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sábado, 17 de agosto de 2013

Por que o chocolate faz bem à saúde?

Em excesso, engorda e faz mal à saúde. Na quantia adequada, o chocolate faz bem para o coração e o cérebro e até ajuda a emagrecer

Vivian Carrer Elias
Ovo de Páscoa
Páscoa: Exagerar no chocolate faz mal à saúde e não deve ser um hábito, mas consumi-lo em quantidades moderadas pode até fazer bem à saúde (Pedro Rubens)
Apesar de ser calórico e conter gordura e açúcar, os vilões de qualquer dieta, o que faz do chocolate uma ameaça à saúde não é o doce em si, mas a sua ingestão em excesso. Por isso, mesmo durante a Páscoa é preciso maneirar para aproveitar os vários efeitos benéficos do alimento. Em quantidades pequenas, ele não faz mal, não engorda e, melhor ainda, pode até ser bom à saúde. A confirmação disso está nos resultados de muitas pesquisas científicas que concluíram que o chocolate, especialmente o amargo, pode evitar doenças cardíacas, beneficiar a cognição e até ajudar a emagrecer.
Os grandes responsáveis por fazer com que o chocolate seja saudável são os flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias encontrados no cacau. Por esse motivo, quanto mais amargo é o chocolate – ou quanto maior for o teor de cacau dele – melhor para a saúde. "Os antioxidantes protegem as células dos radicais livres produzidos em excesso. Essa proteção reduz o risco de problemas cardiovasculares e desacelera o envelhecimento", afirma Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein. "Nenhum estudo mostrou efeitos benéficos à saúde com o consumo de chocolate branco, apenas com os tipos mais amargos."
Segundo o médico, consumir 13 gramas de chocolate amargo por dia — mais ou menos dois quadradinhos de uma barra de chocolate — já é suficiente para obter os benefícios antioxidantes dos flavonoides. "Comer muito menos do que isso não adianta, mas é preciso tomar cuidado com o excesso para não engordar, uma vez que, em média, o chocolate possui seis calorias por grama", afirma. "A dica é comer chocolate com moderação e, em momentos como a Páscoa, se divertir e consumir um pouco mais, mas não tornar o exagero parte da sua rotina."

Chocolate quente pode beneficiar memória de idosos.

Pesquisa americana aponta que a ingestão diária da bebida melhora o fluxo de sangue no cérebro — melhorando a memória de idosos

Chocolate quente
Por um período de trinta dias, participantes do estudo ingeriram duas xícaras diárias de chocolate quente (Thinkstock)
Um estudo publicado no periódico Neurology, da Academia Americana de Neurologia, traz boas notícias para os amantes de chocolate. De acordo com o artigo, tomar duas xícaras de chocolate quente por dia pode ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro de pessoas idosas — o que contribui para aperfeiçoar a atividade de diversas regiões do órgão, como a memória. O chocolate, porém, parece ajudar somente nos casos em que o fluxo já se mostra deficiente.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Neurovascular coupling, cerebral white matter integrity, and response to cocoa in older people

Onde foi divulgada: periódico Neurology

Quem fez: Farzaneh A. Sorond, Shelley Hurwitz, David H. Salat, Douglas N. Greve, Naomi D.L. Fisher

Instituição: Brigham and Women's Hospital, EUA, e outras instituições

Dados de amostragem: 60 idosos com cerca de 70 anos de idade

Resultado: O chocolate pode ajudar a reparar os fluxos sanguíneos de idosos, auxiliando em uma melhora de diversas funções cerebrais — a exemplo da memória
"Estamos aprendendo mais sobre o fluxo sanguíneo no cérebro e seu efeito nas habilidades de raciocínio", explicou Farnazeh A. Sorond, autora responsável pelo estudo, aoNeurology. "Algumas áreas do cérebro precisam de mais energia para desempenhar suas tarefas, implicando na necessidade de um maior fluxo de sangue. Essa relação pode cumprir um importante papel em doenças como o Alzheimer, por exemplo."
Pesquisa — Para chegar à conclusão, os pesquisadores reuniram um grupo de 60 pessoas com cerca de 70 anos de idade. Durante um mês, os voluntários tomaram diariamente duas xícaras de chocolate quente — que foi única maneira de ingestão do chocolate. Ao final do período, todos foram submetidos a testes de memória e habilidades de raciocínio, além de passarem por ultrassonografias. 
Um grupo com 18 participantes que já apresentavam fluxos sanguíneos deficientes foi o único a apresentar melhoras na memória com a ingestão do chocolate quente. Além da redução do tempo necessário para resolver um desafio de memória (de 167 para 116 segundos), houve também uma melhora de 8,3% na distribuição do sangue para o cérebro. Nos demais participantes, a experiência não surtiu efeito. 
Flavonoides — Um estudo anterior, realizado na Universidade de Áquila, na Itália, já havia descoberto os benefícios do chocolate para a memória e raciocínio de idosos com a cognição comprometida. Segundo os cientistas italianos, os efeitos deviam-se à presença de flavonoides (compostos com propriedades antioxidantes) no cacau — quanto mais amargo o chocolate, ou seja, quanto maior a sua quantidade de cacau, mais flavonoides ele tem. 
No estudo comandado pelos americanos, a presença dos flavonoides também foi testada: metade do grupo recebeu doses de chocolate quente rico em flavonoides (609 miligramas), enquanto a outra metade, uma versão pobre em relação ao composto (13 miligramas). De acordo com os pesquisadores, a concentração de flavonoides não teve relevância nos resultados finais do estudo.

Três motivos pelos quais você deve comer chocolate

Protege o coração



Entre as pesquisas que apontam para efeitos positivos do consumo do chocolate, as mais numerosas são, de longe, aquelas que associam o alimento a benefícios ao coração. Segundo um estudo publicado no ano passado no British Medical Journal (BMJ), por exemplo, é possível diminuir o risco de eventos cardiovasculares comendo chocolate amargo (com pelo menos 60% de cacau) todos os dias. Outro trabalho, feito na Universidade de Cambridge e divulgado em 2011, mediu o quão benéfico o chocolate pode ser ao coração: segundo o estudo, o consumo sem excessos do alimento diminui em 37% o risco de doenças cardíacas e em 29% as chances de acidente vascular cerebral (AVC).
Parte da redução das chances de doenças cardíacas proporcionada pelo chocolate pode ser explicada pelo fato de ele, antes disso, evitar o surgimento de fatores de risco ao coração, como hipertensão ou colesterol alto. De acordo com pesquisa australiana publicada em 2010 no periódico BMC Medicine, por exemplo, o chocolate amargo ajuda a diminuir a pressão arterial de pessoas que sofrem de hipertensão.

Ajuda a emagrecer


Em 2012, um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, quebrou o mito de que chocolate engorda e ainda concluiu, surpreendentemente, que o alimento pode, na verdade, ajudar uma pessoa a emagrecer. Isso porque, das 1.000 pessoas que participaram da pesquisa, aquelas que comiam chocolate com maior frequência, embora consumissem mais calorias em um dia, foram as que apresentaram, em média, um índice de massa corporal (IMC) menor. Essa relação aconteceu principalmente quando o indivíduo consumia chocolate amargo. Segundo os autores do estudo, pode ser que as calorias no chocolate sejam 'neutras' — ou seja, que pequenas quantidades do alimento beneficiem o metabolismo, reduzam o acúmulo de gordura no corpo e, assim, compensem as calorias consumidas. Além disso, os pesquisadores acreditam que as propriedades antioxidantes do chocolate estejam por trás dos efeitos positivos demonstrados pelo trabalho.

Faz bem para a mente

Em uma pesquisa realizada em 2012 na Universidade de Áquila, na Itália, 90 idosos com mais de 70 anos que já apresentavam sinais de comprometimento cognitivo passaram dois meses consumindo diariamente uma bebida que misturava leite a um achocolatado com alto teor de cacau. A quantidade do achocolatado variava de acordo com o participante, podendo ser de 990, 520 ou 45 miligramas por dia. Ao final desse período, os pesquisadores avaliaram os idosos e descobriram que aqueles que consumiram quantidades alta e média do achocolatado, em comparação com o restante dos participantes, apresentaram uma melhora nos reflexos, na capacidade de realizar mais de uma atividade ao mesmo tempo, na memória verbal e na de trabalho (ou a curto prazo), além de melhores resultados em testes que avaliaram o raciocínio. Os autores do estudo atribuíram tais benefícios aos flavonoides, compostos presentes no cacau que, entre outros efeitos positivos, também são associados a benefícios ao coração — desde que aliados a uma dieta saudável.

domingo, 28 de outubro de 2012

Chocolate escuro pode diminuir pressão sanguínea, diz estudo



Chocolate/PA
Especialistas ressaltam que há formas melhores de combater a pressão alta
O consumo diário de chocolate escuro pode ajudar a reduzir levemente a pressão sanguínea, segundo indica uma análise de 20 estudos
A pesquisa foi feita pelo grupo Cochrane – colaboração internacional de milhares de especialistas que revisam estudos já realizados.

A teoria é que o cacau contém o flavonoide, que faz o corpo humano produzir a substância química chamada óxido nítrico, que "relaxa" os vasos, facilitando a passagem do sangue e, por consequência, diminuindo a pressão sanguínea.A causa seria o cacau, principal ingrediente do chocolate, que relaxa os vasos sanguíneos.
Os estudos anteriores, combinados pela análise Cochrane, haviam apresentando resultados variados.
A quantidade diária de cacau consumida por cada participante varia de 3g a 105g, mas todos apresentaram uma leve redução na pressão.
Uma pressão sistólica de 120 mmHg (milímetros de mercúrio) é considerada normal. O cacau reduziu-a entre 2 a 3 mmHg.
Mas os estudos duraram apenas duas semanas, portanto os efeitos no longo prazo são desconhecidos.
"Embora não tenhamos ainda evidência de diminuição sustentada da pressão sanguínea, a pequena redução que observamos no curto prazo pode complementar outras opções de tratamento e pode contribuir para reduzir o risco de uma doença cardiovascular", disse a pesquisadora que liderou a revisão, Karin Ried, do Instituto Nacional de Medicina Integrada de Melbourne, Austrália.
Pressão alta é um problema comum, sendo relacionada com 54% dos ataques cardíacos em todo o mundo e 47% das doenças coronárias.
Entretanto, especialistas dizem que há maneiras mais saudáveis de se diminuir a pressão do sangue já que o chocolate possui muita gordura e açúcar.
Há inclusive um alerta na publicação médica Lancet de que o chocolate escuro pode conter menos flavonoide do que se imagina já que a substância pode ser removida por ser amarga.
"É difícil saber ao certo a quantidade de flavonoide do cacau que seria necessária para que seja observado um efeito benéfico e qual a melhor forma de obtê-la", diz Victoria Taylor da Fundação Britânica do Coração (British Heart Foundation).
"As 100g de chocolate que precisariam ser consumidas diariamente, segundo alguns estudos, também viriam com 500 calorias. Isto é um quarto da recomendação diária para mulheres."
"Feijões, maçãs e outras frutas também contêm flavonoide e, mesmo vindo em menor quantidades do que no cacau, estas opções tem menos efeitos indesejáveis do que os encontrados no chocolate", disse ela.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Comer chocolate todos os dias reduz risco de ataque cardíaco e AVC, diz pesquisa



Estudo indicou efeito protetor do chocolate amargo em pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares

Chocolate amargo
Pessoas com tendência a sofrerem eventos cardiovasculares podem ter o chocolate amargo como um aliado (Jack Hollingsworth/Thinkstock)
Mais uma vez, um estudo indicou que o chocolate pode, sim, ter um efeito protetor na saúde. Segundo pesquisa publicada nesta sexta-feira no periódico British Medical Journal (BMJ), comer chocolate amargo todos os dias pode reduzir o risco de ataques cardíacos, derrames cerebrais e outros eventos cardiovasculares em pessoas com predisposição a doenças do coração.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The effectiveness and cost effectiveness of dark chocolate consumption as prevention therapy in people at high risk of cardiovascular disease: best case scenario analysis using a Markov model

Onde foi divulgada: periódico British Medical Journal (BMJ).

Quem fez: Ella Zomer, Alice Owen, Dianna Magliano, Danny Liew e Christopher Reid

Instituição: Universidade de Melbourne, Austrália

Dados de amostragem: 2.013 pessoas com síndrome metabólica

Resultado: Comer chocolate amargo todos os dias reduz risco de AVC e ataque cardíaco em pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares
Pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, analisaram os efeitos do chocolate amargo — foram considerados amargos os chocolates com ao menos 60% de cacau em sua composição — na saúde de 2.013 pessoas com síndrome metabólica, um conjunto de fatores que predispõem um indivíduo a doenças cardiovasculares e diabetes. Para ser caracterizado como portador dessa síndrome, um paciente deve se enquadrar em três ou mais das seguintes características: hipertensão, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos. No caso dos participantes do estudo, todos tinham pressão alta, mas não apresentavam histórico de doença cardíaca ou diabetes.
Após projetar os resultados a partir de cálculos matemáticos, os pesquisadores indicaram que o consumo regular de chocolate amargo ao longo de dez anos pode evitar 85 eventos cardiovasculares em 10.000 pessoas com síndrome metabólica — sendo quinze deles fatais. Os autores concluíram que o incentivo da ingestão diária do alimento poderia ser utilizada em campanhas de prevenção contra doenças cardíacas. No entanto, eles lembram que o efeito protetor do chocolate somente foi observado em relação ao chocolate amargo com pelo menos 60% de cacau, que é ricos em flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. As conclusões não valem portanto, para outros tipos do doce.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Chocolate pode reduzir risco de derrame cerebral.



Os que ingerem mais o alimento têm menos 17% de chance de ter um derrame. Associação alerta que resultado não pode servir de desculpa para substituir exercícios e dieta.


O EFEITO benéfico do consumo de chocolate pode estar relacionado aos flavonóides no chocolate
Foto: Divulgação
O EFEITO benéfico do consumo de chocolate pode estar relacionado aos flavonóides no chocolateDIVULGAÇÃO
O chocolate pode proteger contra acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, com 37 mil homens mostrou que os que ingerem mais o alimento são os menos propensos a terem um derrame. O estudo foi publicado pela revista Neurology.
Todos os participantes foram questionados sobre os hábitos alimentares e a saúde monitorada por uma década. Eles foram divididos em quatro grupos, com base na quantidade de chocolate ingerido a cada semana. No extremo inferior estavam os homens que praticamente não o comiam. No superior, os que comiam cerca de 63 gramas, pouco mais do que uma barra média. Na comparação final, os que ingeriam mais chocolate tinham 17% menos chance de ter um derrame.
Detalhe importante é que, apesar de pesquisas recentes apontarem o chocolate escuro como o mais benéfico para o coração, a opção preferida da maioria dos participantes era ao leite.
Segundo a pesquisadora Susanna Larsson, autora do estudo, o efeito benéfico do consumo de chocolate pode estar relacionado aos flavonóides no chocolate.
— Estes fitoquímicos podem proteger contra doenças cardiovasculares, diminuindo as concentrações sanguíneas do mau colesterol e reduzindo a pressão arterial — declarou à Neurology.
A Associação Britânica de AVC, porém, alerta para a conclusão não ser usada como desculpa para se comer mais chocolate.
— Pesquisas anteriores já demonstraram que o alimento pode, sim, reduzir o risco de um derrame, mas se consumido como parte de uma dieta saudável e equilibrada. O chocolate não pode substituir o exercício regular e uma boa alimentação — diz Clare Welton, diretor da instituição.