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sábado, 3 de novembro de 2012

Substância encontrada na casca da maçã pode ajudar a combater obesidade, diz estudo



Camundongos que receberam suplementos do composto ganharam menos peso e apresentaram menos problemas associados ao excesso de peso

Pessoas na sessão de frutas de um supermercado na China
Maçã: Casca da fruta pode ser aliada no combate às doenças relacionadas à obesidade (ChinaFotoPress/Getty Images)
Uma substância encontrada em grandes quantidades na casca da maçã pode ter um efeito protetor contra a obesidade e os problemas de saúde que a síndrome provoca, como diabetes e hipertensão. Em testes realizados com camundongos, pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, observaram que o composto, chamado ácido ursólico, reduz o ganho de peso e evita o surgimento de doenças hepáticas. O estudo foi publicado nesta quarta-feira no periódico PLoS One.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Ursolic Acid Increases Skeletal Muscle and Brown Fat and Decreases Diet-Induced Obesity, Glucose Intolerance and Fatty Liver Disease

Onde foi divulgada: periódico PLoS One

Quem fez: Steven Kunkel, Christopher Elmore, Kale Bongers, Scott Ebert, Daniel Fox, Michael Dyle, Steven Bullard e Christopher Adams

Instituição: Universidade de Iowa, Estados Unidos

Resultado: Camundongos que seguiram uma dieta calórica e que receberam suplementos de ácido ursólico, substância encontrada na casca da maçã, ganharam menos peso do que animais que não receberam o suplemento. Eles também apresentaram níveis normais de açúcar no sangue e não desenvolveram doença hepática gordurosa
Segundo os autores do estudo, o ácido ursólico aumentou a massa muscular e a quantidade de gordura marrom dos camundongos — dois tecidos conhecidos por ajudar na queima de calorias. O nosso tecido adiposo é constituído por dois tipos de gordura: a branca e a marrom — esta última, por liberar energia excedente do corpo, e não acumulá-la, é considerada uma possível aliada contra obesidade e outras doenças relacionadas ao problema.
Nesse estudo, os camundongos seguiram uma dieta altamente calórica e rica em gordura ao longo de oito semanas, sendo que metade dos animais também recebeu suplementos de ácido ursólico. Os pesquisadores observaram, ao final da pesquisa, que esses camundongos apresentaram um peso menor do que os outros, níveis normais de açúcar na corrente sanguínea e não desenvolveram doença hepática gordurosa, uma condição comum associada à obesidade.
Segundo Cristopher Adams, que coordenou a pesquisa, os próximos estudos de sua equipe deverão observar a quantidade exata de gordura marrom que o ácido ursólico é capaz de aumentar e se esse benefício também pode ser obtido por camundongos quem não têm sobrepeso. “E, mais importante, queremos descobrir se o tratamento com ácido ursólico pode ajudar pacientes humanos”, diz.

Saiba mais

GORDURA MARROM
O tecido adiposo marrom, também chamado de gordura "boa", é abundante em recém-nascidos e em crianças até a puberdade. Sua principal função é manter a temperatura do corpo. Ao transformar a gordura corporal em calor, esse tecido libera a energia excedente, em vez de acumulá-la.

domingo, 7 de outubro de 2012

Comer uma maçã por dia pode manter o cardiologista longe


Fruta possui antioxidante que pode ajudar no combate ao colesterol “ruim”



O poder da maçã. Fruta pode auxiliar no controle do colesterol
Foto: Divulgação

O poder da maçã. Fruta pode auxiliar no controle do colesterolDIVULGAÇÃO
Comer maçãs diariamente pode melhorar, significativamente, em apenas um mês, a saúde do coração de adultos de meia idade. É o que sugere um novo estudo, que durante quatro semanas acompanhou um grupo de pessoas que comeram diariamente a fruta e, ao final, apresentaram uma redução do colesterol "ruim" no sangue em 40% .
Tomando cápsulas contendo polifenóis, um tipo de antioxidante encontrado nas maçãs, os resultaram foram similares, mas não tão bons como os das pessoas que comeram maças.
O colesterol "mau", ou a lipoproteína de baixa densidade, pode interagir com os radicais livres e se tornar oxidada, o que pode provocar inflamação e pode causar danos nos tecidos.
"A oxidação da lipoproteína de baixa densidade leva ao endurecimento das artérias", explica Robert DiSilvestro, professor da "Ohio State University". "Com apenas uma maçã por dia, durante quatro semanas, é possível notar um grande efeito positivo."
De acordo com o especialista, a diferença apresentada pela pesquisa foi semelhante à encontrada entre pessoas com artérias coronárias normais e aquelas com doença arterial coronária.
O estudo, financiado por um grupo da indústria de maçã, foi publicado site do "Journal of Functional Foods".
De acordo com o professor DiSilvestro, o consumo de uma maçã por dia é mais eficaz na redução da lipoproteína de baixa densidade oxidada do que outros antioxidantes, como a curcumina. "Nem todos os antioxidantes são iguais quando se trata desse efeito em particular", garantiu.
DiSilvestro se interessou em estudar os efeitos da maça na saúde depois de ler um estudo turco, que mostrou um aumentou na quantidade de uma enzima antioxidante no corpo. No final, sua equipe não encontrou o mesmo efeito sobre a enzima, mas foi surpreendida com a influência considerável das maçãs sobre a lipoproteína de baixa densidade oxidada.
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram adultos não-fumantes, saudáveis e ​​com idade entre 40 e 60 anos, que tinham um histórico de comer maçãs menos de duas vezes por mês e que não tomaram os suplementos que contêm polifenóis ou outros à base de plantas. Ao todo, 16 participantes comeram as maçãs durante quatro as semanas; 17 tomaram cápsulas contendo 194mg de polifenóis, diariamente durante um mês; e, 18 tomaram um placebo que não contém polifenóis. Os pesquisadores não encontraram nenhum efeito na lipoproteína de baixa densidade oxidada nos que tomaram o placebo.
"Achamos que os polifenóis nas maçãs representam uma grande parte do efeito, mas tentamos isolar apenas os polifenóis, usando o que você deseja obter a partir de uma maçã por dia", disse DiSilvestro. "Descobrimos que o extrato de polifenol registrou um efeito mensurável, mas não tão forte como quando consumido nas maçãs. Isso pode ser porque existem outras substâncias na maçã que poderiam contribuir para o efeito, ou, em alguns casos, esses compostos bioativos parecem ter sido absorvido melhor quando são consumidos em alimentos. Ainda assim, o extrato de polifenóis pode ser útil em algumas situações, talvez em doses mais elevadas do que estamos acostumados, ou para pessoas que simplesmente nunca comem maçãs".
O estudo descobriu que comer maçãs também apresenta alguns efeitos sobre antioxidantes na saliva, o que tem implicações para a saúde dental. DiSilvestro espera dar seguimento a esta conclusão em um estudo futuro.