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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mulheres que caminham três horas por semana têm menos chances de sofrer AVC



  • Pessoas ativas apresentaram menos 43% de risco do que inativas. Não foi observada uma redução similar em homens


A pesquisa teve como base um questionário enviado a 33 mil homens e mulheres em meados dos anos 1990
Foto: Bia Guedes/19-08-2012
A pesquisa teve como base um questionário enviado a 33 mil homens e mulheres em meados dos anos 1990 Bia Guedes/19-08-2012
MÚRCIA - Mulheres que caminham pelo menos três horas por semana têm menos probabilidade de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC ). A conclusão é da Autoridade Regional de Saúde de Múrcia, na Espanha.
As mulheres que caminharam por 210 minutos ou mais por semana tiveram menor risco do que as inativas, mas também menor do que as que pedalavam e faziam outras atividades mais intensas em curtos períodos de tempo. A pesquisa teve como base um questionário enviado a 33 mil homens e mulheres em meados dos anos 1990 como parte de um projeto de estudo sobre o câncer na Europa.
Para o trabalho, Jose Maria Huerta, autor do estudo, dividiu os participantes por sexo, tipo de exercício e tempo total gasto nas atividades durante cada semana. Os autores analisaram os analisaram periodicamente para registrar qualquer sinal de problema. Durante o período de 12 anos de acompanhamento, 442 acidentes vasculares ocorreram entre homens e mulheres. Os resultados para as mulheres que faziam caminhadas regulares mostraram uma redução de 43% no risco de AVC em comparação com o grupo inativo.
Não foi observada uma redução similar nos homens estudados.
— Não temos uma explicação clara para essa diferença — admitiu Huerta ao jornal Daiy Mail.
O estudo não chega a provar a relação entre a atividade e os menores riscos, mas, de acordo com os pesquisadores, contribui para indicar evidências de associações entre exercícios específicos a doenças específicas.
Trabalhos anteriores já haviam feito a associação entre caminhadas e menos chances de AVC, o que pode ter como motivo a aglomeração de sólidos nas artérias ou vasos sanguíneos danificados no cérebro.
— A mensagem para a população continua a mesma. Engajar-se em atividades recreativas moderadas faz bem à saúde — resumiu Huerta.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

GORDURAS E RISCO DE AVC



ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS Ω-3 CONTRIBUEM PARA REDUÇÃO DO RISCO DE AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a maior causa de mortalidade no Brasil9, assim como em outros países. Além disso, é motivo de comprometimentos funcionais, sendo que 15 a 30% dos sobreviventes de um AVC tornam-se permanentemente incapacitados4. Estes dados justificam a necessidade de estratégias de prevenção, por meio do controle de seus fatores de risco. Estimativas indicam que 90% dos casos seriam prevenidos por meio do controle adequado da pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, além de cessação do tabagismo3. A composição da dieta também tem sido estudada como estratégia de prevenção do AVC, incluindo a quantidade e qualidade das gorduras5.

As pesquisas que investigam a relação entre gorduras dietéticas e risco de AVC são mais conflitantes do que as que analisam a relação entre gorduras e doenças coronarianas. Uma explicação plausível é que a aterosclerose em artérias cerebrais tem diferentes mecanismos causais, dificultando o achado de associações significantes6. Trabalhos recentes têm buscado esclarecer as controvérsias ainda presentes na literatura.

O ácido alfa-linolênico (ALA), ácido graxo poli-insaturado da série ômega-3, é encontrado principalmente em óleos vegetais de soja, canola, linhaça, e nos produtos feitos à base de óleos vegetais, como a maionese e o creme vegetal. Em estudo observacional na Holanda com 20.069 adultos, os participantes com maior consumo de ALA tiveram risco de AVC 35 a 50% menor do que os que consumiam menos de 1 g de ALA/dia2.

Larsson et al. (2012)7 publicaram resultados de uma coorte na Suécia na qual 34.670 mulheres entre 49 e 83 anos foram seguidas por mais de 10 anos. Neste trabalho, o consumo de ácidos graxos ômega-3 provenientes de fontes marinhas (EPA e DHA) associou-se de forma significativa com a redução do risco de AVC (-16%). Não houve associação entre a quantidade total de gordura saturada, monoinsaturada, ALA e ômega-6, e o risco de AVC. Por outro lado, o consumo de colesterol esteve associado a aumento estatisticamente significante do risco de AVC.
Outros pesquisadores analisaram também o efeito do consumo de peixes sobre o risco de AVC10. Atkinson et al. (2011)1 seguiram mulheres de 45 a 59 anos durante 18 anos e encontraram uma pequena associação inversa entre consumo de peixe e risco de AVC. Na coorte da Suécia8, o maior consumo de peixe (3 porções/semana) foi associado a menor risco para a ocorrência de AVC, quando comparado ao menor nível de consumo (1 porção/semana). De maneira intrigante, o consumo de peixes magros foi responsável pela maior redução de risco, enquanto peixes como salmão e arenque não foram associados à diminuição no risco de AVC.

Os autores sugerem que a ausência de associação entre peixes gordos e risco de AVC pode ter ocorrido porque na população estudada eles são ingeridos após defumação e salga, e sabe-se que a dieta rica em sódio está associada a aumento significativo do risco de AVC. Já os peixes magros tendem a ser consumidos com menos sal na Suécia, sendo preferencialmente cozidos, assados ou fritos8.

Este tema merece maior investigação, pelo seu importante potencial de contribuir para redução do risco de uma das maiores causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Não obstante, a adoção de uma dieta com quantidade reduzida de gordura saturada e trans e rica em gorduras poli-insaturadas, especialmente ácidos graxos da série ômega-3, é recomendada pelo seu papel cardioprotetor. Em termos de prevenção do AVC, os demais fatores de estilo de vida, como exercícios regulares, cessação do tabagismo, manutenção do peso e controle da pressão arterial também devem ser considerados6.
Referências:

1) Atkinson C, Whitley E, Ness A, et al. Associations between types of dietary fat and fish intake and risk of stroke in the Caerphilly Prospective Study (CaPS). Public Health 2011; 125(6): 345-348.
2) de Goede J, Verschuren WM, Boer JM, et al. Alpha-linolenic acid intake and 10-year incidence of coronary heart disease and stroke in 20,000 middle-aged men and women in the Netherlands. PLoS One 2011; 6(3): e17967.
3) Galimanis A, Mono ML, Arnold M, et al. Lifestyle and stroke risk: a review. Curr Opin Neurol 2009; 22(1): 60-68.
4) Goldstein LB, Bushnell CD, Adams RJ, et al. Guidelines for the primary prevention of stroke: a guideline for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke 2011; 42(2): 517-584.
5) Hankey GJ. Nutrition and the risk of stroke. Lancet Neurol 2012; 11(1): 66-81.
6) He K, Xu Y, Van Horn L. The puzzle of dietary fat intake and risk of ischemic stroke: a brief review of epidemiologic data. J Am Diet Assoc 2007; 107(2): 287-295.
7) Larsson SC, Virtamo J, Wolk A. Dietary fats and dietary cholesterol and risk of stroke in women. Atherosclerosis 2012; 221(1): 282-286.
8) Larsson SC, Virtamo J, Wolk A. Fish consumption and risk of stroke in Swedish women. Am J Clin Nutr 2011; 93(3): 487-493.
9) Lotufo PA, Bonseñor IM. Stroke mortality in Brazil: one example of delayed epidemiological cardiovascular transition. International Journal of Stroke 2009; 4: 40-41.
10) Mozaffarian D, Longstreth WT Jr, Lemaitre RN, et al. Fish consumption and stroke risk in elderly individuals: the cardiovascular health study. Arch Intern Med 2005; 165(2):200-206.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Conheça os tipos de AVC

Acidente vascular cerebral pode ser isquêmico ou  hemorrágico; saiba reconhecer os sintomas

Sequelas dependem da área atingida e da agilidade do atendimento - Reprodução
Reprodução
Sequelas dependem da área atingida e da agilidade do atendimento
 O acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando há uma alteração no fluxo de sangue do cérebro. O AVC pode ser de dois tipos:


Acidente vascular hemorrágico


É o tipo mais grave e acontece quando um vaso se rompe, levando a um sangramento no cérebro. Há dois tipos de AVC hemorrágico: intracerebral, quando o sangramento está localizado dentro do cérebro, e a hemorragia subaracnóide, na região entre o crânio e o cérebro. O tipo hemorrágico responde por 13% a 20% do total dos AVCs.
  

Acidente vascular isquêmico

O tipo mais comum de AVC é causado pela interrupção no fluxo de sangue em uma região específica do cérebro. A falta de sangue, que também é responsável por levar oxigênio aos tecidos, causa danos às funções neurológicas e pode paralisar temporariamente o paciente. Também conhecido como isquemia cerebral ou derrame, o acidente vascular isquêmico é responsável por cerca de 87% dos AVCs.


Sintomas

A maior parte dos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos apresentam os mesmos sintomas. Entre os principais, estão:

- Dor de cabeça muito forte, às vezes acompanhada de vômito;
- Fraqueza;
- Dormência na face, nas pernas ou nos braços, em geral em um dos lados do corpo;
- Dificuldades motoras, problemas na movimentação;
- Incapacidade de comunicação, perda da fala;
- Dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.


Sequelas

O AVC pode deixar sequelas leves ou graves, que podem ser temporárias ou irreversíveis, dependendo da gravidade do problema. Entre as mais comuns, estão as paralisias nos membros e problemas de visão, de memória e de fala.
A gravidade também depende da rapidez do diagnóstico e do tratamento. Por isso, diante da menor suspeita de um AVC, o paciente deve ser levado a um pronto-socorro imediatamente.

Drogas e álcool podem causar derrames precoces, aponta estudo

Abuso dessas substâncias na juventude provoca mudanças prejudiciais nas artérias e no coraçãbuso do álcool e das drogas durante a juventude pode aumentar as chances de derrames cerebrais (ou acidentes vasculares cerebrais - AVCs) antes mesmo da meia idade, aponta um estudo conduzido com mil pacientes pela Universidade de Cincinnati, dos Estados Unidos e publicado no jornal especializado Stroke

Cocaína e  meta-anfetaminas podem ter efeito ainda mais imediato que as demais drogas - Divulgação
Divulgação
Cocaína e meta-anfetaminas podem ter efeito ainda mais imediato que as demais drogas
Derrames geralmente ocorrem em pessoas idosas, mas o pesquisadores afirmaram que mudanças a longo-prazo causadas no coração, nas artérias e no sangue resultantes do abuso do álcool e das drogas podem colocar o indivíduo em risco ainda durante a juventude.
"O abuso dessas substâncias é comum entre jovens que sofrem derrames", escreveu Brett Kissela, um dos autores do estudo. "Pacientes com menos de 55 que sofreram derrames devem passar por exames e receber acompanhamento e aconselhamento sobre o uso de drogas e álcool frequentemente."
Também é possível que algumas drogas, como a cocaína e meta-anfetaminas, ajam mais rápido no sentido de causar um AVC, segundo Andrew Josephson, neurologista da Universidade da Califórnia, que estuda a relação entre o uso das drogas e os derrames, mas não esteve envolvido no estudo.
"Sabemos que mesmo com fatores de risco, como o cigarro e pressão alta, muitas pessoas não sofrem derrames até que sejam mais velhas. Quando uma pessoa jovem sofre um AVC, é provável que a causa seja algo diferente dos fatores de risco tradicionais", afirmou.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, cerca de 800 mil pessoas sofrem derrames no país todos os anos. Os AVCs também são a maior causa de invalidez. Um estudo de 2007 mostrou que quase 5% das pessoas que tiveram esse tipo de problema tinham entre 18 e 44 anos.
O estudo de Cincinatti avaliou pessoas que sofreram derrames antes dos 55 anos. Os pesquisadores analisaram exames de sangue e urina de cerca de 1,2 mil pacientes para avaliar se havia substâncias presentes em drogas.
Em 2005, o ano mais recente avaliado na pesquisa, apenas metade dos pacientes fumava e apenas um em cinco usava drogas ilícitas, incluindo maconha e cocaína. Cerca de 13% haviam usado drogas nas 24 horas precedentes ao derrame.
"A taxa de abuso dessas substâncias, particularmente o de drogas, é subestimada, porque nem todos os pacientes fizeram exames toxicológicos", disse Steven Kittner, professor de neurologia da Universidade de Maryland.
Kissela e sua equipe, porém, não sabem definir se as diferenças notadas se devem ao uso de fato dessas substâncias ou se os médicos desenvolveram técnicas mais eficazes de detectar o abuso de álcool e drogas. O estudo também não consegue provas que esses hábitos estejam ligados aos AVCs.
O pesquisador, porém, disse que a pesquisa enfatiza as necessidades de que sejam conhecidos os sintomas dos derrames, mesmo em pessoas jovens, já que alguns tratamentos só podem ser conduzidos em uma pequeno período após o AVC.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AVC matou 62 mil jovens em dez anos, afirma Ministério da Saúde

 12/11/2012 - 13h25 | do UOL Notícias 

Doença que mais mata no país e que costuma ser associada a pacientes idosos, o acidente vascular cerebral (AVC) também atinge jovens. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que 62.270 pessoas com menos de 45 anos morreram entre os anos 2000 e 2010. 


Do início da década até setembro deste ano, 200 mil pacientes nessa faixa etária foram internados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) - não entram na conta as internações na rede particular. A questão não é preocupante apenas no Brasil. Estudo da Universidade de Cincinnati, publicado em outubro no periódico da Academia Americana de Neurologia, mostrou que, nos anos de 1993 e 1994, 13% das pessoas que sofreram derrame tinham menos de 55 anos. Em 2005, essa porcentagem alcançou 19%. 


O trabalho analisou pacientes da região metropolitana Cincinnati/Northern Kentucky. "Essa é uma tendência mundial, que vem com o aumento dos chamados fatores de risco - obesidade, hipertensão, diabetes e sedentarismo. Com tecnologia e melhores serviços, a mortalidade cai", afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Miranda Magalhães. A tecnologia mais recente adotada pelo Ministério da Saúde é o medicamento alteplase, único aprovado para o tratamento de AVC isquêmico (quando não há hemorragia; tipo que responde a 80% dos derrames). 


O remédio passou a ser fornecido pelo SUS em abril. Se for ministrado até 4h30 depois dos primeiros sintomas, reduz as sequelas do derrame. Em abril, o ministério também divulgou os critérios para a habilitação de hospitais que serão referência para o atendimento de pacientes com AVC - até agora, dois assinaram convênio com o governo: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Geral de Emergência de Fortaleza. "Queremos criar centros de referência regionais. Identificamos duzentos hospitais que têm potencial maior para esse tipo de atendimento", disse o secretário. 


O AVC pode ser isquêmico, quando há entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. Ou hemorrágico, quando esses vasos se rompem. Em idosos, a causa principal é a aterosclerose, processo de inflamação que leva à obstrução das artérias por placas de gordura, explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia (Abneuro), Rubens José Gagliardi. "Nos jovens, as causas são diferentes, como malformações cardíacas ou nas artérias, uso de drogas e de anorexígenos, como femproporex e anfepramona (anfetamínicos), remédios já proibidos", diz Gagliardi. Ele cita ainda o uso de anticoncepcionais associado ao tabagismo, além da gravidez. 


Antonio Carlos Worms Till, fundador do Vita Check-Up Center, lembra que as malformações não são maiores hoje. "O que mudou foi o estilo de vida, com a epidemia de obesidade, mais estresse, mais crises hipertensivas", diz. Ele ressalta a importância de exames de rotina, como a dosagem de sangue, que permite controlar glicemia e colesterol. "Sem essa ferramenta tão simples, o diagnóstico vem depois do AVC, quando a pessoa terá sequelas motoras, alteração de fala, perda de força. A recuperação para a vida social é extremamente cara sob vários aspectos - psicológico, emocional e financeiro", 

sábado, 27 de outubro de 2012

Em uma década, país reduziu em 32% morte por AVC antes dos 70 anos


Dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde por ocasião de congresso.
Doença está entre as principais causas de morte dos brasileiros.

Num período de dez anos, o Brasil registrou uma redução de 32% da taxa de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas de até 70 anos, segundo o Ministério da Saúde. Entre 2000 e 2010, a taxa caiu de 27,3 para 18,4 mortes para cada 100 mil habitantes, o que representa uma diminuição média anual de 3,2%.
Segundo a pasta, foram registrados 33.369 mortes por AVC em 2010 nessa faixa etária. O AVC está entre as principais causas de morte no país. Os números foram divulgados por ocasião do 8º Congresso Mundial de AVC, que começou nesta quarta-feira (10) e prossegue até sábado (13), em Brasília.
A assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) às vitimas de AVC isquêmico e hemorrágico foi ampliada este ano, segundo o governo. Entre as novidades, está a incorporação do medicamento alteplase e a reestruturação dos serviços para tratamento e assistência.
Arte Bem Estar AVC (Foto: Arte/G1)















A doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. No AVC isquêmico há a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, levando à diminuição da circulação em determinada região do cérebro. No hemorrágico, acontece a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramento dentro do cérebro. Os principais fatores de risco são a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado e o fumo.
Duzentos hospitais da rede pública têm condições de realizar atendimentos a pacientes com AVC, segundo o ministério. Esses locais podem usar o medicamento alteplase para o tratamento às vitimas de AVC isquêmico. Aplicado até quatro horas e meia após os primeiros sintomas, o remédio diminui em 30% o risco de sequelas do AVC, além de reduzir em 18% a mortalidade.
Os sintomas mais comuns para identificar o AVC são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito, informa o Ministério da Saúde.

sábado, 20 de outubro de 2012

Substituir carne vermelha por frango pode diminuir risco de AVC



Estudo observou que, enquanto consumo de carne vermelha aumenta chances de derrames, aves, peixes e leite são benéficos na prevenção do problema

carne vermelha
Carne vermelha: o consumo do alimento pode aumentar risco de AVC, mas substituí-lo por frango ou peixe, por exemplo, diminui essa chance (Thinkstock)
Enquanto o consumo de carne vermelha está associado ao aumento da incidência de acidente vascular cerebral (AVC), a ingestão de outras proteínas, principalmente das vindas de aves, está associada à diminuição desse risco. É o que conclui uma nova pesquisa feita pelo Instituto de Bem Estar da Clínica de Cleveland, nos Estados Unidos, e publicada na versão online do periódico Stroke.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Dietary Protein Sources and the Risk of Stroke in Men and Women

Onde foi divulgada: periódico Stroke

Quem fez: Adam M. Bernstein, An Pan, Kathryn M. Rexrode, Meir Stampfer, Frank B. Hu, Dariush Mozaffarian e Walter C. Willett

Instituição: Instituto de Bem Estar da Clínica de Cleveland, Estados Unidos

Dados de amostragem: 84.010 mulheres de 30 a 35 anos e 43.150 homens de 40 a 75 anos

Resultado: Homens que consumiam mais carne vermelha tinham 28% mais chances de terem um AVC, e mulheres, 19%. Substituir uma proção de carne vermelha por uma de frango reduziu em 27% o risco de derrame cerebral; por uma porção de peixe ou castanhas reduziu em 17%; e por leite, diminuiu essa taxa em 11%.
Os pesquisadores aplicaram questionários durante 26 anos a 84.010 mulheres com idades entre 30 e 35 anos e a 43.150 homens de 40 a 75 anos. Quando o estudo começou, nenhum deles tinha câncer diagnosticado, diabetes ou doença cardiovascular. Durante esse período, foram registrados 2.633 casos de AVC entre as mulheres e 1.397 entre os homens. Para observarem a relação entre incidência de derrames e hábitos alimentares, os pesquisadores dividiram os participantes em grupos de acordo com a quantidade de carne vermelha, aves, peixes, laticínios e outras fontes de proteína que normalmente ao dia.
Carne vermelha– Os resultados mostraram que homens que ingeriam mais de duas porções de carne vermelha ao dia — o equivalente a uma carne de 120 a 170 gramas — e que representavam o grupo que mais consumia o alimento, tiverem um aumento de 28% no risco de derrame quando comparados com aqueles que comiam, em média, um terço de uma porção de carne vermelha por dia, que era a quantidade correspondente ao grupo que menos comia o alimento.
Em relação às mulheres, aquelas que consumiam perto de duas porções de carne ao dia tinham 19% a mais de chances de terem um AVC do que mulheres que comiam menos da metade de uma porção do alimento ao dia.
Outras proteínas– Quando observado o consumo de outros alimentos, os pesquisadores puderam concluir que aqueles que substituíam uma porção de carne vermelha ao dia por uma porção de ave reduziam o risco de derrame em 27%. Essa redução foi de 17% quando trocavam a carne vermelha por uma porção de castanhas ou peixe, e 11% por uma porção de leite. O estudo não observou associações significativas com a substituição de carne vermelha por legumes ou ovos.
"A mensagem principal deste trabalho é que o tipo de proteína ou o conjunto de proteínas que comemos é muito importante para o risco de acidente vascular cerebral. Temos que considerar a proteína no contexto dos alimentos", disse Frank Hu, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos autores do estudo, à agência Reuters.

domingo, 23 de setembro de 2012

Homens com pais divorciados têm mais chances de sofrerem AVC.




Possível explicação são as implicações biológicas que alteram o modo como os filhos reagem a futuras situações estressantes.

RIO - Estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, sugere que homens que viveram o divórcio dos pais na infância ou antes de completar 18 anos têm significativamente mais chances de sofrerem um derrame do que um homem que não tenha passado pela mesma situação. Para a pesquisa, fatores considerados de alto risco, como idade, raça, renda e educação foram controlados. Após todos os ajustes, a separação mostrou estar associada a um risco três vezes maior nos filhos de algum trauma cardíaco. As mulheres, porém, não apresentaram características parecidas.
— A relação que encontramos entre o divórcio dos pais e o risco de derrame em homens é muito preocupante — afirmou Esme Fuller-Thomson, coordenador do estudo, ao International Journal of Stroke, jornal que publicará a pesquisa com mais detalhes ainda este mês.
A possibilidade de que os homens apresentem problemas no controle de cortisona, hormônio associado ao stress, é alta. Segundo Fuller-Thomson, a elevada taxa de derrames pode estar associada a um processo chamado incorporção biológica.
— É possível que a exposição ao estresse da separação dos pais possa ter implicações biológicas que altera o modo como estes meninos reagem a situações estressantes para o resto de suas vidas — explica.

sábado, 25 de agosto de 2012

Refrigerante diet pode elevar risco de derrame e infarto.


Refrigerante diet pode elevar risco de derrame e infarto.


RIO - O hábito de consumir refrigerantes dietéticos diariamente aumenta o risco de infarto e de derrames, segundo estudo realizado por meio de entrevistas com 2.564 adultos acima de 40 anos, de 1993 a 2001, em Manhattan, Nova York. Os dados foram apresentados na reunião da Associação Americana de Derrame, que acontece na Califórnia.
A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Columbia e da faculdade de medicina da Universidade de Miami, mostrou que as pessoas que consumiam os refrigerantes dietéticos todos os dias tinham 31% mais chances de sofrer doenças cardiovasculares. E o risco continuou alto, em 48%, após os autores descartarem fatores como síndrome metabólica e histórico de doença cardíaca.
- Se os nossos resultados forem confirmados em novos estudos, será possível concluir que os refrigerantes diet não são bons substitutos para as bebidas adoçadas na prevenção de doenças cardiovasculares - afirma Hannah Gardener, principal autora do trabalho. - Por enquanto, trata-se de um estudo preliminar e não estamos recomendando que as pessoas deixem de beber esses produtos. Porém outros grandes estudos devem considerar essa questão.
Os médicos não encontraram uma relação química ou biológica para explicar o perigo de consumir refrigerantes diets. Mas acreditam que as pessoas que têm esse hábito são mais sedentárias, bebem mais álcool e apresentam outros fatores de risco, como hipertensão arterial e tabagismo
- Os resultados chamam a atenção para o consumo em excesso dessas bebidas - diz Steven Greenberg, neurologista da Universidade de Harvard.
Já Maureen Storey, da Associação Americana de Bebidas, disse em comunicado que não há provas de que refrigerante diet, isoladamente, possa elevar o risco de doenças vasculares ou derrame.
- Um grande número de provas científicas mostra que as bebidas dietéticas podem ser uma ferramenta útil de controle de peso, e isso tem o respaldo da Associação Dietética Americana.
Em outro dado da pesquisa, os autores confirmaram que o consumo de sal aumenta muito o risco de derrames, mesmo em pessoas que não sofrem de pressão alta. Segundo os autores, indivíduos que consomem além de 4mg por dia desse alimento têm mais do que o dobro de chance de sofrer problemas de saúde do que pessoas que ingerem menos de 1.500 mg por dia. Uma colher de chá de sal tem aproximadamente 2.300mg de sódio.
O risco de acidentes cerebrais aumenta 16% a cada 500mg de sódio consumidos ao dia, dizem os autores. Mas isso depende ainda de variáveis como idade, sexo, uso de álcool e hábito de fumar.

Cresce o número de derrames em adultos com menos de 40 anos em São Paulo.


Cresce o número de derrames em adultos com menos de 40 anos em São Paulo.



SÃO PAULO - O número de pessoas vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), atendidas nas rede pública de hospitais do estado de São Paulo aumentou, passando de 36,1 mil internações, em 2009, para 38, 9 mil, em 2010. O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde apontou que 14% dos pacientes estão na faixa entre 30 e 49 anos.
O total de internações nessa faixa etária somou 5,5 mil. A maioria dos casos ainda ocorre entre a população com idade acima de 70 anos, com 15,9 mil internações seguida pelos pacientes entre 50 e 59 anos, com o registro de 7,3 mil atendimentos.
No entanto, por meio de nota, o neurologista Reinaldo Teixeira Ribeiro alertou que "os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo".
Na avaliação dele, o modo de vida urbano tem favorecido o aparecimento de pessoas mais estressadas, sedentárias, com o consumo de alimentos ricos em gorduras, o que faz com que elas fiquem acima do peso e sujeitas a sofrer de pressão alta e diabetes.
De acordo com o médico, as principais causas dos derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.
Ele recomenda que, para evitar esses fatores de riscos, as pessoas devem se dedicar à prática regular de atividades físicas e ter uma alimentação balanceada. O neurologista salientou que o socorro imediato é importante. Para ajudar a identificar se a pessoa está sofrendo um AVC, ele citou que, normalmente, são situações em que de repente a vítima fica com a boca torta para um lado, tem os braços e as pernas dormentes, pesados e com dificuldade para mover-se ou falar.

Em São Paulo, 100 pessoas são internadas por dia com derrame cerebral.


Em São Paulo, 100 pessoas são internadas por dia com derrame cerebral.


SÃO PAULO - Por dia, cerca de 100 pessoas são internadas em hospitais públicos estaduais com acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, no ano passado, houve 38,9 mil internações por AVC no SUS (Sistema Único de Saúde) paulista, número acima das 36,1 mil registradas no ano anterior.
Pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença em todo o estado, com 15,9 mil internações em 2010. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações em 2010.
Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da capital paulista, as principais causas para a ocorrência de derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (coleterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.
Além disso, o especialista ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo. - O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente - afirma Ribeiro.
O médico afirma ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, fator que favorece o tratamento. - Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boa torta para um lado, com um braço ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar - diz Ribeiro.