC).
Um estudo divulgado a poucos dias do início das Olimpíadas diz que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.
A pesquisa, publicada na revista médicaLancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.
Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.
Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.
Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. "Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários," diz ele.
"O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças".
No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.
Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.
Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, "quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer".

América Latina

Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.
Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.
A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.
No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.
A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.
Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.

Desafio global

É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.
O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.
A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que "precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana".
"O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo."

domingo, 21 de outubro de 2012

O inimigo se chama sedentarismo



Uma forma eficaz de combatê-lo é a corrida, que faz 
bem para todo o organismo e não exige equipamentos


Ernani d'Almeida
A atriz Ana Paula Arosio, que há oito anos corre todo dia: "Correr é um comprometimento consigo mesmo, uma forma de ser mais cuidadoso com o corpo e a mente"

O tempo cobra do corpo um preço alto. A partir dos 30 anos, o metabolismo fica mais lento, a capacidade pulmonar diminui, coração e vasos sanguíneos perdem elasticidade. Ossos e articulações tornam-se mais frágeis, o que mais tarde pode comprometer a mobilidade e o bem-estar. Combater de maneira eficaz os efeitos da idade é um dos grandes desafios da medicina. Para os especialistas, o recurso que mais se aproxima de um elixir da juventude é simples: a prática regular de exercícios físicos. Os médicos são unânimes em afirmar que as pessoas que se exercitam vivem mais e com melhor qualidade. Como escolher o exercício ideal? Depende do gosto de cada um, mas os que mais ajudam a melhorar o condicionamento físico e desenvolver a capacidade cardiorrespiratória são os aeróbicos, ou seja, aqueles que fazem suar. No Brasil, o exercício que mais tem adeptos, depois do futebol, é a corrida. Calcula-se que, hoje, 4 milhões de brasileiros corram regularmente. A corrida se tornou um sucesso porque todos podem praticá-la. Tomadas as precauções necessárias em qualquer esporte – como exames cardiológicos e uma avaliação física –, basta colocar um par de tênis apropriado e preparar o fôlego.
Quem corre costuma falar de sua atividade com entusiasmo. A atriz Ana Paula Arosio, de 33 anos, começou a correr em 2001. Ela precisava treinar a respiração para ensaiar uma peça na qual ficava em cena por duas horas, sem interrupção. Desde então, tornou-se fã incondicional da corrida. Diz ela: "Correr é um comprometimento consigo mesmo, uma forma de ser mais cuidadoso com o corpo e a mente. Às vezes corro mais de uma vez por dia, pois nunca sei se no dia seguinte terei tempo disponível". A corrida beneficia o organismo de diversas formas. O médico fisiologista Rogério Teixeira da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia, explica: "Correr diminui os riscos de doenças cardiovasculares, respiratórias e das articulações. Além de tudo, ajuda a manter o humor em alta, porque aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor associado às sensações de bem-estar e felicidade. Uma pessoa livre de todos esses problemas certamente vive mais e melhor". A corrida, quando aliada a uma alimentação saudável, torna-se uma das melhores atividades para enxugar as gordurinhas, o que contribui, também, para a boa relação com o espelho.
Muita gente tem dificuldade em conciliar as atividades diárias com a prática de exercícios físicos. Vale a pena tentar, já que os riscos do sedentarismo são consideráveis. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de, no mínimo, vinte minutos de atividade aeróbica vigorosa – como a corrida – três vezes por semana. O sedentarismo, somado a outros fatores de risco, como o fumo ou os maus hábitos alimentares, pode resultar em doenças como a hipertensão e favorece a ocorrência de derrames. Esses males afetam 23 milhões de pessoas no Brasil e estão entre as principais causas de morte no país.
O arquiteto paulistano Marcelo Faisal, de 47 anos, corre desde os tempos de colégio. Há um ano, passou a abdicar do carro para ir trabalhar – vence correndo os 8 quilômetros do percurso. Faz o mesmo quando vai a locais próximos de sua casa, como o parque e o supermercado. Segundo seus cálculos, hoje ele faz 20% de seus trajetos correndo. Diz ele: "Correr e trabalhar são as minhas duas fontes de juventude. Tive de integrar a corrida à minha rotina de trabalho para não abandonar essa prática, que me faz tão bem". Qualquer folguinha durante o dia é suficiente para dar o primeiro trote. Basta ter força de vontade para começar.

A corrida da boa saúde

Correr é a atividade física cujo número de adeptos mais cresce no país. 
Calcula-se que 4 milhões de brasileiros pratiquem corrida, esporte que 
proporciona benefícios como...
Lailson Santos
O arquiteto Marcelo Faisal, que faz 20% de 
seus trajetos correndo: "É a minha fonte
da juventude"
...JUVENTUDE PROLONGADA
O ritmo de envelhecimento do organismo de um corredor acima de 50 anos é 50% mais lento que o de um sedentário
...MENOR RISCO DE VIDA
A probabilidade de morrer por infartos, derrames e cânceres é 60% menor nas pessoas com mais de 50 anos
...BOM HUMOR
Atividades aeróbicas intensas, como a corrida, reduzem pela metade os sintomas da depressão
...VISÃO PRESERVADA
O risco de sofrer de degeneração macular, a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, cai 20% para quem corre 2 ou mais quilômetros por dia
...MELHOR CAPACIDADE RESPIRATÓRIA
Ela pode aumentar 50% em comparação ao início do treinamento
...ARTICULAÇÕES SAUDÁVEIS
Problemas articulares, como artrite reumatoide e artroses, manifestam-se, em média, doze anos mais tarde entre corredores

Fontes: Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo; Maria Cecília Damasceno, 
química médica; Rene Abdalla, ortopedista; e Carlos Hossri, cardiologista


Primo atleta X primo sedentário

Veja submeteu ambos ao teste ergométrico
Fotos Lailson Santos
GABRIEL 
COMPLETOU O TESTE
FLÁVIO 
PAROU NO MEIO
O empresário Gabriel Salomão Neto, de 31 anos, e o arquiteto Flávio Jancowski, de 35, são primos de primeiro grau. Ambos são saudáveis e têm biótipo parecido – mas estilo de vida completamente diferente. Gabriel é esportista. Faz sete horas de ginástica por semana, entre sessões de musculação, pilates, corrida e bicicleta. Flávio é sedentário. Não costuma se exercitar nem mesmo nas horas de lazer com os dois filhos pequenos. A pedido de VEJA, ambos se submeteram a um teste de esforço na esteira com a supervisão de médicos do Hospital do Coração, em São Paulo, para avaliar seu condicionamento físico. Quanta diferença nos resultados.
Gabriel, o esportista, correu por treze minutos, completando as seis etapas do teste. Flávio, o sedentário, abandonou a esteira pouco depois da metade do exame. O consumo de oxigênio de Flávio foi inferior ao do primo, o que mostra que Gabriel está mais bem condicionado. Em repouso, a frequência cardíaca de ambos era de 78 batimentos por minuto. Ao final, a de Gabriel subiu para 192 batimentos, considerada ótima, enquanto Flávio atingiu o limite máximo de segurança antes de completar o teste. A pressão arterial do primo atleta, inicialmente 12 por 7, aumentou para 16 por 7, dentro do esperado. "A pressão sistólica aumentou e a diastólica se manteve, o que significa que o coração bombeou o sangue para as artérias com mais intensidade e eficiência durante o exercício", diz o cardiologista Raul Santos, do Instituto do Coração. A pressão arterial cardíaca de Flávio subiu de 13 por 8, ligeiramente alta, para 18 por 9. "A pressão mínima e a máxima subiram, mostrando que o coração, embora tenha bombeado mais sangue para as artérias, precisou se esforçar muito para fazê-lo", diz Santos. Conclusão: o sistema cardiovascular do primo esportista teve uma resposta mais adequada ao exercício.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ficar sentado por longos períodos é ruim para a saúde



Sedentarismo aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e morte.


Ficar sentado por muito tempo na frente do computador não é recomendado
Foto: Divulgação
Ficar sentado por muito tempo na frente do computador não é recomendadoDIVULGAÇÃO
Pessoas que acreditam levar uma vida saudável por praticar 30 minutos diários de exercícios físicos estão muito enganadas. De acordo com os cientistas das Universidades “Leicester” e “Loughborough”, que analisaram 18 estudos existentes envolvendo quase 800 mil pessoas, afirmam que passar muito tempo sentado aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e morte.
— As pessoas se convencem de que estão tendo um estilo de vida saudável, fazendo seus 30 minutos de exercício por dia. Mas elas precisam pensar sobre as outras 23 horas e 30 minutos — diz Emma Wilmot, do “Diabetes Group”, da “University of Leicester”, que liderou a pesquisa.
Os cientistas dizem que o comportamento sedentário na sociedade moderna — como assistir TV sentado no sofá, usar o computador e perder horas dentro do carro— são “onipresentes”. Muita gente tenta ir a academias e praticar exercícios antes ou depois do trabalho para tentar restabelecer o equilíbrio, mas, apesar de trazer benefícios à saúde, apenas isso não seria o suficiente.
— Se compararmos dois trabalhadores que ficam sentados diariamente em suas mesas sendo que um sai do trabalho e vai para a academia, enquanto o outro vai direto para casa assistir TV, então, fica claro que o frequentador de academia terá melhores resultados na saúde do que seu colega. Mas, ainda assim, o frequentador da academia apresenta riscos para a saúde, uma vez que passa grande parte do seu dia sentado — diz Emma.
Entre os males mais comuns encontrados nas pesquisas está a diabetes. Há evidências de que o sedentarismo afeta negativamente os níveis de glicose e aumenta a resistência à insulina, mas os cientistas ainda não sabem o motivo.
— Há muitas maneiras de reduzir o nosso tempo sentado, como quebrar longos períodos ao computador ou mesmo apoiando o laptop sobre um armário. Podemos fazer reuniões em pé, caminhar durante a pausa do almoço, além de reduzir o tempo de frente para a TV, buscando comportamentos menos sedentários — analisou Stuart Biddle, professor da “Loughborough University”, que também participou do estudo.

sábado, 13 de outubro de 2012

Caminhar uma hora por dia reduz fator genético da obesidade



Paul Ellis
O sedentarismo amplia a predisposição genética para a obesidade, mas é possível reduzir seus efeitos à metade caminhando a um ritmo constante durante uma hora por dia, revela um estudo apresentado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.
"Nossa pesquisa mostra que caminhar em um bom ritmo diariamente reduz a influência genética na obesidade, o que se traduz pela queda à metade do índice de massa corporal (IMC)", assinalaram os pesquisadores.
O trabalho foi apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM, na sigla em inglês), organizada pela Associação Americana do Coração (AHA) reunida nesta semana em San Diego, Califórnia (oeste).
Já um estilo de vida sedentário, marcado pelo ato de ver televisão quatro horas por dia, aumenta a influência dos genes sobre o tamanho da cintura e faz subir 50% o Índice de Massa Corporal (peso dividido pela altura ao quadrado)", acrescentaram os especialistas, em um comunicado.
Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é considerada obesa.
Participaram do estudo 7.740 mulheres e 4.564 homens. Os cientistas colheram dados sobre a atividade física dos participantes e as horas dedicadas a ver televisão durante dois anos antes de avaliar o Índice de Massa Corporal.
O efeito da predisposição genética à obesidade foi calculado com base em 32 variações genéticas que influenciariam o aumento de peso.
Cada uma destas variantes genéticas que predispõem à obesidade podem aumentar o Índice de Massa Corporal 0,13 kg/m2, segundo os especialistas, entre eles Qibin Qi, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard em Boston (Massachusetts, nordeste).
No entanto, este efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.
Do mesmo modo, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais pronunciado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo televisão, em comparação aos que dedicam a essa atividade uma hora ou menos. Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC contra 0,08 kg/m2 para os segundos.
Segundo os autores do estudo, o americano médio vê televisão de quatro a seis horas por dia.
Os testes genéticos para determinar se uma pessoa é portadora das variações que predispõem à obesidade, no entanto, ainda não estão disponíveis ao público e os cientistas aconselham aos médicos perguntar a seus pacientes se têm antecedentes familiares.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ficar sentado por muito tempo é um risco à saúde. Conheça seis maneiras de driblar o problema.



O hábito prejudica a saúde e aumenta chance de mortalidade. Saiba como ter uma saúde boa mesmo com o sedentarismo inevitável do dia a dia

Vivian Carrer Elias
cadeira
Preso à cadeira: mesmo quem precisa passar muito tempo sentado pode adotar alguns hábitos para amenizar os prejuízos (Thinkstock)
Nos últimos anos, uma série de pesquisas vem confirmando o que intuitivamente boa parte das pessoas talvez já soubesse: essa história de passar mais de 8 horas por dia sentado, às vezes até mais, faz mal à saúde. Sedentarismo não vem do latim sedere (sentar) à toa. Neste exato momento, em que você está devidamente acomodado na cadeira para ler esta reportagem, infelizmente está prejudicando o próprio corpo (Se quiser entender por que isso acontece, continue lendo o texto. Se quiser saber logo o que fazer para diminuir os prejuízos, clique aquie vá direto para a lista com dicas para quem passa o dia sentado).
O mais recente estudo sobre os males do sentar foi publicado nesta semana. Feito com nada menos que 250.000 participantes, e publicado em um dos mais importantes periódicos de medicina do mundo, o Archives of Internal Medicine, chega a ser um pouco aterrorizante. Os resultados mostram que ficar mais de 11 horas por dia sentado, seja trabalhando, vendo televisão, jogando videogame ou navegando na internet, pode dobrar o risco de morrer dentro dos próximos três anos. O estudo se refere a pessoas com mais de 45 anos, mas os jovens também devem se preocupar: apenas 6 horas por dia é o suficiente para aumentar em 40% as chances de morrer nos próximos 15 anos.
Outro trabalho, um pouco mais antigo, de 2007, feito na Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Ateriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology, optou por uma abordagem bem radical. Observou a saúde de participantes saudáveis após eles permanecerem durante cinco dias inteiros sentados ou deitados — lendo, vendo televisão ou falando no telefone. Eles só poderiam sair dessa posição por motivos de higiene pessoal. Após o período da pesquisa, os participantes tiveram os níveis de colesterol aumentados e desenvolveram hipertensão, problemas cardíacos e resistência à insulina (que pode levar ao diabetes).
Em 2010, a Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, divulgou na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, um estudo observando que o sedentarismo, especificamente o tempo em que um indivíduo fica sentado em frente à televisão e dirigindo um carro, é capaz de elevar em até 64% o risco de morte por doenças cardiovasculares em homens. E não se trata apenas de trabalho. A situação não muda nos momentos de lazer. De acordo com a pesquisa publicada nesta semana, um adulto chega a passar 90% do seu tempo de lazer sentado.
Sentar faz mal. As pesquisas provam. Mas por que isso que acontece? O que ficar sentado provoca no organismo humano a ponto de colocar nossas vidas em risco? Indiretamente, a culpa é do século 20. As profundas mudanças no estilo de vida e organização social e econômica criaram empregos que envolvem pouca, quase nenhuma, atividade física. Entre 1980 e 2000, o tempo que os americanos passaram sentados aumentou 8%. Tudo isso é incompatível com o desenho do nosso corpo, que simplesmente não foi projetado para passar longas horas sentado.
Sentar, basicamente, é responsável por desencadear uma série de problemas metabólicos no corpo humano. Em entrevista ao jornal The New York Times, James Levine, pesquisador da prestigiosa Clínica Mayo, resumiu bem a questão. "Passar muito tempo sentado é uma atividade letal", afirmou. Assim que você se ajeita na cadeira, uma série de processos negativos tem início em seu corpo: a atividade elétrica dos músculos da perna é cessada, a queima de calorias cai para apenas uma por minuto (o normal é queimar entre 3,5 e 5,5 calorias nesse período) e a quantidade de enzimas lipoproteínas lipase, que ajudam a quebrar a gordura, é reduzida em 90%. Após duas horas (pare para pensar há quantas horas você está sentado...) o colesterol bom, que evita a formação de placas de gordura nas artérias, diminui 20%. Com mais tempo ainda sentado, a eficácia da insulina cai 24%, aumentando o risco de diabetes.
O maior prejudicado é o coração. A inatividade provocada pelo excesso de tempo sentado provoca mudanças prejudiciais nos músculos, aumentando a resistência à insulina e do nível de gordura no sangue, o que pode levar a uma série de problemas cardiovasculares.
E ainda um inconveniente para os que passam muito tempo sentado: o problema não pode ser resolvido apenas com exercícios. Estudo desenvolvido na Universidade de Sydney mostrou que os efeitos nocivos existem mesmo para o indivíduo que costuma praticar atividades físicas regularmente. Exercitar-se e alimentar-se bem não basta nesse caso. É preciso, antes de tudo, diminuir o período no qual permanecemos sentados.
Algumas soluções são apontadas por dois estudos publicados em 2008, um no periódicoDiabetes Care e outro no British Journal of Sports Medicine. Ambos concluíram que levantar-se da cadeira a cada hora, por cinco minutos, ajuda a diminuir circunferência abdominal, o índice de massa corporal (IMC), o triglicérides e os níveis de glicose no sangue. Há, contudo, muito mais a ser feito. Conheça abaixo seis alternativas para evitar os prejuízos de ficar sentado por muito tempo:

1) Levante da cadeira de tempos em tempos

Em 2008, uma pesquisa australiana divulgada no periódico Diabetes Care mostrou que o aumento do número de pausas em momentos sedentários que um indivíduo faz, como levantar da cadeira após mais de uma hora e meia sentado, proporciona a perda da circunferência abdominal e a redução do índice de massa corporal (IMC) e nos níveis de glicose no sangue. Para o ortopedista Sérgio José Nicoletti, as pessoas não devem passar mais do que uma hora sentadas sem se levantar. A cada hora, portanto, é importante levantar, caminhar pela casa ou pelo escritório e alongar-se quando possível. Esse hábito alivia o incômodo provocado pelas horas na cadeira e ativa a circulação sanguínea. Alarmes e recados em lugares visíveis ajudam um indivíduo a lembrar de sair da cadeira. No trabalho, criar o hábito de andar até a mesa de algum colega em vez de mandar e-mail ou telefonar para ele ou fazer o caminho mais longa até o banheiro são opções que ajudam a ampliar o tempo de movimento.

2) Mesmo sentado, se movimente

Há determinados exercícios que podem ser feitos por uma pessoa enquanto ela está sentada e que conseguem amenizar alguns problemas decorrentes do sedentarismo. Os médicos recomendam que as pessoas contraiam e relaxem o abdome seis vezes seguidas e por várias vezes ao dia para fortalecer o músculo da região e melhorar a postura. Eles também indicam que, sempre que possível, as pessoas mexam e estiquem os joelhos para evitar problemas na região a longo prazo; girem pés e tornozelos para os dois lados; façam movimentos para cima a pera baixo com as mãos e alonguem braços, ombros e pescoço. Por fim, procure arrumar sua postura todas as vezes que se lembrar.

3) Fique sentado em uma posição adequada

De acordo com Nicoletti, a posição em que uma pessoa permanece sentada pode interferir no risco dos problemas acarretados pelo sedentarismo. O médico indica que a cadeira não tenha apoio dorsal completo, ou seja, que o seu encosto não envolva todas as costas, para que, assim, a coluna faça sua curvatura normal ao sentarmos. Além disso, é importante que o centro da tela do computador esteja na mesma altura dos olhos e que os pés estejam apoiados no chão e que a dobra dos joelhos forme um ângulo de 90º.

4) Use os momentos de lazer a favor da sua saúde

De acordo com um artigo publicado em 2010 no periódico Diabetes, cada hora que um indivíduo passa sentado em frente à televisão aumenta em 11% o risco de morte. Se o trabalho de uma pessoa exige que ela fique sentada durante horas, o mesmo não vale para os momentos de lazer. Prefira realizar atividades que exijam movimento, como andar de bicicleta ou caminhar no parque, em vez de ficar em frente à televisão ou jogar videogame, por exemplo.

5) Pratique atividade física regularmente

Segundo o novo estudo australiano, ter o hábito de praticar alguma atividade física diminui o risco de mortalidade relacionado ao tempo prolongado no qual alguém fica sentado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os adultos pratiquem ao menos 30 minutos de alguma atividade física, como caminhada rápida, todos os dias, além de algum exercício que fortaleça músculos e ossos duas vezes por semana. Esse hábito reduz o risco de diversas doenças, melhora a saúde óssea e muscular, além de gastar a energia que consumimos e não gastamos nos momentos de sedentarismo. "Trabalhar com a nossa musculatura diminui as dores e os problemas acarretados pelo período prolongado de tempo em que ficamos sentados. O músculo abdominal fortalecido, por exemplo, melhora a postura e nos protege de dores nas costas", diz o médico ortopedista Márcio Passini.

6) Caminhe mais

Falta de tempo e de vontade para ir à academia não deve ser desculpa para que uma pessoa deixe de praticar as atividades físicas necessárias em um dia. "Meia hora de esteira pode ser substituída por uma caminhada do estacionamento, ponto de ônibus, metrô ou trem até o trabalho: por exemplo, é só parar o carro em um lugar mais longe ou parar em estações mais distantes do que a que está acostumado. Subir escadas em vez de usar o elevador e ir a pé, e não de carro, para lugares próximos também são saídas", diz o ortopedista Nicoletti. Para controlar a quantidade de exercício que você faz no dia a dia, cronometre por quanto tempo você caminha ou conte os passos que dá (existem aplicativos de celular, por exemplo, que fazem isso por você) e compare essa quantidade com os passos dados quando anda durante 30 minutos na esteira. "No entanto, é preciso ressaltar que fragmentar o tempo de atividade física diária durante o dia, embora seja eficaz para saúde, não ajuda uma pessoa que quer emagrecer", afirma Passini.





Sedentarismo causa tantas mortes quanto cigarro.



Segundo pesquisadores, falta de atividade física já pode ser considerada uma pandemia mundial

homem sentado
Preso à cadeira: hábito contribui para o sedentarismo, que atinge um em cada três adultos no mundo (Thinkstock)
O sedentarismo pode ser tão letal quanto o tabagismo. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista médica The Lancet, a falta de atividade física foi responsável por 5,3 milhões das 57 milhões de mortes registradas no mundo em 2008. O cigarro, por sua vez, leva cerca de cinco milhões de indivíduos a óbito todos os anos, apontam os pesquisadores.
Tais números, de acordo com o relatório, fazem com que o sedentarismo possa ser classificado como uma pandemia. Esse trabalho faz parte de uma série de artigos que o periódico vem divulgando sobre exercícios físicos, aproveitando a proximidade da Olimpíada de 2012, que começa na próxima semana em Londres.
A pesquisa considerou inatividade física como a prática de menos do que 150 minutos de atividade física moderada (caminhada rápida, por exemplo) ou menos do que 60 minutos de exercícios intensos (como corrida) por semana. Segundo os dados, esse quadro atinge um terço da população mundial adulta (maior do que 15 anos), e é ainda mais prevalente entre os adolescentes: quatro em cinco jovens de 13 a 15 anos não atingem os níveis mínimos de atividade física. O sedentarismo se torna mais comum conforme as pessoas ficam mais velhas e atinge mais mulheres do que homens e pessoas de países risco.
Esse estudo foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e da Carolina do Sul, ambas nos Estados Unidos, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão de saúde americano, e do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia. Para os autores, um dos grandes responsáveis pela inatividade física no mundo são os meios de transportes motorizados, que acabam aumentando o número de horas em que um indivíduo permanece sentado durante o dia.
No artigo, eles reforçam a importância de as autoridades dos países promoverem a atividade física entre a população, ampliarem o acesso das pessoas a espaços públicos onde elas possam exercitar-se e garantirem a segurança de pedestres e ciclistas. Segundo estimativas dos pesquisadores, aumentar os níveis de atividade física entre a população mundial em 10% poderia evitar mais de 500.000 mortes em todo o mundo ao ano.
Fator de risco — De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é o quarto maior fator de risco para doenças crônicas, ficando atrás somente da hipertensão, do tabagismo e do colesterol alto. A pesquisa publicada na revista The Lancet mostrou que o sedentarismo causa 6% dos casos de doença cardíaca coronariana, 7% de diabetes tipo 2 e 10% dos casos de cânceres de mama e cólon.
 

sábado, 25 de agosto de 2012

Nove em dez homens impotentes são sedentários, diz pesquisa em SP.


Fumantes representam 40% dos pacientes com problemas sexuais.
Centro de Referência da Saúde do Homem fez estudo entre 2011 e 2012.

Uma pesquisa realizada entre janeiro de 2011 e maio de 2012 pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, em São Paulo, revela que 90% dos pacientes atendidos com queixas de impotência sexual são sedentários.
Além disso, dos 300 homens por mês que procuraram o serviço estadual para tratar a disfunção erétil, 40% eram fumantes. A maioria tem mais de 40 anos e já havia tentado outros tratamentos e remédios orais anteriormente. Cerca de 40 médicos ajudaram no levantamento.
O aumento da gordura corporal pode atingir os vasos sanguíneos, tornando-os mais rígidos e sem dilatação, e também diminuir a testosterona, o hormônio masculino.

"Pelo que se conhece da literatura médica, a relação do sedentarismo com a impotência é indireta. O problema está ligado às consequências da falta de atividade física, como obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Essas são as vias finais que levam ao aparecimento ou à piora da disfunção", explica o urologista responsável pelo centro, Joaquim Claro.
No caso do cigarro, a ligação com a perde do desejo sexual é mais direta: ele obstrui os vasos, que levam menos sangue até os corpos cavernosos do pênis. Segundo Claro, os fumantes com mais de 55 anos geralmente apresentam algum grau de impotência. A atuação do tabaco nas artérias é similar ao de fatores orgânicos como a diabetes, explica.
Impotência (Foto: Arte/G1)
O estresse, a depressão e outros fatores psicológicos ou emocionais também interferem nos sinais cerebrais e podem desencadear a impotência, que atinge até 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos pelo menos uma vez na vida. Na faixa dos 40 anos, mais de 40% não conseguem ter relações com suas parceiras ou parceiros por esse motivo.
Os médicos destacam que o homem precisa reconhecer quando essas falhas são eventuais e quando é o momento de procurar ajuda. A disfunção sexual pode ser tratada com terapia, medicamentos ou com a implantação de uma prótese peniana, mas só um especialista é capaz de fazer o diagnóstico da doença e indicar o melhor tratamento.