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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Beber café reduz risco de câncer de próstata, diz estudo


Seis ou mais xícaras da bebida reduzem 20% das chances, diz pesquisa.

Trabalho foi feito pela Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA.

Café próstata 1 (Foto: AFP Photo)Pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard
mostra que seis xícaras de café podem reduzir em
até 60% o risco de câncer de próstata. (Foto: AFP)
Para reduzir os riscos de desenvolver um câncer de próstata, quanto mais café melhor, de acordo com um novo estudo publicado nesta terça-feira por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos.
Homens que bebem seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% no risco de desenvolver um tipo extremamente letal de câncer de próstata, e uma redução de 20% no risco de sofrer com qualquer tipo de câncer de próstata em relação a homens que não consomem a bebida.
Até aqueles que bebem apenas entre uma e três xícaras por dia já se beneficiam com uma queda de 30% do risco de ter o tipo mais letal do câncer de próstata.
"Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de câncer de próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir", destacou Lorelei Mucci, professora de Harvard e principal autora do trabalho. "Nosso estudo é o maior até hoje a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de câncer de próstata letal."
Segundo os pesquisadores, os efeitos são os mesmos para o café descafeinado, o que leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do café.
O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos, e as estimativas calculam que um em cada seis homens terá câncer de próstata ao longo da vida nos Estados Unidos.
Os principais fatores de risco associados à doença são as dietas ricas em gordura, consumo exacerbado de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.
O estudo acompanhou 47.911 homens, que forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008. Ao longo da pesquisa, 5.035 deles desenvolveram câncer de próstata, incluindo 642 casos letais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Consumo de café está ligado a menor risco de morte por câncer bucal, aponta estudo

O risco de morte por câncer de boca ou garganta foi 26% menor entre aqueles que beberam uma xícara de café por dia Nicholas Bakalar Do New York Times Um grande estudo descobriu que beber café está associado a um risco reduzido de morte por câncer bucal. O relatório foi publicado online este mês no periódico American Journal of Epidemiology. Os pesquisadores estudaram 968.432 homens e mulheres saudáveis desde 1982. Todos os questionários sobre saúde e hábitos alimentares foram completos, incluindo a quantidade de consumo de chá e café desde o início do estudo. Vinte e seis anos depois, 868 pessoas morreram de câncer de boca ou garganta. Após o ajuste para o tabagismo, consumo de álcool e outros fatores, os pesquisadores descobriram que o risco de morte por câncer de boca ou garganta foi 26% menor entre aqueles que beberam uma xícara de café por dia, 33% menor entre aqueles que beberam de duas a três xícaras por dia, e 50% menor entre aqueles que beberam de quatro a seis xícaras por dia, em comparação com aqueles que não beberam café com cafeína. Houve uma associação significativa da redução do risco com o café descafeinado, mas nenhuma associação com o chá. Os autores reconhecem que não puderam distinguir se os que bebem café apresentam menos probabilidade de desenvolver câncer bucal ou de garganta ou se possuem maior probabilidade de sobreviver à doença. A autora principal, Janet S. Hildebrand, da Sociedade Nacional de Câncer, disse que o mecanismo não era claro, mas que o café contém compostos que podem ter efeitos anticancerígenos. "Não estamos recomendando que as pessoas comecem a beber café para a prevenção do câncer", disse ela. "Mas esta é uma boa notícia para aqueles que gostam de café."

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Café é mais estimulante e saudável do que energéticos



  • Estudo nos Estados Unidos mostra que o único ingrediente que funciona em bebidas energéticas é a cafeína, mas vem em altas doses e se torna perigosa.



“O melhor estimulante é mesmo o café, já que é direto e não possui níveis tão fortes como os apresentados pelas bebidas energéticas”, diz Benjamin
Foto: Divulgação/14-01-2008
“O melhor estimulante é mesmo o café, já que é direto e não possui níveis tão fortes como os apresentados pelas bebidas energéticas”, diz Benjamin Divulgação/14-01-2008
RIO - Bebidas energéticas costumam ser recomendadas como a melhor maneira de estimular a mente e o corpo. Uma pesquisa da Universidade de Chicago, porém, mostra que a única substância que realmente importa nos produtos é a cafeína. Nestes casos, porém, é mais saudável apostar no café.
O estudo avaliou diversos ingredientes contidos em energéticos como taurina, guaraná e ginseng e concluiu que há “falta de evidências para fundamentar as alegações de que podem melhorar o desempenho físico e cognitivo”. Para chegarem à conclusão, cientistas analisaram os efeitos dos ingredientes energéticos sozinhos ou em combinação com grandes doses de cafeína.
A quantidade de cafeína encontrada em bebidas energéticas, segundo o estudo, pode ser até 14 vezes maior do que em relação a outros produtos. O estimulante costuma ser associado a convulsões, diabetes, problemas cardíacos e desordens comportamentais.
— O melhor estimulante é mesmo o café, já que é direto e não possui níveis tão fortes como os apresentados pelas bebidas energéticas — conclui Holl Benjamin, um dos autores do estudo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Café descafeinado pode proteger o organismo contra diabetes tipo 2



Bebida é capaz de ativar metabolismo cerebral que é deficiente em diabéticos e em pessoas com problemas cognitivos

Xícara de café
Sem cafeína: pesquisa mostrou que metabolismo cerebral ligado ao diabetes tipo 2 melhorou com o consumo de café descafeinado (Medioimages/Photodisc/Getty Images)
Um novo estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Mount Sinai, nos Estados Unidos, indica que o café descafeinado é capaz de melhorar o metabolismo cerebral associado ao diabetes tipo 2. Essa ação do cérebro, se reduzida, também pode provocar problemas cognitivos. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico online Nutritional Neuroscience.
Para observar a reação do cérebro com o consumo da bebida, o grupo de pesquisadores induziu ratos a desenvolverem diabetes tipo 2. Os animais receberam suplementos dietéticos de café descafeinado e de glicose durante cinco meses e antes de apresentarem a doença.
Os resultados mostraram que os ratos, ao receberam o café sem cafeína, foram capazes de metabolizar a glicose de maneira mais eficaz, utilizando-a como fonte de energia para o cérebro e evitando que ela se acumulasse no organismo, provocando, ou piorando, o quadro do diabetes. Esse processo de uso da glicose é reduzida em pessoas com diabetes tipo 2 e, além dessa doença,  pode acarretar diversos problemas cognitivos. "O metabolismo energético cerebral prejudicado está associado ao declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento do indivíduo e pode impulsionar o aparecimento de doenças neurodegenerativas mais sérias, como a Doença de Alzheimer", diz Giulio Maria Pasinetti, coordenador do estudo.
Segundo os pesquisadores, essa é a primeira evidência de que os cafés descafeinados podem ser benéficos à prevenção e ao tratamento tanto do diabetes tipo 2, quanto dos problemas cognitivos que acompanham o envelhecimento do homem.
A ingestão de café não é recomendada para todas as pessoas, já que a cafeína está relacionada a problemas como doenças cardiovasculares, colesterol elevado e alta pressão arterial. Porém, esses efeitos negativos podem não ser provocados com o consumo da bebida descafeinada, o que revela que outros componentes do café são benéficos à saúde. Agora, os pesquisadores esperam aprofundar os conhecimentos sobre o papel preventivo do café sem cafeína em outras doenças.

domingo, 18 de novembro de 2012

Quatro xícaras de café ao dia evitam insuficiência cardíaca



Segundo estudo, hábito pode ajudar a diminuir risco do problema em até 11%

Estudo: café não aumenta risco cardiovascular
Estudo: insuficiência cardíaca pode ser evitada com quatro xícaras de café ao dia (Thinkstock)
Mais um benefício à saúde foi atribuído ao café. Dessa vez, pesquisadores do Centro Médico Beth Israel, hospital ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluíram que quem consome moderadamente a bebida — ou seja, quatro xícaras ao dia — pode apresentar até 11% menos chances de ter insuficiência cardíaca. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Circulation: Heart Failure, uma publicação da Associação Americana do Coração.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Habitual Coffee Consumption and Risk of Heart Failure: A Dose-Response Meta-Analysis

Onde foi divulgada: revista Circulation: Heart Failure

Quem fez: Elizabeth Mostofsky, Megan S. Rice, Emily B. Levitan e Murray A. Mittleman

Instituição: Centro Médico Beth Israel, hospital ligado à Universidade de Harvard

Dados de amostragem: análise de outras quatro pesquisas sobre o consumo de café que, ao todo, envolveram 140.220 participantes e registraram 6.522 casos de insuficiência cardíaca, de janeiro de 1966 a dezembro de 2011.

Resultado:  quem consome a bebida moderadamente tem menos riscos de sofrer insuficiência cardíaca.
Esse resultado foi baseado na análise de outras quatro pesquisas sobre o consumo de café que, ao todo, envolveram 140.220 participantes e registraram 6.522 casos de insuficiência cardíaca, de janeiro de 1966 a dezembro de 2011. De acordo com os autores do trabalho, a relação entre o café e a proteção ao coração segue o padrão da ‘curva em J’. Ou seja, quem consome a bebida moderadamente tem menos riscos de sofrer o problema cardíaco do que os abstêmios; mas quem bebe muito café, além de não se beneficiar, pode até prejudicar a saúde.
Os pesquisadores não conseguiram, porém, explicar de que maneira o café age sobre o organismo, reduzindo o risco de insuficiência cardíaca. No entanto, eles lembram que outros trabalhos relacionaram o consumo de cafeína à proteção contra diabetes e hipertensão — dois fatores associados à doença. Evitando esses dois problemas, portanto, já seria um modo eficaz de diminuir as chances de insuficiência cardíaca.

Saiba mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Acontece quando, em decorrência de uma determinada doença, o coração bombeia o sangue de maneira ineficaz, não conseguindo satisfazer a necessidade do organismo, reduzindo o fluxo sanguíneo. Embora possa acometer pessoas de todas as idades, é mais comum em idosos. Pessoas com insuficiência cardíaca grave devem utilizar dispositivos mecânicos ou receber um transplante.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hábito de pular o café da manhã faz o cérebro buscar gordura


Alimentos calóricos parecem mais atrativos quando se começa o dia em jejum, de acordo com pesquisa inglesa feita a partir de exames de ressonância magnética


Deixar de tomar café da manhã engorda, segundo pesquisa
Foto: Divulgação
Deixar de tomar café da manhã engorda, segundo pesquisaDIVULGAÇÃO
RIO - O cérebro fica ávido por alimentos calóricos quando se começa o dia em jejum, segundo uma nova pesquisa. Exames de imagem com 21 pessoas com peso normal mostraram que o hábito de pular o café da manhã fez com que elas comessem mais na hora do almoço.
Os pesquisadores do Imperial College London ficaram curiosos sobre o que acontecia no cérebro para alterar o tipo de comida escolhido, então mostraram a estas pessoas fotos de alimentos calóricos enquanto elas eram colocadas no aparelho de ressonância magnética. Em alguns dias, os voluntários não tomaram café da manhã antes do exame e, em outros, foram alimentados com uma refeição de 730 calorias no início do dia, uma hora e meia antes do exame.
Os resultados, apresentados na conferência Neurociência 2012, mostraram que o cérebro mudava a resposta às fotos de alimentos calóricos — mas não às dos alimentos magros — quando o café da manhã tinha sido pulado. A parte do cérebro envolvida no apelo à comida, o córtex orbitofrontal, ficava mais ativa quando o estômago estava vazio, segundo a pesquisa.
Quando o almoço era oferecido no fim dos exames, os voluntários comiam 20% mais calorias se tivessem começado o dia em jejum. os nutricionistas ouvidos acreditam que o café da manhã esteja relacionado à estabilização dos níveis de açúcar, que nos mantém “na linha”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Conheça os prós e contras em cada xícara de café


Uma xícara de café pode reduzir a pressão arterial, mas pode diminuir o sono. Foto de arquivo
Uma xícara de café pode reduzir a pressão arterial, mas pode diminuir o sono. Foto de arquivo
RIO - O brasileiro consumiu em média 4,81 kg de café no ano passado, equivalente a 81 litros por pessoa, segundo dados do Ministério da Agricultura. O maior nível de consumo em 45 anos pode ser também uma boa notícia para a saúde: segundo pesquisadores suecos, as mulheres que bebem cinco ou mais xícaras de café por dia podem estar se protegendo do tipo mais agressivo de câncer de mama. Com tantas pesquisas apontando benefícios e riscos da bebida, fizemos uma lista das últimas descobertas por dose de café.
UMA XÍCARA
De acordo com um estudo grego feito com 485 pessoas entre 65 anos e 100 anos, uma xícara de café por dia pode reduzir a pressão arterial. Os pesquisadores acreditam que a dose diária relaxa as paredes das artérias por causa dos antioxidantes que aumentam a produção de óxido nítrico. A mesma dose pode melhorar o funcionamento cerebral: pesquisadores da Universidade de Bristol estudaram 600 pessoas e descobriram que os que tomavam uma xícara de café por dia tiveram melhor desempenho em testes mentais do que os que não tomavam ou preferiam descafeinados. MAS esta xícara durante o dia pode tirar o sono, segundo a Associação Dietética Britânica: a cafeína demora oito horas para ser removida do organismo.
DUAS XÍCARAS
Em pesquisas com animais, pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que esta dose diária (cerca de 200 mg de cafeína) pode prevenir a perda de proteínas do cérebro relacionadas à perda de memória e, portanto, ao Alzheimer. Beber duas xícaras de café meia hora antes dos exercícios também pode melhorar a performance por fornecer mais energia, já que estimula a produção de ácidos graxos que usamos como combustível, segundo estudo publicado no "International Journal of Sports Medicine". MAS grávidas devem limitar o consumo a esta dose porque a cafeína faz com que o corpo libere hormônios de estresse, como cortisol e adrenalina, que podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
TRÊS XÍCARAS
A ingestão dessa dose pode reduzir os riscos de câncer de ovário em 20%, segundo dados publicados em 2008 em uma revista médica especializada em câncer. Já os homens têm 40% menos risco de desenvolver cálculos biliares. Os pesquisadores acreditam que a cafeína estimula contrações na vesícula ajudando a mover pedras pequenas antes que virem um problema. MAS uma quantidade maior que três xícaras por dia aumenta os riscos de ataque cardíaco. E cientistas da Universidade de Lund, em Estocolmo checaram à conclusão, após entrevistar 300 mulheres, que três xícaras de café ao dia ajudam a encolher seus seios. Bizarro, mas segundo eles os efeitos da cafeína nos níveis de estrogênio podem ser responsáveis pelos resultados.
QUATRO XÍCARAS
Há 400 mg de cafeína em quatro xícaras de café, quantidade que fornece o máximo de antioxidantes que potencialmente diminuem os riscos de câncer. Pesquisadores da Universidade de Utah descobriram ainda que as quatro xícaras de café previnem contra o câncer de boca e de laringe. Outro estudo sugere que também evita o câncer de próstata e o diabetes tipo 2. MAS pessoas que consomem esta quantidade diária têm duas vezes mais chances de ter artrite reumatóide porque os componentes da bebida aumentam inflamações e dores nas articulações.
CINCO XÍCARAS
Pesquisadores do Centro Nacional de Câncer em Tóquio descobriram que esta dose reduz em até 3/4 os riscos de danos no fígado. O estudo foi feito com 90 mil homens e mulheres de meia idade por mais de dez anos e os pesquisadores acreditam que os antioxidantes são os responsáveis pelo efeito. MAS vários estudos mostram que esta quantidade de café é um fator de risco para osteoporose, já que a cafeína pode interferir na absorção de cálcio, embora não haja estudos conclusivos sobre o assunto.
SEIS XÍCARAS OU MAIS
Podem reduzir os riscos de câncer de pele em até 31%, de acordo com pesquisadores da Wayne State University, em Detroit, que estudaram mais de 90 mil mulheres. Tudo por causa dos (de novo!) antioxidantes. MAS esta quantidade de café pode levar à desidratação, já que o café acelera a perda de fluidos e, com eles, a eliminação de vitaminas e minerais, além de hormônios relacionados à ansiedade e ao estresse.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Café descafeinado pode proteger o organismo contra diabetes tipo 2.



Bebida é capaz de ativar metabolismo cerebral que é deficiente em diabéticos e em pessoas com problemas cognitivos

Xícara de café
Sem cafeína: pesquisa mostrou que metabolismo cerebral ligado ao diabetes tipo 2 melhorou com o consumo de café descafeinado (Medioimages/Photodisc/Getty Images)
Um novo estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Mount Sinai, nos Estados Unidos, indica que o café descafeinado é capaz de melhorar o metabolismo cerebral associado ao diabetes tipo 2. Essa ação do cérebro, se reduzida, também pode provocar problemas cognitivos. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico online Nutritional Neuroscience.
Para observar a reação do cérebro com o consumo da bebida, o grupo de pesquisadores induziu ratos a desenvolverem diabetes tipo 2. Os animais receberam suplementos dietéticos de café descafeinado e de glicose durante cinco meses e antes de apresentarem a doença.
Os resultados mostraram que os ratos, ao receberam o café sem cafeína, foram capazes de metabolizar a glicose de maneira mais eficaz, utilizando-a como fonte de energia para o cérebro e evitando que ela se acumulasse no organismo, provocando, ou piorando, o quadro do diabetes. Esse processo de uso da glicose é reduzida em pessoas com diabetes tipo 2 e, além dessa doença,  pode acarretar diversos problemas cognitivos. "O metabolismo energético cerebral prejudicado está associado ao declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento do indivíduo e pode impulsionar o aparecimento de doenças neurodegenerativas mais sérias, como a Doença de Alzheimer", diz Giulio Maria Pasinetti, coordenador do estudo.
Segundo os pesquisadores, essa é a primeira evidência de que os cafés descafeinados podem ser benéficos à prevenção e ao tratamento tanto do diabetes tipo 2, quanto dos problemas cognitivos que acompanham o envelhecimento do homem.
A ingestão de café não é recomendada para todas as pessoas, já que a cafeína está relacionada a problemas como doenças cardiovasculares, colesterol elevado e alta pressão arterial. Porém, esses efeitos negativos podem não ser provocados com o consumo da bebida descafeinada, o que revela que outros componentes do café são benéficos à saúde. Agora, os pesquisadores esperam aprofundar os conhecimentos sobre o papel preventivo do café sem cafeína em outras doenças.