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domingo, 28 de abril de 2013

Ingestão de ômega-3 ajuda a evitar riscos de arritmia cardíaca


Encontrado em peixes, o ácido graxo pode reduzir em 30% os riscos de arritmia

Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos
Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos(Thinkstock)
Adultos com mais de 65 anos e com níveis elevados de ácidos graxos ômega-3 no sangue têm 30% menos chances de desenvolver arritmia cardíaca. De acordo com um estudo publicado no periódico médico Circulation, de cada 100 pessoas, 25 desenvolvem a condição – com o uso do óleo, esse número poderia cair para 17 casos em 100.
Nos Estados Unidos, país onde foi conduzido o estudo, 9% da população chega a desenvolver fibrilação atrial após os 80 anos. O ritmo cardíaco anormal, descompassado, pode causar insuficiência cardíaca ou mesmo levar ao derrame. Hoje, existem poucos tratamentos para esse quadro, e eles se concentram na prevenção de derrames com o uso de drogas que afinam o sangue e, assim, evitam a formação de coágulos. “Um risco 30% menor de desenvolver uma arritmia cardíaca crônica é um número considerável”, diz Dariush Mozaffarian, autor do estudo e professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. O ácido graxo ômega-3 é comumente encontrado em peixes, mas sua concentração pode variar em até 10 vezes de um tipo de peixe para outro.
Pesquisa – Para conseguir uma medida precisa da quantidade de óleo de peixe consumido pelos voluntários, os pesquisadores recolheram amostras de sangue de mais de 3.300 adultos com mais de 65 anos. Nos 14 anos seguintes, todos os participantes foram rastreados. Descobriu-se, então, que 789 haviam desenvolvido arritmia cardíaca.
Entre aqueles elencados como os 25% com níveis mais elevados de ômega-3 no sangue, havia uma redução de 30% nos riscos de desenvolver a condição. “Essa redução é significativa”, diz Alvaro Alonso, professor na Universidade de Minnesota e membro da equipe de pesquisadores. Segundo o pesquisador, uma redução de 30% nos riscos poderia significar que, em vez de 25, somente 17 a desenvolveriam a doença.
De acordo com Alonso, mais estudos são necessários para que se compreenda como o óleo de peixe, ingerido até como um suplemento alimentar, pode ser usado de maneira preventiva contra a arritmia cardíaca.

Ingestão de ômega-3 ajuda a evitar riscos de arritmia cardíaca


Encontrado em peixes, o ácido graxo pode reduzir em 30% os riscos de arritmia

Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos
Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos(Thinkstock)
Adultos com mais de 65 anos e com níveis elevados de ácidos graxos ômega-3 no sangue têm 30% menos chances de desenvolver arritmia cardíaca. De acordo com um estudo publicado no periódico médico Circulation, de cada 100 pessoas, 25 desenvolvem a condição – com o uso do óleo, esse número poderia cair para 17 casos em 100.
Nos Estados Unidos, país onde foi conduzido o estudo, 9% da população chega a desenvolver fibrilação atrial após os 80 anos. O ritmo cardíaco anormal, descompassado, pode causar insuficiência cardíaca ou mesmo levar ao derrame. Hoje, existem poucos tratamentos para esse quadro, e eles se concentram na prevenção de derrames com o uso de drogas que afinam o sangue e, assim, evitam a formação de coágulos. “Um risco 30% menor de desenvolver uma arritmia cardíaca crônica é um número considerável”, diz Dariush Mozaffarian, autor do estudo e professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. O ácido graxo ômega-3 é comumente encontrado em peixes, mas sua concentração pode variar em até 10 vezes de um tipo de peixe para outro.
Pesquisa – Para conseguir uma medida precisa da quantidade de óleo de peixe consumido pelos voluntários, os pesquisadores recolheram amostras de sangue de mais de 3.300 adultos com mais de 65 anos. Nos 14 anos seguintes, todos os participantes foram rastreados. Descobriu-se, então, que 789 haviam desenvolvido arritmia cardíaca.
Entre aqueles elencados como os 25% com níveis mais elevados de ômega-3 no sangue, havia uma redução de 30% nos riscos de desenvolver a condição. “Essa redução é significativa”, diz Alvaro Alonso, professor na Universidade de Minnesota e membro da equipe de pesquisadores. Segundo o pesquisador, uma redução de 30% nos riscos poderia significar que, em vez de 25, somente 17 a desenvolveriam a doença.
De acordo com Alonso, mais estudos são necessários para que se compreenda como o óleo de peixe, ingerido até como um suplemento alimentar, pode ser usado de maneira preventiva contra a arritmia cardíaca.

Ômega-3 ajuda a prevenir câncer de pele, diz estudo


Pesquisa britânica concluiu que o nutriente protege o sistema imunológico contra os danos da luz solar e o torna mais forte para combater o câncer

Ômega-3: Salmão é ótima fonte do nutriente
Ômega-3: Salmão é ótima fonte do nutriente (Thinkstock)
Segundo pesquisadores da Universidade de Manchester, na Grã Bretanha, tomar suplementos de ômega-3, nutriente encontrado em alimentos como peixes, linhaça, castanha e azeite, pode fortalecer o sistema imunológico de modo a torná-lo mais resistente aos danos da luz solar e, assim, proteger o corpo contra o câncer de pele. Essas conclusões foram obtidas a partir de uma pesquisa clínica — ou seja, feita com seres humanos — que estará presente na edição de março do periódico The American Journal of Clinical Nutrition.
O ômega-3 já foi associado a uma série de benefício à saúde, entre eles um efeito protetor em relação à memória e a redução do risco de eventos cardiovasculares. Esse novo estudo, desenvolvido no Centro de Dermatologia da Universidade de Manchester, é a primeira pesquisa clínica que identificou o efeito positivo do nutriente em relação ao câncer de pele.
Participaram do estudo 79 pessoas saudáveis. Parte delas recebeu diariamente um suplemento de quatro gramas de ômega-3, e o restante ingeriu doses de placebo. Todos os voluntários foram expostos, todos os dias, a uma máquina que emitia uma luz equivalente à do sol do meio-dia na cidade de Manchester. A exposição à luz durava 8, 15 ou 30 minutos, dependendo do participante.
Sistema de defesa — Os pesquisadores, então, avaliaram a imunossupressão que ocorria no corpo dos participantes com a exposição à luz da máquina. Imunossupressão significa a redução da atividade ou da eficácia do sistema imunológico. Há casos em que essa imunossupressão é necessária — pacientes com doenças autoimunes, por exemplo, recebem medicamentos com essa finalidade para tratar tais condições. No entanto, no caso desse estudo, a imunossupressão nos indivíduos foi induzida pela luz semelhante à solar — e essa diminuição da atividade do sistema de defesa pode prejudicar a capacidade de o corpo lutar contra um câncer de pele. 
De acordo com os resultados, as pessoas que ingeriram ômega-3 e permaneceram na luz por 8 ou 15 minutos, em comparação com o grupo do placebo, apresentaram uma imunossupressão 50% menor com a exposição à luz da máquina. Não foi encontrada uma diferença significativa, porém, entre os indivíduos que ingeriram o nutriente e se expuseram à luz durante 30 minutos e aqueles que receberam doses de placebo.
Segundo Lesley Rohdes, coordenadora da pesquisa, apesar de esses resultados serem “animadores”, é importante lembrar que o ômega-3 não deve substituir o uso de protetor solar e nem a proteção física – como o uso de chapéu com a exposição ao sol, por exemplo. Rohdes explica que, embora a proteção do ômega-3 em relação ao câncer de pele pareça pequena, “o contínuo baixo nível de proteção do nutriente a partir de suplementos de ômega-3 é capaz de reduzir o risco de câncer de pele ao longo de toda a vida de um indivíduo”, diz.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Estados Unidos dão sinal verde a salmão transgênico

 A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos. A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação. Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então. Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos. Críticos, que chamam o salmão de "frankenpeixe", temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza --sem contar os questionamentos éticos envolvidos. A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais --uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir. O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido "funcionando" o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos. Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decido que ele tem as mesmas propriedades do convencional. A empresa diz que o novo salmão é similar ao "normal" em sabor, cor e textura.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

GORDURAS POLI-INSATURADAS: QUAIS SEUS DIFERENCIAIS PARA A SAÚDE?



ESTUDOS BUSCAM ELUCIDAR O PAPEL DE ÁCIDOS GRAXOS Ω-3 SOBRE DESFECHOS CARDIOVASCULARES

Os ácidos graxos poli-insaturados (PUFA) são formados por cadeias de hidrocarbonetos contendo duas ou mais duplas ligações. Dependendo da localização da primeira dupla ligação com relação ao terminal metila, são classificados em ω-3 e ω-64. Nas duas últimas décadas, multiplicaram-se os estudos dedicados a investigar o papel cardioprotetor destas séries de ácidos graxos e, mais recentemente, o foco tem sido a análise dos efeitos diferenciais dos ácidos graxos ω-3 sobre desfechos cardiovasculares2.

O ácido linoléico (LA; 18:2), da série ω-6, é o poli-insaturado mais abundante, encontrado em óleos vegetais, castanhas e em produtos feitos a partir de óleos vegetais, como creme vegetal. O ácido linolênico (ALA; 18:3), da série ω-3, é encontrado principalmente na linhaça, soja e em alguns produtos industrializados, como maionese. Ambos são essenciais ao ser humano e podem ser metabolizados até a formação de PUFA de cadeias mais longas. O LA é metabolizado a ácido araquidônico (AA; 20:4), enquanto o ALA pode ser metabolizado a ácido eicosapentaenoico (EPA; 20:5) e docosahexaenoico (DHA; 22:6). De maneira alternativa, o AA pode ser obtido a partir de fontes dietéticas animais, e EPA e DHA podem ser consumidos diretamente a partir da gordura de peixes de águas frias e profundas1,4.
                O LA melhora o perfil lipídico por diminuir a concentração de colesterol total e LDL-colesterol. Alguns estudos mostraram efeitos deletérios dos ácidos graxos da série ω-6 quando consumidos em grande quantidade, pelo aumento da suscetibilidade das partículas de LDL à oxidação. Tais resultados devem ser analisados com cautela, visto que se sabe, a partir de diversos estudos populacionais, que seu consumo relaciona-se à redução de doença coronariana. Em 2009, a American Heart Association, revendo as evidências sobre ω-6 e risco cardiovascular, reforçou que seu consumo deve ser estimulado3,4.

                Quanto à série ω-3, as evidências atuais indicam que EPA e DHA têm alguns efeitos conjuntos, enquanto outros são complementares. Em modelos experimentais, ambos modulam uma variedade de funções e vias biológicas relevantes, tais como a estrutura celular de membranas, a regulação de receptores nucleares e fatores de transcrição e a produção de eicosanóides derivados do ácido araquidônico5.
Em humanos, EPA e DHA diminuem as concentrações plasmáticas de triglicérides e a agregação plaquetária estimulada por colágeno, e parecem afetar o enchimento cardíaco na diástole, a complacência arterial e alguns marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo. A combinação destes efeitos sobre a lipidemia e a função cardíaca contribui para a redução do risco cardiovascular. O DHA também aumenta de forma modesta a proporção de partículas de LDL e HDL maiores, ou seja, menos aterogênicas, embora a relevância clínica deste achado ainda deva ser esclarecida5.

A combinação de EPA+DHA associa-se consistentemente com menor risco de eventos coronarianos fatais. Em contraste, o EPA, porém não o DHA, está relacionado com a redução do risco de desfechos não fatais, como angina instável. Os dados disponíveis ainda são insuficientes para o estabelecimento de recomendações quantitativas acerca de seu consumo individual ou de uma razão de ingestão entre EPA/DHA. O foco em seu consumo combinado ainda é o mais prudente, considerando as evidências da literatura que demonstram os benefícios experimentais, fisiológicos e clínicos do consumo de EPA+DHA provenientes do consumo de peixe ou da suplementação com óleo de peixe5,7.

Assim, em nível individual, é importante considerar a quantidade de ácidos graxos ω-3 a ser consumida diariamente, além da quantidade total de energia, gorduras e ácidos graxos ω-6. A suplementação com PUFA não pode ser feita indiscriminadamente. O esforço científico para elucidar aspectos ainda controversos acerca do consumo de PUFA, como as diferenças entre EPA e DHA, precisa ser intensificado, a fim de estabelecer a melhor recomendação para a promoção da saúde e redução do risco de eventos cardiovasculares6.

Referências:

1) Anderson BM, Ma DW. Are all n-3 polyunsaturated fatty acids created equal? Lipids Health Dis 2009; 8:33.

2) Deckelbaum RJ, Torrejon C. The omega-3 fatty acid nutritional landscape: health benefits and sources. J Nutr 2012; 142(3): 587S-591S.

3) Harris WS, Mozaffarian D, et al. Omega-6 fatty acids and risk for cardiovascular disease: a science advisory from the American Heart Association Nutrition Subcommittee of the Council on Nutrition, Physical Activity, and Metabolism; Council on Cardiovascular Nursing; and Council on Epidemiology and Prevention. Circulation 2009; 119(6): 902-907.

4) Lottenberg AMP. Importância da gordura alimentar na prevenção e no controle de distúrbios metabólicos e da doença cardiovascular. Arq Bras Endocrinol Metab 2009; 53(5): 595-607.

5) Mozaffarian D, Wu JH. (n-3) fatty acids and cardiovascular health: are effects of EPA and DHA shared or complementary? J Nutr 2012; 142(3): 614S-625S.

6) Russo GL. Dietary n-6 and n-3 polyunsaturated fatty acids: from biochemistry to clinical implications in cardiovascular prevention. Biochem Pharmacol 2009; 77(6): 937-946.

7) U.S. Department of Agriculture and U.S. Department of Health and Human Services. Dietary Guidelines for Americans, 2010. 7th Edition, Washington, DC: U.S. Government Printing Office, December 2010.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Óleo de peixe pode prevenir esquizofrenia, indica estudo



cápsulas deóleo de peixe (SPL)
As cápsulas de óleo de peixe são ricas em Omega-3.
Tomar diariamente uma cápsula de óleo de peixe pode impedir o desenvolvimento de síndromes em pessoas com propensão a doenças mentais como esquizofrenia, aponta um estudo de três meses realizado por uma equipe internacional formada por pesquisadores da Áustria, Austrália e Suíça.
De acordo com a pesquisa, o suplemento parece ser tão eficaz quanto o uso de remédios.
"A descoberta de que o tratamento com uma substância natural pode prevenir, ou ao menos retardar, a aparição de comportamento psicótico nos dá esperança de que pode haver uma alternativa a drogas anti-psicóticas", afirma o autor do estudo.
Os pesquisadores acreditam que a substância Ômega 3 - presente no óleo de peixe e que já é conhecida por promover corações mais saudáveis - é que produz os efeitos benéficos no cérebro.
Um remédio "natural" seria muito bem-vindo, sustenta a revista especializada Archives of General Psychiatry, já que a medicação convencional anti-psicótica é muito forte e pode apresentar graves efeitos colaterais.
O óleo de peixe, por sua vez, é geralmente bem tolerado pelo organismo e fácil de tomar.
Tratamento
Os pesquisadores testaram o tratamento em 81 pessoas avaliadas com alto risco de desenvolver psicose.
O alto risco apresentado pelos pacientes estava relacionado ou a um forte histórico familiar de esquizofrenia e doenças similares ou eram pessoas que já apresentavam leves sintomas da doença.
Para que o teste fosse realizado, metade do grupo tomou o suplemento com óleo de peixe ao longo de 12 semanas, enquanto a outra metade tomou placebo. Nenhum deles sabia qual tratamento estava recebendo.
Os pesquisadores acompanharam o grupo por um ano para saber quantos desenvolveriam a doença.
Duas pessoas do grupo que tomava a cápsula de óleo de peixe desenvolveram comportamento psicótico, comparado a 11 pacientes do grupo que recebia placebo.
O time acredita que o Omega 3 altera o processo de transmissão de sinais no cérebro.

domingo, 28 de outubro de 2012

Óleo de peixe pode ajudar a retardar envelhecimento em idosos



Fish | Photo: BBC
Óleo de peixe rico em ômega-3 associado a exercícios pode retardar envelhecimento
A ingestão diária de ácidos graxos provenientes de óleos de peixe associada à prática de exercícios físicos ajuda a retardar o envelhecimento, sugere um estudo realizado na Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha.
Os resultados da pesquisa mostraram que mulheres com mais de 65 anos que receberam doses diárias de ácidos graxos ricos em ômega-3 ganharam quase o dobro de tônus muscular após se exercitarem, quando comparadas com aquelas que ingeriam azeite de oliva.

O processo de envelhecimento, conhecido como sarcopenia, implica numa perda muscular de 0,5 a 2% por ano e pode implicar em fraqueza e perda de mobilidade em idosos.Uma expansão do estudo está prevista para confirmar tais resultados e determinar com maior exatidão as razões da melhora da força muscular.
Há poucos dados sobre a incidência na Grã-Bretanha, mas informações provenientes dos Estados Unidos mostram que 25% das pessoas com idade entre 50 e 70 anos têm sarcopenia e isto aumenta para mais da metade daqueles com mais de 80 anos.
Para Stuart Gray, um dos líderes do estudo, o custo da sarcopenia é imenso, tanto pela necessidade de cuidado direto ou por internações hospitalares motivadas por quedas.
"Cerca de 1,5% do orçamento total de saúde americano é gasto com assuntos relacionados à sarcopenia", diz.
As conclusões dos pesquisadores estão sendo apresentadas no Festival Britânico de Ciência, em Aberdeen.

Estilo de vida e benefícios

A taxa de perda muscular é ditada, até certo ponto, pelo estilo de vida das pessoas, sobretudo o baixo consumo de proteínas e o sedentarismo, conhecidos fatores que aumentam o risco de desenvolver o problema.
Essas foram algumas das premissas levadas em conta quando Gray decidiu levar o estudo adiante, recrutando 14 mulheres de mais de 65 anos e dividindo-as em dois grupos.
Todas praticaram exercícios durante 12 semanas, em duas sessões de 30 minutos de movimentos focados nos músculos das pernas, mas metade ingeriu ácidos graxos EPA e DHA, ricos em ômega-3, e a outra metade recebeu um placebo de azeite de oliva para controle.
O tônus muscular das pernas dessas mulheres foi medido antes e depois do experimento, e na comparação, as idosas que ingeriram azeite de oliva aumentaram sua massa muscular em 11% enquanto as que receberam os óleos EPA e DHA tiveram aumento de 20%.
Mas nem todos os óleos de peixe apresentam estes benefícios, disse Stuart Gray em entrevista à BBC.
"Um dos problemas com muitos desses suplementos é que a quantidade de EPA varia. Uma cápsula contendo 1 grama de óleo de peixe pode conter somente 100 miligramas de EPA e outras podem conter 400 miligramas".
Ele aconselha que aqueles que desejam melhorar sua ingestão de ômega-3 deveriam ingerir suplementos que contenham os níveis mais altos de EPA e DHA.

Homens e mulheres

Os pesquisadores receberam financiamento para expandir o estudo, desta vez com 60 pessoas com mais de 65 anos, incluindo números similares de homens e mulheres.
O organizador da pesquisa diz que há diferenças quanto à capacidade de sintetizar proteínas e na resposta a exercícios físicos.
"As mulheres mais velhas têm capacidade de sintetizar proteínas similar a de mulheres mais novas, enquanto os homens mais velhos apresentam diminuição quando comparados aos mais novos. Homens mais velhos se adaptam à prática de exercícios e aumentam sua capacidade de sintetizar proteínas. As mulheres não conseguem fazer isso, em sua maioria, embora os níveis basais de síntese já sejam maiores".
Um dos principais objetivos da nova etapa do estudo é justamente determinar as diferenças entre homens e mulheres em relação à sarcopenia e sua prevenção.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Conheça dez verdades sobre o ômega-3



Encontrados em peixes, nozes e folhas, os ômega-3 protegem o organismo evitando desde doenças cardíacas até distúrbios de humor.


O salmão é rico em ácidos graxos de ômega-3 dos tipos DHA e EPA
Foto: André Coelho
O salmão é rico em ácidos graxos de ômega-3 dos tipos DHA e EPAANDRÉ COELHO
RIO - Estudos sugerem que o ômega-3 ajudam a diminuir os riscos de doenças cardíacas, protegem contra sintomas de depressão, demência, câncer e artrite e são encontrados no salmão, em diversos tipos de nozes e folhas verdes, entre outros. Conheça as doenças que podem ser evitadas:
1. FONTES. Os ácidos graxos do ômega-3 têm mais de uma forma. Os tipos encontrados em peixes, chamados DHA e EPA, têm fortes benefícios à saúde. Outra forma conhecida como ALA é encontrado em óleos vegetais, semente de linhaça, nozes e vegetais de folha verde escura, como o espinafre. O corpo converte uma pequena quantidade de ALA em EPA e DHA e o ALA também tem seus próprios benefícios.
2. CORAÇÃO. Os ômega-3 parecem ter um efeito estabilizador no coração: podem diminuir a frequência cardíaca de pessoas com risco de arritmia ou ritmo anormal de batimentos cardíacos. Estudos mostram redução em ataques cardíacos e morte súbita em quem aumenta o consumo de ômega-3, seja na dieta tradicional, seja na ingestão de suplementos alimentares à base de óleo de peixe.
3. TRIGLICERÍDEOS E COLESTEROL. O nível de triglicerídeos também pode baixar com o consumo de ômega-3, mas o colesterol aumenta _ o bom (HDL) e o ruim (LDL).
4. HIPERTENSÃO. Há fortes evidências de que o ômega-3 seja responsável pela diminuição da pressão sanguínea. O efeito é pequeno, mas para quem tem pressão alta comer peixe pode ajudar, junto com medicamentos e outras mudanças na dieta, é claro. Uma estratégia é substituir carne vermelha por peixe nas refeições, mas é melhor evitar as versões mais salgadas, como salmão defumado.
5. ARTRITE REUMATOIDE. Estudos sugerem que o ômega-3 reduz sintomas como dor nas articulações e rigidez em pessoas com artrite reumatoide. Uma dieta rica em ômega-3 também pode aumentar os efeitos de anti-inflamatórios.
6. HUMOR. Os ômega-3 podem ajudar em casos de distúrbios de humor e tornar os antidepressivos mais eficazes. Alguns estudos mostram que países com altos níveis de ômega-3 na dieta registram baixos índices de depressão.
7. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO. Estudos indicam que suplementos de ômega-3 diminuem os sintomas de TDA e já se sabe que esses ácidos graxos são importantes para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro.
8. ALZHEIMER. Há evidências de que o ômega-3 proteja o cérebro de demência e melhore as funções cerebrais. Em um estudo recente, idosos com dieta rica em ômega-3 tiveram diminuição do risco de desenvolvimento do Alzheimer.
9. CÂNCER. Câncer de mama e de próstata podem ser evitados com uma dieta rica em peixe e suplementos alimentares, segundo a Sociedade Americana de Câncer.
10. CRIANÇAS. Os ômega-3 têm poder de melhorar o cérebro das crianças, tanto que a Academia Americana de Pediatria recomenda a ingestão de mais peixe, desde que não seja frito ou empanado, com cuidados com os ricos em mercúrio, como peixe-espada e tubarão

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Falta de ômega-3 pode antecipar problemas de envelhecimento cerebral.



Pessoas que possuem menos níveis do nutriente no sangue sofrem antes com deficiência de memória e raciocínio

Ômega 3: dieta deficiente pode ter relação com comportamentos depressivos
Ômega 3: estudo conclui que a baixa ingestão do nutriente leva mais cedo ao envelhecimento cerebral (Ablestock.com/ Thinkstock)
Um estudo publicado nesta terça-feira no periódico Neurology sugere que pessoas que seguem uma dieta deficiente em de ômega-3, nutriente comumente encontrado em peixes, linhaça, castanha e azeite, podem sofrer antecipadamente com o processo natural de envelhecimento do cérebro. Elas, segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, são acometidas mais cedo por problemas como a perda de memória e o declínio de habilidades cognitivas.

Saiba mais

COGNIÇÃO
Conjunto de processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação, no reconhecimento, na memória, no juízo, na imaginação e na linguagem. O envelhecimento provoca naturalmente problemas cognitivos, que podem avançar para quadros mais graves, como o comprometimento cognitivo leve, que é a diminuição da função mental e comprometimento da memória, do pensamento, da capacidade para aprender e do juízo, e para demências como a doença de Alzheimer.
Para chegar a tais resultados, foram analisados 1.575 homens e mulheres entre 67 e 76 anos que não apresentavam nenhum sinal de demência. Os participantes fizeram ressonância magnética no cérebro, além de testes que mediram a função mental, a massa corporal e os níveis de ômega-3 nas células do sangue.
Ao final dos testes, o grupo de pessoas que apresentou os menores índices de ômega-3 tinha 25% menos quantidade do nutriente no sangue do que o grupo que demonstrou maior presença do ácido graxo. Esses indivíduos com menos ômega-3 no sangue demonstraram menor volume cerebral nas ressonâncias magnética e resultados inferiores dos testes de memória visual e função executiva do cérebro, como resolução de problemas e capacidade de pensar em várias coisas ao mesmo tempo.
“O volume cerebral das pessoas que consumiam menos ômega-3 era inferior ao daquelas que tinham mais níveis do nutriente nas células, mesmo em indivíduos livres de demência. E essa diferença no cérebro foi equivalente a um processo de envelhecimento cerebral dois anos mais avançado”, afirma o coordenador do estudo, Zaldyn Tan.