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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Good vs. Bad Cholesterol

Updated:Jan 12,2015
HDL, LDL, Triglycerides...What's the Difference?Cholesterol can't dissolve in the blood. It must be transported through your bloodstream by carriers called lipoproteins, which got their name because they’re made of fat (lipid) and proteins.

The two types of lipoproteins that carry cholesterol to and from cells are low-density lipoprotein, or LDL, and high-density lipoprotein, or HDL. LDL cholesterol and HDL cholesterol, along with one fifth of your triglyceride level, make up your total cholesterol count, which can be determined through a blood test.
View an animation of cholesterol.

LDL (Bad) Cholesterol

LDL cholesterol is considered the “bad” cholesterol because it contributes to plaque, a thick, hard deposit that can clog arteries and make them less flexible. This condition is known as atherosclerosis. If a clot forms and blocks a narrowed artery, heart attack or stroke can result. Another condition called peripheral artery disease can develop when plaque buildup narrows an artery supplying blood to the legs.

View an animation of cholesterolHDL (Good) Cholesterol

HDL cholesterol is considered “good” cholesterol because it helps remove LDL cholesterol from the arteries. Experts believe HDL acts as a scavenger, carrying LDL cholesterol away from the arteries and back to the liver, where it is broken down and passed from the body. One-fourth to one-third of blood cholesterol is carried by HDL. A healthy level of HDL cholesterol may also protect against heart attack and stroke, while low levels of HDL cholesterol  have been shown to increase the risk of heart disease.

Triglycerides

Triglycerides are another type of fat, and they’re used to store excess energy from your diet. High levels of triglycerides in the blood are associated with atherosclerosis. Elevated triglycerides can be caused by overweight and obesity, physical inactivity, cigarette smoking, excess alcohol consumption and a diet very high in carbohydrates (more than 60 percent of total calories). Underlying diseases or genetic disorders are sometimes the cause of high triglycerides. People with high triglycerides often have a high total cholesterol level, including a high LDL cholesterol (bad) level and a low HDL cholesterol (good) level. Many people with heart disease or diabetes also have high triglyceride levels.

Lp(a) Cholesterol

Lp(a) is a genetic variation of LDL (bad) cholesterol. A high level of Lp(a) is a significant risk factor for the premature development of fatty deposits in arteries. Lp(a) isn't fully understood, but it may interact with substances found in artery walls and contribute to the buildup of fatty deposits.

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sábado, 23 de março de 2013

Saiba quais trocas fazer na dieta para reduzir ou evitar o colesterol alto


Pequenas mudanças feitas hoje têm grande impacto na saúde no futuro.

Alimentos ricos em fibras ajudam a controlar o colesterol; veja mais dicas.



Nunca é tarde para mudar os hábitos – porém, o quanto antes, melhor para a saúde no futuro. Pequenas trocas na alimentação, por exemplo, já podem ajudar a prevenir o colesterol alto e também diversas outras doenças e problemas cardiovasculares, além de evitar que o paciente se torne refém de remédios e consultas médicas no futuro, como explicaram os cardiologistasRoberto Kalil e Raul Dias dos Santos no Bem Estar desta terça-feira (19).
Uma das substituições recomendadas é a troca dos refinados por integrais – no caso do pão, o integral tem mais fibras que ajudam no controle do colesterol, assim como a aveia. Por isso, no café da manhã, a dica é optar sempre pelo pão integral, além do queijo branco, peito de peru, leite desnatado e também as frutas.
Colesterol valendo (Foto: Arte/G1)O suco de uva também é uma ótima escolha porque tem resveratrol, que pode aumentar os anos de vida e também aumentar o colesterol bom (HDP) – mas, segundo os médicos, para que isso aconteça, a pessoa precisa beber diariamente 500 ml de um bom suco, ou seja, não funciona com os em pó ou de caixinha.
Outra troca boa tem relação com a cor dos alimentos – cebola, repolho e alface brancos podem ser substituídos pelos mesmos alimentos na cor roxa. Isso acontece porque há antocianina, um corante natural e antioxidante, presente na maioria dos alimentos roxos, que pode ajudar a evitar o colesterol alto.
Além disso, os médicos recomendam trocar também salgadinhos por castanhas, sal por ervas e alho, molho branco por molho de tomate, chocolate ao leite por meio amargo, pipoca de microondas por pipoca de panela, manteiga por margarina e também frango com pele por sem pele. Isso porque o colesterol aumenta com a ingestão desses alimentos, além de outros, como carnes gordas, leite e derivados (iogurte e queijos), frios, embutidos, creme de leite, tortas de massa podre, folhados, biscoitos amanteigados, sorvetes de massa, banha animal, frutos do mar e miúdos, como fígado e coração de galinha.
Da mesma maneira que as pessoas se acostumam a contar calorias na hora de fazer uma dieta, faz bem também contar o colesterol – para uma dieta equilibrada e saudável, a recomendação da nutricionista Adriana Ávila é ingerir, no máximo, 300 mg por dia. Porém, fazer as contas não é fácil e, por isso, é importante saber em que alimentos estão o colesterol para atingir essa meta.
Por outro lado, há também os triglicérides, que aumentam quando há excesso no consumo de carboidratos, como por exemplo, açúcar, doces em geral, refrigerante com açúcar, bebida alcoólica, frutas e sucos de frutas, massas, pães, entre outros. O aumento dessa gordura também está relacionado ao excesso de peso e, por isso, se a pessoa emagrece, a taxa de triglicérides diminui.
info colesterol (Foto: arte / G1)
Hipercolesterolemia familiar




















Hátambém a condição genética para o colesterol alto, causada por um problema de metabolização das gorduras no sangue, chamado de hipercolesterolemia familiar. Os sinais da doença são bolinhas de gordura na pele, taxas elevadas de colesterol ruim (LDL) ou colesterol total no exame de sangue, além do histórico familiar, logicamente.
Por isso, quem tem predisposição ao problema, como a família Cartolari mostrada no programa pela repórter Daiana Garbin (veja no vídeo), deve realizar exames com mais freqüência. No caso dessa família, alimentação equilibrada e atividade física não conseguem sozinhas tratar o problema e, muitas vezes, é preciso usar remédios por toda a vida.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que, ao completarem 10 anos, as crianças façam ao menos uma triagem com o teste da ponta de dedo - é uma picada na ponta do indicador que mede o colesterol total.
Se o resultado for superior a 150 mg/dl, é importante estimular a atividade física e uma dieta mais saudável. Se o resultado for superior a 170, é indicado procurar um médico para fazer um exame mais completo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS



Autor do texto: Pedro Pinheiro - 11 de janeiro de 2012 | 19:46

Muito se fala sobre o colesterol bom e colesterol ruim, mas pouco se explica sobre o seu real significado. Existem vários tipos de colesterol: colesterol HDL, colesterol LDL, colesterol VLDL, colesterol IDL, triglicerídeos..., um excesso de siglas que costuma confundir muito os pacientes.

Neste textos vamos abordar as seguintes questões sobre o colesterol:
  • O que é o colesterol?
  • O que é aterosclerose?
  • O que é dislipidemia?
  • Quais são os tipos de colesterol que existem?
  • Qual é o colesterol bom? 
  • Qual é o colesterol ruim? 
  • Quais são as consequências de um colesterol alto?
  • Quais são os sintomas do colesterol alto?
  • Qual é o melhor tratamento para o colesterol alto?

Se você fez um exame de colesterol e gostaria de informações personalizadas sobre o seu resultado, experimente o novo site do grupo MD.Saúde, clicando no banner abaixo.

O que é o colesterol

Muito se ouve falar sobre o colesterol bom e ruim, mas pouco se explica sobre o seu real significado.

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. Ele é essencial para a formação das membranas das nossas células, para a síntese de hormônios, como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros, para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), etc.

O colesterol do nosso organismo tem duas origens:
a) endógena - o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado.
b) exógena - o colesterol também pode ser é adquirido através dos alimentos.

Tipos de colesterol

Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue; é igual a gotas de óleo na água. Portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:

VLDL (Very low-density lipoprotein)
LDL (Low-density lipoprotein)
HDL ( High-density lipoprotein)

O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos. O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.

Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais. Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.

A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL, enquanto que o consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL.

Portanto, ao dosarmos os valores das lipoproteínas transportadoras LDL, VLDL e HDL temos uma avaliação indireta da quantidade e da qualidade do colesterol que circula em nosso sangue.

O que é o Colesterol IDL? 

O IDL (Intermediatelow-density lipoprotein) é um tipo de colesterol semelhante ao LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente dosado individualmente, mas sim junto com o LDL. Portanto, quando recebemos o valor do LDL, habitualmente estamos falando do valor de LDL + IDL.

O que é aterosclerose?

Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos sanguíneos, levando à formação de placas de colesterol. Quando nosso corpo tem mais colesterol do que precisa, as moléculas de LDL ficam circulando no sangue à procura de algum tecido que esteja precisando de colesterol para o seu funcionamento. Se este colesterol não for entregue a nenhum tecido, a molécula de LDL acaba se depositando nos vasos, acumulando gordura no mesmos. Este processo é chamado de aterosclerose

Placa de colesterol na artéria
Placas de colesterol nos vasos
Veja na ilustração ao lado como essas placas de gordura ocupam espaço e diminuem o diâmetro da luz dos vasos (chamamos de luz a parte oca de dentro dos vasos por onde passa o sangue). A aterosclerose também causa lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias, tornando-as mais duras.

O depósito de gordura e a lesão da parede dos vasos favorecem a obstrução do fluxo de sangue e a redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Quando os vasos acometidos pelas placas de colesterol são as artérias coronárias (artérias do coração), o resultado final pode ser o infarto cardíaco; quando são acometidos vasos cerebrais, o paciente pode evoluir com um AVC.

Dislipidemia

O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL + LDL + VLDL. Porém, como acabamos de explicar, há o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta deles. Atualmente o colesterol total é menos valorizado do que os níveis individuais de HDL e LDL.

Veja esses exemplos:
Paciente 1 - LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Paciente 2 - LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190

Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2, apesar de terem o mesmo nível de colesterol total. O exemplo acima explica o porquê do colesterol total não ser o melhor parâmetro para avaliar a dislipidemia.

Valores de colesterol HDL e colesterol LDL

Como a dislipidemia é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a medicina tem tentado estabelecer, através de estudos, quais são os níveis ideais de colesterol HDL e LDL. Atualmente classificamos o colesterol da seguinte maneira:

LDL 
Menor que 100 mg/dL - Ótimo
Entre 101 e 130 mg/dL - Normal
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL - Alto
Maior que 190 mg/dL - Muito alto

HDL
Menor que 40 mg/dL - Baixo (ruim)
Entre 41 e 60 mg/dL - Normal
Maior que 60 mg/dL - Alto (ótimo)

O que fazer quando o colesterol está alto?

Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas está indicada para todas as pessoas, independente do valor do seu colesterol. Porém se você tem dislipidemia, seguir esta dieta é ainda mais importante.

Entretanto, nem sempre a sozinha resolve o problema do colesterol alto, isto porque o aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. 75% do nosso colesterol é de origem endógena (produzido pelo fígado) e apenas 25% vem da alimentação. Logo, se os valores do LDL forem muito elevados, somente a dieta não será suficiente para normalizar os valores do colesterol ruim.

Exercícios físicos ajudam a elevar o HDL e a diminuir o LDL, sendo outra opção para o controle da dislipidemia. Porém, assim como na dieta, a redução também não é grande. A dieta e os exercícios físicos são suficientes para aqueles pacientes com LDL até 160 mg/dl. Este é o grupo que pode conseguir bons resultados sem ter que recorrer a medicamentos.

Alimentos ricos em Colesterol
Colesterol na alimentação. Clique na imagem para ampliá-la

A decisão de quando começar os remédios depende não só dos valores de LDL e HDL , mas também da presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular, nomeadamente:

- Tabagismo
- Hipertensão
- Diabetes
- Insuficiência renal crônica
- Obesidade e Síndrome metabólica
- Idade maior que 45 anos.

Quanto mais fatores de risco você tiver, mais baixo deve ser seu colesterol. Grosso modo, podemos resumir da seguinte maneira os alvos:

Paciente com apenas um fator de risco - Colesterol LDL deve ser menor que 160 mg/dL
Paciente com dois ou mais fatores de risco - Colesterol LDL deve ser menor que 130 mg/dL
Pacientes com alto risco cardiovascular, principalmente se tiver tido um infarto ou AVC - Colesterol LDL deve ser menor que 100 mg/dL

Trabalhos mais recentes começam a sugerir que um LDL menor que 80 é o ideal para pacientes de alto risco.

O HDL muito baixo também é considerado fator de risco, mesmo com LDL não muito elevado. Já se pode indicar tratamento apenas baseado no seu valor.

É ruim ter HDL muito alto?

Não, pelo contrário. Algumas pessoas, normalmente mulheres, têm HDL muito elevados, às vezes acima de 100 mg/dL. Isso não indica qualquer doença. Na verdade, são pessoas afortunadas pois apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo.

O que é colesterol não-HDL?

Colesterol não-HDL é a soma de todos os tipos de colesterol considerados ruins: IDL+LDL+VLDL. Supõe-se que o colesterol não-HDL seja um marcador mais sensível de risco de aterosclerose do que o LDL isoladamente.

Valores do colesterol não-HDL:
Menor que 130 mg/dL - Ótimo
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal
Entre 161 e 190 mg/dL - Normal/alto
Entre 191 e 220 mg/dL - Alto
Maior que 220 mg/dL - Muito alto

Quais são os sintomas do colesterol alto?

Nenhum! Colesterol alto não provoca sintomas.

Atenção: colesterol alto não dá cansaço, dor de cabeça, falta de ar, prostração ou qualquer outro sintoma. A dislipidemia é uma doença silenciosa. A única maneira de saber os níveis de colesterol é através da análise de sangue.

Triglicerídeos

A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicerídeos no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL.

Os triglicerídeos estão intimamente ligados ao VLDL e seu valor costuma ser 5x maior. Por exemplo, um indivíduo com VLDL de 30 mg/dL, terá níveis de triglicerídeos ao redor de 150 mg/dL.

Os valores normais de triglicerídeos são:

Até 150 mg/dL = normal
Entre 150 e 199 mg/dL = limítrofe
Entre 200 e 500 mg/dL = elevado
Maior que 500 mg/dL= muito elevado

A elevação do colesterol e, principalmente, dos triglicerídeos, estão associados a uma maior incidência de acúmulo de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática.

Medicamentos usados para o tratamento do colesterol alto (dislipidemia)

Todo paciente com colesterol e/ou triglicerídeo elevado deve se submeter à dieta, praticar exercícios físicos regulares e, se estiver acima do peso, emagrecer.

Os medicamentos de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol). As estatinas também agem na redução dos triglicerídeos.

As estatinas mais prescritas são:
- Sinvastatina
- Atorvastatina
- Fluvastatina
- Pravastatina
- Rosuvastatina
- Lovastatina

A rosuvastatina e a atorvastatina são as mais fortes e conseguem reduções do colesterol com menores doses. Porém, estas duas são caras e muitas vezes o paciente consegue controle do seu colesterol com as estatinas mais baratas, não sendo preciso usar as drogas mais potentes.

Os principais efeitos colaterais destes medicamentos são a dor muscular e as câimbras. Em alguns casos a lesão muscular pode ser séria e indicar a interrupção do tratamento. Hepatite medicamentosa também pode ocorrer.

Apesar das estatinas agirem nos níveis de triglicerídeos, os fibratos são uma classe com ação mais intensa para esse fim. Os fibratos reduzem os triglicerídeos, mas praticamente não interferem no colesterol LDL.

Os fibratos mais usados são:
- Fenofibrato
- Benzafibrato
- Genfibrozil
- Clofibrato
- Ciprofibrato

A associação entre fibratos e estatinas deve ser feita com cautela, uma vez que há aumento do risco de lesão muscular com o uso concomitante dessas drogas.


Leia o texto original no site MD.Saúde: COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS http://www.mdsaude.com/2008/11/colesterol-bom-hdl-e-colesterol-ruim.html#ixzz2LUPATNaM

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Em excesso, colesterol pode causar infarto ou derrame, dizem médicos



Especialistas explicaram fatores de risco, prevenção e o que são triglicérides.

A cada consulta de rotina, os médicos costumam pedir um exame de colesterol junto com o de sangue. Mas para que serve essa substância no corpo humano? Qual o limite médio aceitável para um adulto? E o que o excesso pode causar?
Para responder a essas e outras perguntas, o Bem Estar desta terça-feira (22) recebeu os cardiologistas Francisco Fonseca e Roberto Kalil, que também é consultor do programa. No estúdio, os médicos demonstraram os tipos de colesterol, representados por dois caminhõezinhos, e como ocorre o depósito de gordura nas artérias. Eles falaram, ainda, que estresse, raiva e depressão podem contribuir para o problema.
Colesterol (Foto: Arte/G1)
Nas ruas, a repórter Marina Araújo ouviu de uns que colesterol é sangue grosso, enquanto outros acham que ele se deposita na barriga. A verdade é que essa substância gordurosa reveste as membranas das células e sintetiza matéria-prima de hormônios e sais biliares. É produzida pelo fígado (70%) e pela alimentação (30%), e em demasia pode causar infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Por isso, é sempre importante ficar atento para os níveis de colesterol no sangue, cujo limite não deve ultrapassar 200 mg/dl, somando-se os tipos HDL, considerado o tipo bom (que remove a gordura dos vasos sanguíneos, funcionando como um detergente da artéria ), e LDL, o ruim (que deposita gordura).
Entre as formas de prevenção do colesterol estão: manter uma alimentação saudável, trocando gordura saturada (carne, frutos do mar, gema de ovo, leite e derivados) por produtos de origem vegetal (azeite de oliva e nozes) e evitando gordura trans (presente em biscoitos, bolos, sorvetes e alimentos industrializados); não fumar; fazer exercícios físicos e perder peso - embora pessoas magras também possam ter taxas elevadas.
Fatores genéticos e hipotireoidismo grave também influenciam no aparecimento do problema, logo na infância ou na adolescência. Eles motivam uma maior produção de colesterol e dificultam a eliminação do LDL. Os pais, portanto, devem ficar atentos e incentivar o consumo de frutas, legumes e verduras.
Além do controle alimentar e de uma atividade física regular, muitas vezes são indicados medicamentos de uso contínuo, como as estatinas. Crianças, porém, só podem receber esse tipo de remédio a partir dos 10 anos. Os pequenos com histórico familiar devem fazer exame de sangue e iniciar um acompanhamento antes dessa idade.
Tanto o colesterol quanto os triglicérides – gorduras mais relacionadas à alimentação, que podem se acumular se não aproveitadas pelo corpo – são importantes fontes de armazenamento de energia. O nível ideal de triglicérides é de 150 mg/dl, e a prevenção está intimamente ligada à dieta e à prática de exercícios.
Mas como saber se o colesterol, que pode formar placas de gordura nas artérias e causar entupimentos e até rompimentos, ou os triglicérides estão altos, já que não há sintomas aparentes? Apenas por meio de exames de sangue, que passa pela análise de um laboratório.
Antes de fazer o teste, porém, a pessoa deve ficar 12 horas em jejum, evitar bebidas alcoólicas por três dias e, nas 24 horas anteriores, comer aquilo a que está acostumada, para o resultado ser o mais preciso possível e revelar se o comportamento do paciente é adequado ou não.
Níveis gerais de colesterol em miligramas por decilitro*:
- Menos de 200 mg/dl - Desejável: menor risco de doença cardíaca
- Entre 200 e 239 mg/dl - Limiar de alto risco
- Mais de 240 mg/dl - Nível não desejável: alto risco
* Dependem da idade e do histórico do paciente

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Estudo desmonta tese de que colesterol bom alto protege coração



  • Mesmo o HDL em doses elevadas pode ter o seu efeito reduzido em consequência da oxidação


Colesterol nem tão bom . Uma molécula de HDL
Foto: Latinstock
Colesterol nem tão bom . Uma molécula de HDL Latinstock
-Berlim- Novos estudos põem abaixo a teoria de que altas taxas do chamado colesterol bom (HDL, high density lipoprotein) são suficientes para proteger o coração do excesso de colesterol ruim (LDL, low-density lipoprotein). Duas pesquisas, realizadas em centros de doenças cardíacas nas universidades de Zurique, na Suíça, e de Leipzig, na Alemanha, revelam que o HDL pode perder o seu efeito protetor em consequência da oxidação.
O pesquisador Volker Adams, chefe do Laboratório Cardiológico do Centro do Coração da Universidade de Leipzig, na Alemanha, constatou que o efeito protetor do HDL é prejudicado pela oxidação. O HDL remove o colesterol das artérias e o leva de volta ao fígado para reutilização ou excreção. Quando está oxidado, no entanto, deixa de cumprir esta função. Segundo o especialista, a vitamina B3 melhora a função protetora do HDL, mas a medida mais eficaz é a prática diária de exercícios.
— A partir de 30 minutos diários de caminhada os exames de laboratório indicam uma melhora da atuação do colesterol bom — explica Adams.
Testes com um grupo de 24 pessoas (sendo oito saudáveis, oito com leves problemas cardíacos e oito em estado mais grave) mostraram que, depois de três meses de exercícios regulares (no mínimo 30 minutos de caminhada por dia), houve uma redução de 30% da oxidação do HDL.
— Até os oito pacientes com problemas cardíacos graves apresentaram melhora — diz Adams, que atualmente prossegue o estudo para descobrir se os exercícios regulares melhoram a atuação do HDL na sua capacidade de transporte do colesterol das artérias para o fígado.
Efeito protetor no organismo
Segundo ele, o HDL aumenta a produção de óxido nítrico (NO), o transporte do colesterol das artérias para o fígado, onde é decomposto e levado para o intestino. O NO reduz a pressão nos vasos sanguíneos, tendo, assim, um efeito protetor.
Há dez anos um estudo americano já tinha apresentado a suspeita de que uma taxa mais alta de HDL (acima de 50 mg/dl) no sangue nem sempre significava mais proteção contra doenças cardiovasculares. Cinco anos mais tarde, a equipe do especialista Ulf Landmesser, da Universidade de Zurique, na Suíça, começou a decifrar o enigma do distúrbio de função do HDL e, em 2011, as primeiras conclusões foram publicadas no periódico “The Journal of Clinical Investigation”.
— Nossa primeira conclusão foi que as pessoas que sofriam de doenças arteriais tinham um distúrbio funcional, apesar das taxas boas de HDL. A apo-1, proteína mais importante do HDL, apresentava erro de função em consequência do aumento da apo-3 — diz Landmesser, que coordena uma pesquisa com 500 pessoas com problemas cardiovasculares sobre o bloqueio da função protetora do HDL.
A novidade mostrada pelos novos estudos é que nem sempre o HDL pode proteger o coração. Por isso, as tentativas de remédios para melhorar a taxa de colesterol baseadas no aumento do HDL não deram certo. Há cerca de seis anos, o laboratório Pfizer suspendeu um estudo com uma substância (torcetrapib), capaz de aumentar a taxa de HDL, que teria causado um aumento de casos de óbito em vez do efeito desejado, de redução dos casos de morte. Oitenta e dois dos quinze mil pacientes que participaram do estudo faleceram. Outra tentativa foi feita pelo laboratório suiço Hoffmann-La-Roche com uma substância parecida, dalcetrapib, que não mostrou o efeito desejado. O estudo terminou em maio do ano passado.
Desequilíbrio geral no metabolismo
Para Landmesser, o processo de perda de função positiva do HDL é complicadíssimo porque envolve vários fatores. Além da composição das proteínas, cujo o desequilíbrio faria com que os radicais livres atacassem o HDL, ele descobriu que o processo de oxidação, que tira do HDL a sua capacidade protetora, ocorre também em consequência de um distúrbio de uma enzima associada à lipoproteína, chamada paraoxonase. O especialista descobriu que pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 apresentavam uma taxa maior de desequilíbrio da paraoxonase, o que ele explica como resultado de um desequilíbrio geral do metabolismo. Mas pessoas saudáveis também podiam apresentar o mesmo distúrbio.
Há anos a teoria do colesterol bom preconiza que uma taxa HDL acima de 50 mg/dl teria a capacidade gradual de reduzir o efeito ruim do LDL, que deveria ficar em até 160 mg/dl, sendo a taxa geral aconselhada para uma vida saudável algo em torno de 200 mg/ dl.
— Ainda hoje vale a regra de que o LDL alto demais e o HDL baixo demais têm o efeito bomba relógio que pode explodir como infarto ou de acidente vascular cerebral — diz Landmesser.
Segundo o médico esportivo austríaco Hans Holdhaus, as doenças cardiovasculares atacam mais hoje do que no passado por causa do alto grau de sedentarismo da vida moderna.
— Na Idade da Pedra, uma pessoa caminhava em média 19 quilômetros por dia. Hoje a média é de 800 metros e isso se reflete nas estatísticas de saúde — conclui Holdhaus, que defende um retorno do homem às origens, pelo menos no que se refere a movimentos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Estudo desmonta tese de que colesterol bom alto protege coração



  • Mesmo o HDL em doses elevadas pode ter o seu efeito reduzido em consequência da oxidação



Colesterol nem tão bom . Uma molécula de HDL
Foto: Latinstock
Colesterol nem tão bom . Uma molécula de HDL Latinstock
-Berlim- Novos estudos põem abaixo a teoria de que altas taxas do chamado colesterol bom (HDL, high density lipoprotein) são suficientes para proteger o coração do excesso de colesterol ruim (LDL, low-density lipoprotein). Duas pesquisas, realizadas em centros de doenças cardíacas nas universidades de Zurique, na Suíça, e de Leipzig, na Alemanha, revelam que o HDL pode perder o seu efeito protetor em consequência da oxidação.
O pesquisador Volker Adams, chefe do Laboratório Cardiológico do Centro do Coração da Universidade de Leipzig, na Alemanha, constatou que o efeito protetor do HDL é prejudicado pela oxidação. O HDL remove o colesterol das artérias e o leva de volta ao fígado para reutilização ou excreção. Quando está oxidado, no entanto, deixa de cumprir esta função. Segundo o especialista, a vitamina B3 melhora a função protetora do HDL, mas a medida mais eficaz é a prática diária de exercícios.
— A partir de 30 minutos diários de caminhada os exames de laboratório indicam uma melhora da atuação do colesterol bom — explica Adams.
Testes com um grupo de 24 pessoas (sendo oito saudáveis, oito com leves problemas cardíacos e oito em estado mais grave) mostraram que, depois de três meses de exercícios regulares (no mínimo 30 minutos de caminhada por dia), houve uma redução de 30% da oxidação do HDL.
— Até os oito pacientes com problemas cardíacos graves apresentaram melhora — diz Adams, que atualmente prossegue o estudo para descobrir se os exercícios regulares melhoram a atuação do HDL na sua capacidade de transporte do colesterol das artérias para o fígado.
Efeito protetor no organismo
Segundo ele, o HDL aumenta a produção de óxido nítrico (NO), o transporte do colesterol das artérias para o fígado, onde é decomposto e levado para o intestino. O NO reduz a pressão nos vasos sanguíneos, tendo, assim, um efeito protetor.
Há dez anos um estudo americano já tinha apresentado a suspeita de que uma taxa mais alta de HDL (acima de 50 mg/dl) no sangue nem sempre significava mais proteção contra doenças cardiovasculares. Cinco anos mais tarde, a equipe do especialista Ulf Landmesser, da Universidade de Zurique, na Suíça, começou a decifrar o enigma do distúrbio de função do HDL e, em 2011, as primeiras conclusões foram publicadas no periódico “The Journal of Clinical Investigation”.
— Nossa primeira conclusão foi que as pessoas que sofriam de doenças arteriais tinham um distúrbio funcional, apesar das taxas boas de HDL. A apo-1, proteína mais importante do HDL, apresentava erro de função em consequência do aumento da apo-3 — diz Landmesser, que coordena uma pesquisa com 500 pessoas com problemas cardiovasculares sobre o bloqueio da função protetora do HDL.
A novidade mostrada pelos novos estudos é que nem sempre o HDL pode proteger o coração. Por isso, as tentativas de remédios para melhorar a taxa de colesterol baseadas no aumento do HDL não deram certo. Há cerca de seis anos, o laboratório Pfizer suspendeu um estudo com uma substância (torcetrapib), capaz de aumentar a taxa de HDL, que teria causado um aumento de casos de óbito em vez do efeito desejado, de redução dos casos de morte. Oitenta e dois dos quinze mil pacientes que participaram do estudo faleceram. Outra tentativa foi feita pelo laboratório suiço Hoffmann-La-Roche com uma substância parecida, dalcetrapib, que não mostrou o efeito desejado. O estudo terminou em maio do ano passado.
Desequilíbrio geral no metabolismo
Para Landmesser, o processo de perda de função positiva do HDL é complicadíssimo porque envolve vários fatores. Além da composição das proteínas, cujo o desequilíbrio faria com que os radicais livres atacassem o HDL, ele descobriu que o processo de oxidação, que tira do HDL a sua capacidade protetora, ocorre também em consequência de um distúrbio de uma enzima associada à lipoproteína, chamada paraoxonase. O especialista descobriu que pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 apresentavam uma taxa maior de desequilíbrio da paraoxonase, o que ele explica como resultado de um desequilíbrio geral do metabolismo. Mas pessoas saudáveis também podiam apresentar o mesmo distúrbio.
Há anos a teoria do colesterol bom preconiza que uma taxa HDL acima de 50 mg/dl teria a capacidade gradual de reduzir o efeito ruim do LDL, que deveria ficar em até 160 mg/dl, sendo a taxa geral aconselhada para uma vida saudável algo em torno de 200 mg/ dl.
— Ainda hoje vale a regra de que o LDL alto demais e o HDL baixo demais têm o efeito bomba relógio que pode explodir como infarto ou de acidente vascular cerebral — diz Landmesser.
Segundo o médico esportivo austríaco Hans Holdhaus, as doenças cardiovasculares atacam mais hoje do que no passado por causa do alto grau de sedentarismo da vida moderna.
— Na Idade da Pedra, uma pessoa caminhava em média 19 quilômetros por dia. Hoje a média é de 800 metros e isso se reflete nas estatísticas de saúde — conclui Holdhaus, que defende um retorno do homem às origens, pelo menos no que se refere a movimentos.

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

COLESTEROL HDL, COLESTEROL LDL, TRIGLICERÍDEOS


Autor do texto: Pedro Pinheiro


Muito se fala sobre o colesterol bom e colesterol ruim, mas pouco se explica sobre o seu real significado. Existem vários tipos de colesterol: colesterol HDL, colesterol LDL, colesterol VLDL, colesterol IDL, triglicerídeos..., um excesso de siglas que costuma confundir muito os pacientes.

Neste textos vamos abordar as seguintes questões sobre o colesterol:
  • O que é o colesterol?
  • O que é aterosclerose?
  • O que é dislipidemia?
  • Quais são os tipos de colesterol que existem?
  • Qual é o colesterol bom? 
  • Qual é o colesterol ruim? 
  • Quais são as consequências de um colesterol alto?
  • Quais são os sintomas do colesterol alto?
  • Qual é o melhor tratamento para o colesterol alto?

O que é o colesterol

Muito se ouve falar sobre o colesterol bom e ruim, mas pouco se explica sobre o seu real significado.

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. Ele é essencial para a formação das membranas das nossas células, para a síntese de hormônios, como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros, para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), etc.

O colesterol do nosso organismo tem duas origens:
a) endógena - o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado.
b) exógena - o colesterol também pode ser é adquirido através dos alimentos.

Tipos de colesterol

Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue; é igual a gotas de óleo na água. Portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:

VLDL (Very low-density lipoprotein)
LDL (Low-density lipoprotein)
HDL ( High-density lipoprotein)

O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos. O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.

Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais. Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.

A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL, enquanto que o consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL.

Portanto, ao dosarmos os valores das lipoproteínas transportadoras LDL, VLDL e HDL temos uma avaliação indireta da quantidade e da qualidade do colesterol que circula em nosso sangue.

O que é o Colesterol IDL? 

O IDL (Intermediatelow-density lipoprotein) é um tipo de colesterol semelhante ao LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente dosado individualmente, mas sim junto com o LDL. Portanto, quando recebemos o valor do LDL, habitualmente estamos falando do valor de LDL + IDL.

O que é aterosclerose?

Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos sanguíneos, levando à formação de placas de colesterol. Quando nosso corpo tem mais colesterol do que precisa, as moléculas de LDL ficam circulando no sangue à procura de algum tecido que esteja precisando de colesterol para o seu funcionamento. Se este colesterol não for entregue a nenhum tecido, a molécula de LDL acaba se depositando nos vasos, acumulando gordura no mesmos. Este processo é chamado de aterosclerose

Placa de colesterol na artéria
Placas de colesterol nos vasos
Veja na ilustração ao lado como essas placas de gordura ocupam espaço e diminuem o diâmetro da luz dos vasos (chamamos de luz a parte oca de dentro dos vasos por onde passa o sangue). A aterosclerose também causa lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias, tornando-as mais duras.

O depósito de gordura e a lesão da parede dos vasos favorecem a obstrução do fluxo de sangue e a redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Quando os vasos acometidos pelas placas de colesterol são as artérias coronárias (artérias do coração), o resultado final pode ser o infarto cardíaco; quando são acometidos vasos cerebrais, o paciente pode evoluir com um AVC.

Dislipidemia

O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL + LDL + VLDL. Porém, como acabamos de explicar, há o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta deles. Atualmente o colesterol total é menos valorizado do que os níveis individuais de HDL e LDL.

Veja esses exemplos:
Paciente 1 - LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Paciente 2 - LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190

Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2, apesar de terem o mesmo nível de colesterol total. O exemplo acima explica o porquê do colesterol total não ser o melhor parâmetro para avaliar a dislipidemia.

Valores de colesterol HDL e colesterol LDL

Como a dislipidemia é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a medicina tem tentado estabelecer, através de estudos, quais são os níveis ideais de colesterol HDL e LDL. Atualmente classificamos o colesterol da seguinte maneira:

LDL 
Menor que 100 mg/dL - Ótimo
Entre 101 e 130 mg/dL - Normal
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL - Alto
Maior que 190 mg/dL - Muito alto

HDL
Menor que 40 mg/dL - Baixo (ruim)
Entre 41 e 60 mg/dL - Normal
Maior que 60 mg/dL - Alto (ótimo)

O que fazer quando o colesterol está alto?

Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas está indicada para todas as pessoas, independente do valor do seu colesterol. Porém se você tem dislipidemia, seguir esta dieta é ainda mais importante.

Entretanto, nem sempre a sozinha resolve o problema do colesterol alto, isto porque o aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. 75% do nosso colesterol é de origem endógena (produzido pelo fígado) e apenas 25% vem da alimentação. Logo, se os valores do LDL forem muito elevados, somente a dieta não será suficiente para normalizar os valores do colesterol ruim.

Exercícios físicos ajudam a elevar o HDL e a diminuir o LDL, sendo outra opção para o controle da dislipidemia. Porém, assim como na dieta, a redução também não é grande. A dieta e os exercícios físicos são suficientes para aqueles pacientes com LDL até 160 mg/dl. Este é o grupo que pode conseguir bons resultados sem ter que recorrer a medicamentos.

Alimentos ricos em Colesterol
Colesterol na alimentação. Clique na imagem para ampliá-la

A decisão de quando começar os remédios depende não só dos valores de LDL e HDL , mas também da presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular, nomeadamente:

- Tabagismo
- Hipertensão
- Diabetes
- Insuficiência renal crônica
- Obesidade e Síndrome metabólica
- Idade maior que 45 anos.

Quanto mais fatores de risco você tiver, mais baixo deve ser seu colesterol. Grosso modo, podemos resumir da seguinte maneira os alvos:

Paciente com apenas um fator de risco - Colesterol LDL deve ser menor que 160 mg/dL
Paciente com dois ou mais fatores de risco - Colesterol LDL deve ser menor que 130 mg/dL
Pacientes com alto risco cardiovascular, principalmente se tiver tido um infarto ou AVC - Colesterol LDL deve ser menor que 100 mg/dL

Trabalhos mais recentes começam a sugerir que um LDL menor que 80 é o ideal para pacientes de alto risco.

O HDL muito baixo também é considerado fator de risco, mesmo com LDL não muito elevado. Já se pode indicar tratamento apenas baseado no seu valor.

É ruim ter HDL muito alto?

Não, pelo contrário. Algumas pessoas, normalmente mulheres, têm HDL muito elevados, às vezes acima de 100 mg/dL. Isso não indica qualquer doença. Na verdade, são pessoas afortunadas pois apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo.

O que é colesterol não-HDL?

Colesterol não-HDL é a soma de todos os tipos de colesterol considerados ruins: IDL+LDL+VLDL. Supõe-se que o colesterol não-HDL seja um marcador mais sensível de risco de aterosclerose do que o LDL isoladamente.

Valores do colesterol não-HDL:
Menor que 130 mg/dL - Ótimo
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal
Entre 161 e 190 mg/dL - Normal/alto
Entre 191 e 220 mg/dL - Alto
Maior que 220 mg/dL - Muito alto

Quais são os sintomas do colesterol alto?

Nenhum! Colesterol alto não provoca sintomas.

Atenção: colesterol alto não dá cansaço, dor de cabeça, falta de ar, prostração ou qualquer outro sintoma. A dislipidemia é uma doença silenciosa. A única maneira de saber os níveis de colesterol é através da análise de sangue.

Triglicerídeos

A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicerídeos no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL.

Os triglicerídeos estão intimamente ligados ao VLDL e seu valor costuma ser 5x maior. Por exemplo, um indivíduo com VLDL de 30 mg/dL, terá níveis de triglicerídeos ao redor de 150 mg/dL.

Os valores normais de triglicerídeos são:

Até 150 mg/dL = normal
Entre 150 e 199 mg/dL = limítrofe
Entre 200 e 500 mg/dL = elevado
Maior que 500 mg/dL= muito elevado

A elevação do colesterol e, principalmente, dos triglicerídeos, estão associados a uma maior incidência de acúmulo de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática.

Medicamentos usados para o tratamento do colesterol alto (dislipidemia)

Todo paciente com colesterol e/ou triglicerídeo elevado deve se submeter à dieta, praticar exercícios físicos regulares e, se estiver acima do peso, emagrecer.

Os medicamentos de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol). As estatinas também agem na redução dos triglicerídeos.

As estatinas mais prescritas são:
- Sinvastatina
- Atorvastatina
- Fluvastatina
- Pravastatina
- Rosuvastatina
- Lovastatina

A rosuvastatina e a atorvastatina são as mais fortes e conseguem reduções do colesterol com menores doses. Porém, estas duas são caras e muitas vezes o paciente consegue controle do seu colesterol com as estatinas mais baratas, não sendo preciso usar as drogas mais potentes.

Os principais efeitos colaterais destes medicamentos são a dor muscular e as câimbras. Em alguns casos a lesão muscular pode ser séria e indicar a interrupção do tratamento. Hepatite medicamentosa também pode ocorrer.

Apesar das estatinas agirem nos níveis de triglicerídeos, os fibratos são uma classe com ação mais intensa para esse fim. Os fibratos reduzem os triglicerídeos, mas praticamente não interferem no colesterol LDL.

Os fibratos mais usados são:
- Fenofibrato
- Benzafibrato
- Genfibrozil
- Clofibrato
- Ciprofibrato

A associação entre fibratos e estatinas deve ser feita com cautela, uma vez que há aumento do risco de lesão muscular com o uso concomitante dessas drogas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FITOESTERÓIS - MUDANÇAS DE ALEGAÇÃO NA EUROPA



A VARIEDADE DE PRODUTOS FACILITA O CONSUMO DIÁRIO DAS QUANTIDADES NECESSÁRIAS DE FITOESTERÓIS
Fitoesteróis são estruturas de tecidos vegetais reconhecidamente eficazes na redução das concentrações plasmáticas de colesterol, especialmente de indivíduos hipercolesterolêmicos2. Como as quantidades naturalmente presentes em verduras e legumes não são suficientes para provocar resultados satisfatórios sobre a redução lipídica6,7 o uso de alimentos enriquecidos em fitoesteróis tem ganhado espaço no mercado.

A comercialização de creme vegetal enriquecido com fitoesteróis já é realizada há uma década no Brasil, e mais recentemente incluíram-se no rol dos "enriquecidos em fitoesteróis", a bebida láctea e os iogurtes. A maior variedade de produtos facilita o consumo das quantidades necessárias de fitoesteróis para se obter seus benefícios sobre a saúde cardiovascular4. Quantidades entre 1,6g a 2g/dia de fitoesteróis reduzem as concentrações plasmáticas de LDL-colesterol em valores a partir de 12%2por meio de sua ação no processo de absorção de ácidos graxos e colesterol. No intestino, os fitoesteróis deslocam o colesterol alimentar para fora da micela e reduzem a sua absorção5. Publicação recente também demonstrou que os fitoesteróis são capazes de reduzir os triglicérides de indivíduos hipertigliceridêmicos por suprimirem a produção hepática de VLDL5. A melhora do perfil lipídico obtida com os fitoesteróis é proporcional à quantidade consumida 3 e resulta também na redução de marcadores inflamatórios do plasma3.  Entretanto, um uso superior a 3g por dia não traz benefícios adicionais na redução do colesterol.

Devido a essas evidências de benefícios obtidos com o consumo de fitoesteróis, recentemente a legislação de alimentos européia permitiu a criação de uma nova alegação de saúde, como segue: "Plant sterols have been shown to lower/reduce blood cholesterol. High cholesterol is a risk factor in the development of coronary heart disease" (Esteróis de plantas têm sido demonstrados como capazes de reduzir as concentrações plasmáticas de colesterol. A hipercolesterolemia é um fator de risco no desenvolvimento da doença coronariana).

A condição de utilização deste claim requer o informe ao consumidor de que os benefícios são obtidos com o consumo diário de, no mínimo, 2g de fitoesteróis. Essa conquista dada pelos órgãos reguladores da legislação na União Européia é um grande reconhecimento da eficácia dos fitoesteróis na redução do colesterol. Embora o fato em si já fosse de conhecimento público e divulgado por profissionais de saúde, a alegação implica em maior confiança no consumo desses alimentos como ferramenta no controle do colesterol e na redução do risco de doenças coronarianas.

Referências: 

1. Fransen HP, de Jong N, Wolfs M, Verhagen H, Verschuren WM, Lütjohann D, von Bergmann K, Plat J, Mensink RP. Customary use of plant sterol and plant stanol enriched margarine is associated with changes in serum plant sterol and stanol concentrations in humans. J Nutr. 2007;137(5):1301-6.
2. Lottenberg AM, Nunes VS, Nakandakare ER, Neves M, Bernik M, Lagrost L, dos Santos JE, Quintão E. The human cholesteryl ester transfer protein I405V polymorphism is associated with plasma cholesterol concentration and its reduction by dietary phytosterol esters. J Nutr. 2003;133(6):1800-5.
3. Micallef MA, Garg ML. Anti-inflammatory and cardioprotective effects of n-3 polyunsaturated fatty acids and plant sterols in hyperlipidemic individuals. Atherosclerosis. 2009;204(2):476-82.
4. Ortega RM, Palencia A, López-Sobaler AM. Improvement of cholesterol levels and reduction of cardiovascular risk via the consumption of phytosterols. Br J Nutr. 2006;96 Suppl 1:S89-93.
5. Plat J, Mensink RP. Plant stanol esters lower serum triacylglycerol concentrations via a reduced hepatic VLDL-1 production. Lipids. 2009;44(12):1149-53.
6. Racette SB, Lin X, Lefevre M, Spearie CA, Most MM, Ma L, Ostlund RE Jr. Dose effects of dietary phytosterols on cholesterol metabolism: a controlled feeding study. Am J Clin Nutr. 2010;91(1):32-8.
7. Racette SB, Spearie CA, Phillips KM, Lin X, Ma L, Ostlund RE Jr. Phytosterol-deficient and high-phytosterol diets developed for controlled feeding studies. J Am Diet Assoc. 2009;109(12):2043-51.

EVIDÊNCIAS - DIETA NO CONTROLE DO COLESTEROL



ALIMENTAÇÃO ADEQUADA PODE PROMOVER UMA REDUÇÃO GRADUAL NOS NÍVEIS DE LDL-COLESTEROL DE CERCA DE 10%
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou que dietas inadequadas e sedentarismo estão entre os dez principais fatores de risco para mortalidade17, corroborando com diversos ensaios aleatorizados, cujos resultados demonstram que intervenções alimentares adequadas podem diminuir significativamente o aparecimento de várias doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) 2,5,9,10.

As doenças cardiovasculares (DCV) destacam-se entre as principais causas de morte no mundo ocidental16. Entre os fatores de risco modificáveis pela alimentação para reduzir os riscos de DCV, destacam-se as concentrações plasmáticas de colesterol total, triglicérides, LDL-Colesterol e HDL-Colesterol. Medidas dietéticas podem ser adotadas para equilibrar estes componentes do perfil lipídico e, assim, reduzir o risco para DCV. Os principais componentes dos alimentos que afetam o perfil lipídico, e cuja ingestão pode ser modificada pela dieta, são as gorduras saturadas e gorduras trans, gorduras insaturadas, colesterol, fitoesteróis, proteínas vegetais e fibras solúveis4.

De acordo com o National Cholesterol Education Program (NCEP) estima-se que uma redução de 1% do colesterol sérico reduz o risco de DCV em 2 a 3%, reconhecendo que a terapia nutricional constitui-se como importante ferramenta para reduzir e controlar os níveis de colesterol12.

A alimentação pode promover uma redução gradual nos níveis de LDL-C de 10 a 13%. Uma pequena redução (estimada em 1,8 mg.dL -1) nos níveis de LDL-Colesterol reduz o risco de eventos cardiovasculares (ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, hospitalização por angina instável ou revascularização) em 1%1.O estudo Interheart, publicado em 2008, identificou três padrões alimentares distintos após avaliar a dieta de indivíduos de 52 países, denominados, respectivamente, dieta oriental (rica em proteínas vegetais), dieta ocidental (rica em gordura) e dieta prudente (rica em frutas e hortaliças).

Observou-se um aumento de risco para infarto agudo do miocárdio de aproximadamente 30% na população que segue a dieta ocidental6.A American Heart Association recomenda que a ingestão de colesterol permaneça em até 300 mg/dia8, enquanto o National Cholesterol Education Program (NCEP, 2002), recomenda o consumo abaixo de 200 mg/dia para maximizar a redução do colesterol pela dieta13.

Entre as estratégias para alcançar as recomendações preconizadas, sugere-se a substituição de alimentos de origem animal (fonte de gordura saturada), tais como carnes manteiga, leite integral e derivados, por alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões, soja e derivados da soja, além de cremes vegetais ricos em ácidos graxos poliinsaturados (ômega 3 e 6)8,18.

Estudos epidemiológicos também tem mostrado uma relação inversa entre a frequência habitual de refeições e os níveis de colesterol sérico, sugerindo que o padrão alimentar pode modular esse lipídio3,11,14,15.  Oliveira e Sichieri (2004) avaliaram o efeito do fracionamento das refeições sobre o colesterol sérico, concluindo que fracionamento das refeições reduziu o colesterol total e LDL-C sérico em mulheres hipercolesterolêmicas, independente da idade, peso corporal e tipo de alimento ingerido - propondo que o número de seis refeições diárias poderia ser uma medida de controle da hipercolesterolemia14.

A fim de obterem-se níveis desejáveis de colesterol sanguíneo e de perfis de lipoproteínas, as mudanças no estilo de vida são recomendadas e incluem, principalmente, a adoção de uma alimentação saudável, na qual a escolha dos alimentos baseia-se em evidências científicas dos nutrientes e suas funções podendo, assim, enriquecer a orientação nutricional e colaborar para a melhoria da qualidade de vida da população.

Referências:

1. Cannon CP et al. Meta-analysis of cardiovascular outcomes trials comparing intensive versus moderate statin therapy. Journal of the American College of Cardiology, 2006;48(3):438-445.
2. De Lorgeril M, Salen P. The Mediterranean-style diet for the prevention of cardiovascular diseases. Public Health Nutr. 2006; 9(1A):118-23.
3. Edelstein SL, Barret-Cornnor EL, Wingard DL, Cohn BA. Increased meal frequency associated with decreased cholesterol concentrations; Rancho Bernardo, CA, 1984-1987. Am J Clin Nutr 1992; 55:664-9.
4. Frota KMG, Matias ACG, Areas JAG. Influence of food components on lipid metabolism: scenarios and perspective on the control and prevention of dyslipidemias. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2010, 30:7-14.
5. Howard BV, Van Horn L, Hsia J, Manson JE, Stefanick ML, Wassertheil-Smoller S, et al. Low-fat dietary pattern and risk of cardiovascular disease: the Women's Health Initiative Randomized Controlled Dietary Modification Trial. JAMA. 2006; 295(6):655-66.
6. Iqbal R, Anand S, Ounpuu S, Islam S, Zhang X, Rangarajan S, et al. Dietary Patterns and the Risk of Acute Myocardial Infarction in 52 Countries Results of the INTERHEART Study. Circulation. 2008;118(19):1929-37.
7. Krauss RM, Eckel RH, Howard B. AHA Dietary Guidelines: revision 2000: a statement for healthcare professionals from the Nutrition Committee of the American Heart Association. Circulation,2000;102(18): 2284-2299.
8. Lichtenstein AH et al. Dieta e recomendações de revisão de vida: científico da afirmação da American Heart Association Comitê de Nutrição. Um Circulação, 2006;114(1):82-96.
9. Lindström J, Louheranta A, Mannelin M, Rastas M, Salminen V, Eriksson J, et al; Finnish Diabetes Prevention Study Group. The Finnish Diabetes Prevention Study (DPS): Lifestyle intervention and 3-year results on diet and physical activity. Diabetes Care. 2003; 26(12): 3230-6.
10. Lottenberg AMP. Importância da gordura alimentar na prevenção e no controle de distúrbios metabólicos e da doença cardiovascular. Arq Bras Endocrinol Metab. 2009;53(5): 595-607.
11. Murphy MC, Chapman C, Lovegrove JA, Isherwood SG, Morgan LM, Wrigt JW. et al. Meal frequency: Does it determine posprandial lipeamia? Eur J Clin Nutr 1996; 50:491-97.
12. National Cholesterol Education Program- NCEP. Executive Summary of the Third Report of the Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment panel III). Journal of American Medical Association, 2001;285(19):2486-2497.
13. National Cholesterol Education Program - NCEP. Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III). Circulation, 2002;106(25):3143-3421.
14. Oliveira MC e Sichieri R. Fracionamento das refeições e colesterol sérico em mulheres com dieta adicionada de frutas ou fibras. Rev. Nutr. 2004,17(4):449-459. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732004000400005&lng=pt&nrm=iso
15. Ortega RM, Redondo MR, Zamora MJ, Lopez-Sobaler AM, Quintas ME, Andres P, et al. Relationship between the number of daily meals and the energy and nutrient intake in the elderly. Effect on various cardiovascular risk factors. Nutr Hosp 1998; 13(4): 186-92.
16. Schaefer EJ. Lipoproteins, nutrition, and heart disease. American Journal of Clinical Nutrition, 2002;75(2):191-212.
17. The World Health Report 2004. Global strategy on diet, physical activity, and health. Geneva: World Health Organization; 2004.
18. WHO. Interim Summary of Conclusions and Dietary Recommendations on Total Fatty Acids from the Joint FAO/WHO Expert Consultation on Fats Acids I Human Nutrition, November 10-14, 2008, WHO HQ, Geneva. Disponível em:http://www.fao.org/ag/agn/nutrition/docs/Fats and Fatty Acids Summary.pdf