Mostrando postagens com marcador menopausa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador menopausa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Memória de mulheres em menopausa é afetada após último período menstrual



  • Testes de universidade americana comprovam impactos nas habilidades cognitivas devido ao problema


O estudo acompanhou 117 mulheres
Foto: Foto de reprodução
O estudo acompanhou 117 mulheres Foto de reprodução
RIO - Os problemas de memória que mulheres costumam experimentar entre os 40 e 50 anos ao se aproximarem da menopausa não são mitos e podem ser ainda mais intensos durante o primeiro ano após o fim dos períodos menstruais. A conclusão é do Centro Médico da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Os prejuízos em habilidades cognitivas relatados por algumas pacientes nunca chegaram a ser comprovados cientificamente.
O estudo acompanhou 117 mulheres, que foram agrupadas em categorias com base em critérios estabelecidos em 2011 pelo grupo de estudos Stages of Reproductive Aging Workshop (Straw, algo como Oficina de Estágios de Envelhecimento Reprodutivo), formado por pesquisadores de todo o mundo para pesquisar dados sobre o assunto.
A pesquisa dividiu os participantes em quatro etapas: com o período reprodutivo atrasado, na transição menopausal precoce e tardia, e na pós-menopausa precoce. O primeiro grupo é das que mostram atraso no período reprodutivo e demonstram mudanças nos períodos menstruais como alterações na quantidade de fluxo e duração, mas ainda têm ciclos regulares.
As nas fases de transição apresentam grandes flutuações nos ciclos menstruais. A partir de uma diferença de sete dias ou mais no início do período para até mais de 60 dias na fase posterior. O período pode durar vários anos e também altera os níveis hormonais. Na pós-menopausa precoce foram inseridas mulheres que passam pelo primeiro anos o último período menstrual.
— As mulheres que passam pela transição à menopausa sempre reclamaram de dificuldades cognitivas, como reter as informações recebidas e ter dificuldades com tarefas mentais rotineiras — disse Miriam Weber, neuropsicólogo , principal autor do estudo. — O trabalho sugere que os problemas não apenas existem, como se tornam mais evidentes no primeiro ano apó o último período menstrual.
Os pesquisadores descobriram que as mulheres na fase inicial da pós-menopausa tiveram um pior desempenho na aprendizagem verbal, memória verbal e habilidade motora do que as mulheres nas fases finais da transição menopausal precoce e tardia. Os cientistas também mostram que sintomas relatados como dificuldades para dormir, depressão e ansiedade não preveem problemas de memória e não podem ser diretamente associados a alterações nos níveis hormonais encontrados no sangue.
— Os resultados sugerem que o declínio cognitivo ao longo do período de transição são processos independentes, ao contrário de uma simples consequência da interrupção do sono ou da depressão — diz Weber. — Embora os níveis hormonais absolutos não podem estar ligados a funçõe cognitivas, é possível, porém, que as oscilações durante este período desempenhem um papel nos problemas de memória que as mulheres experimentam.
O processo de aprender novas informações, retê-las e empregá-las são funções associadas a regiões do cérebro conhecidas como hipocampo e córtex-pré-frontal. As áreas são ricas em receptores de estrogênio.
— Ao identificar como os problemas de memórias progridem e quando as mulheres estão mais vulneráveis, podemos entender como mudanças terapêuticas e de estilo de vida podem ser benéficas — alega Weber. — O mais importante, no entanto, é que as mulheres tenham a certeza de que estes males, apesar de frustrantes, são temporários.
As participantes do trabalho realizaram uma série de testes que avaliaram as habilidades cognitivas. Entre eles, exames para verificar atenção, aprendizagem e memória verbal, além de habilidades motoras e de destreza. Foi analisada também a capacidade para receber informações e manipulá-las.
Durante os exames, relataram diversos sintomas relacionados à menopausa como ondas de calor, distúrbios de sono, depressão e ansiedade. Deram também uma amostra de sangue para determinar os níveis dos hormônios estradiol (um indicador dos níveis de estrogênio) e folículo-estimulante. Os resultados foram analisados para determinar se havia diferenças entre os grupos no desempenho e se elas foram resultado do problema.
Os testes eram similares às tarefas diárias rotineiras como estar focado em algo por um longo período, aprender um novo número de telefone ou fazer uma lista mental de produtos a serem comprados no supermercado.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Soja e uva passa ajudam a prevenir e melhorar hipertensão

Segundo trabalhos apresentados em congresso nos Estados Unidos, poucas quantidades dos alimentos ao dia já beneficiam a pressão arterial

Soja recupera células danificadas do coração
Soja: pesquisa mostrou que alimento é capaz proteger o corpo contra hipertensão (Thinkstock)
A  soja e a uva passa são capazes de prevenir e reduzir a pressão arterial elevada, de acordo com dois novos estudos apresentados neste domingo na 61º Sessão Anual Científica da Agremiação Americana de Cardiologia, em Chicago, Estados Unidos. Os estudos foram feitos no Centro de Pesquisa de Metabolismo e Aterosclerose de Louisville e na Universidade de Columbia.
Uma das pesquisas acompanhou 46 indivíduos que apresentavam um aumento discreto da pressão sanguínea. Eles foram divididos em grupos de acordo com a dieta que lhes foi recomendada. As pessoas que comiam três punhados de uvas passas ao dia, em comparação com aquelas que consumiam a mesma quantidade de biscoitos, demonstraram queda significativa na pressão arterial após um período de 12 semanas.
Os pesquisadores não souberam definir como as passas agem no organismo, mas acreditam que isso se deva aos altos níveis de potássio, nutriente que é conhecido por diminuir a pressão do sangue. "As passas também são boas fontes de fibra dietética e de antioxidantes, que podem alterar positivamente a bioquímica dos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem menos rígidos, reduzindo, assim, a pressão arterial”, afirma Harold Bays, coordenador do estudo. De acordo com o especialista, uma porção de 60 uvas passas contém um grama de fibras e 212 miligramas de potássio.
Grão saudável — O outro trabalho acompanhou os participantes desde 1985 e se baseou em hábitos e incidências de problemas de hipertensão dos pacientes ao longo dos anos. As conclusões desse levantamento demonstraram que pessoas que consumiam 2,5 miligramas ou mais por dia de isoflavonas, um componente essencial na soja que contribui para a dilatação dos vassos sanguíneos e para a melhora de pressão do sangue, tiveram significativa redução na pressão arterial em comparação com aquelas que ingeriam menos de 0,33 miligramas do alimento.
De acordo com os pesquisadores, não é difícil alcançar níveis saudáveis de ingestão desse composto diariamente: somente um copo de leite de soja contém 22 miligramas de isoflavonas. Eles explicam que o consumo de soja pode ser um caminho para quem tem pressão arterial um pouco elevada. "Deixar de tomar medicamentos somente por meio de mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida é algo emocionante, especialmente considerando dados recentes que estimam que apenas cerca de um terço dos hipertensos americanos têm a sua pressão arterial sob controle", diz Safiya Richardson, que participou do estudo.

sábado, 3 de novembro de 2012

Menopausa não provoca aumento de peso, mas sim de gordura abdominal



Alterações hormonais estão ligadas ao armazenamento de gordura nos quadris e na cintura, e não ao aumento de peso

Mulher pesando balança
Mulheres não podem culpar a menopausa pelo ganho de peso, mas sim pelo maior acúmulo de gordura na cintura(Creatas)
Ao contrário do que muitos acreditam, a menopausa não causa um aumento de peso, mas sim da gordura acumulada em torno da cintura, concluiu um estudo feito por especialistas da Sociedade Internacional da Menopausa (IMS, sigla em inglês). De acordo com a pesquisa, as alterações hormonais que ocorrem com a menopausa, ou seja, a queda dos níveis de estrogênio, alteram a forma como o corpo armazena gordura nos quadris e na cintura.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Understanding weight gain at menopause

Onde foi divulgada: revista Climacteric

Quem fez: Susan Davis, Camil Castelo Branco, P. Chedraui, M. A. Lumsden, R. E. Nappi, D. Shah e P. Villaseca

Instituição: Universidade de Monash, na Austrália

Dados de amostragem: revisão de estudos sobre o tema realizados entre 1966 e 2012

Resultado: a menopausa não causa um aumento de peso, mas sim da gordura acumulada em torno da cintura.
O estudo foi publicado nesta semana no periódico Climacteric em ocasião da proximidade com o Dia Internacional da Menopausa, que ocorre em 18 de outubro. Os resultados do trabalho sugerem que a crença de que a menopausa necessariamente provoca o ganho de peso é falsa.
"Na realidade, isso é apenas uma consequência dos fatores ambientais e do envelhecimento. Mas não há dúvida de que o aumento da massa abdominal do qual muitas mulheres se queixam na menopausa é real", diz Susan Davis, professora da Universidade de Monash, na Austrália, e uma das autoras da pesquisa.
As conclusões da pesquisa são baseadas em uma revisão de estudos sobre o tema realizados entre 1966 e 2012. Segundo esses trabalhos, as mulheres ganham, em média, 0,5 quilo por ano a partir dos 50 anos, mas apresentam um rápido aumento da gordura abdominal no terceiro ano depois da menopausa. As mesmas mudanças são observadas entre as mulheres de diferentes regiões do mundo.
O acúmulo de gordura abdominal, porém, também representa riscos à saúde, como o aumento do risco de diabetes e especialmente de doenças cardiovasculares, principal causa de morte entre as mulheres na pós-menopausa. "As mulheres devem controlar seu peso antes que ele se converta num problema, e se não se preocuparem com isso antes da menopausa, devem fazê-lo quando esse período chegar, ou seja, cuidando da alimentação e praticando atividade física", recomendou o presidente da IMS, Tobie de Villiers.

sábado, 20 de outubro de 2012

Menopausa não provoca aumento de peso, mas sim de gordura abdominal



Alterações hormonais estão ligadas ao armazenamento de gordura nos quadris e na cintura, e não ao aumento de peso

Mulher pesando balança
Mulheres não podem culpar a menopausa pelo ganho de peso, mas sim pelo maior acúmulo de gordura na cintura(Creatas)
Ao contrário do que muitos acreditam, a menopausa não causa um aumento de peso, mas sim da gordura acumulada em torno da cintura, concluiu um estudo feito por especialistas da Sociedade Internacional da Menopausa (IMS, sigla em inglês). De acordo com a pesquisa, as alterações hormonais que ocorrem com a menopausa, ou seja, a queda dos níveis de estrogênio, alteram a forma como o corpo armazena gordura nos quadris e na cintura.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Understanding weight gain at menopause

Onde foi divulgada: revista Climacteric

Quem fez: Susan Davis, Camil Castelo Branco, P. Chedraui, M. A. Lumsden, R. E. Nappi, D. Shah e P. Villaseca

Instituição: Universidade de Monash, na Austrália

Dados de amostragem: revisão de estudos sobre o tema realizados entre 1966 e 2012

Resultado: a menopausa não causa um aumento de peso, mas sim da gordura acumulada em torno da cintura.
O estudo foi publicado nesta semana no periódico Climacteric em ocasião da proximidade com o Dia Internacional da Menopausa, que ocorre em 18 de outubro. Os resultados do trabalho sugerem que a crença de que a menopausa necessariamente provoca o ganho de peso é falsa.
"Na realidade, isso é apenas uma consequência dos fatores ambientais e do envelhecimento. Mas não há dúvida de que o aumento da massa abdominal do qual muitas mulheres se queixam na menopausa é real", diz Susan Davis, professora da Universidade de Monash, na Austrália, e uma das autoras da pesquisa.
As conclusões da pesquisa são baseadas em uma revisão de estudos sobre o tema realizados entre 1966 e 2012. Segundo esses trabalhos, as mulheres ganham, em média, 0,5 quilo por ano a partir dos 50 anos, mas apresentam um rápido aumento da gordura abdominal no terceiro ano depois da menopausa. As mesmas mudanças são observadas entre as mulheres de diferentes regiões do mundo.
O acúmulo de gordura abdominal, porém, também representa riscos à saúde, como o aumento do risco de diabetes e especialmente de doenças cardiovasculares, principal causa de morte entre as mulheres na pós-menopausa. "As mulheres devem controlar seu peso antes que ele se converta num problema, e se não se preocuparem com isso antes da menopausa, devem fazê-lo quando esse período chegar, ou seja, cuidando da alimentação e praticando atividade física", recomendou o presidente da IMS, Tobie de Villiers.