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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Hábitos saudáveis compensam danos do stress no trabalho


Pesquisa observou que, apesar de stress no trabalho aumentar o risco de doenças cardíacas, ter um estilo de vida saudável diminui essa chance

Caminhada é ótima atividade física
Atividade física é um dos hábitos que podem compensar os prejuízos do stress no trabalho à saúde (Thinkstock)
É quase impossível escapar do stress no trabalho atualmente. Mas os danos à saúde que ele causa a longo prazo – como um maior risco de doenças cardíacas — pode ser compensado por um estilo de vida saudável, que inclui a prática de atividades físicas e a alimentação correta — além de não fumar. Essa é a conclusão de um grande estudo realizado na Universidade College London, na Grã-Bretanha, que avaliou mais de 100.000 pessoas de diversos países da Europa durante dez anos. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira, no periódico Canadian Medical Association Journal (CMAJ).
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Associations of job strain and lifestyle risk factors with risk of coronary artery disease: a meta-analysis of individual participant data

Onde foi divulgada: periódico Canadian Medical Association Journal (CMAJ)

Quem fez: Mika Kivimäki, Solja Nyberg, Eleonor Fransson, Katriina Heikkilä, Lars Alfredsson, Annalisa Casini, Els Clays, Dirk De Bacquer, Nico Dragano, Jane E. Ferrie, Marcel Goldberg, Mark Hamer, Markus Jokela, Robert Karasek, France Kittel

Instituição: Universidade College London, Grã-Bretanha

Dados de amostragem: 102.128 pessoas de 17 a 70 anos de idade

Resultado: O stress no trabalho aumenta a prevalência de doenças cardíacas entre as pessoas. Porém, quem tem um estilo de vida saudável tem esse risco reduzido.
Participaram do estudo 102.128 pessoas de 17 a 70 anos. Elas foram classificadas de acordo com a quantidade de fatores de risco ao estilo de vida que apresentavam. Esses fatores eram: tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e obesidade. Elas foram classificadas entre as que seguiam um estilo de vida saudável (nenhum fator de risco), pouco saudável (um fator de risco) e não saudável (mais do que dois fatores de risco). De acordo com a pesquisa, 12% dos participantes afirmaram sofrer stress no trabalho.
Ao longo de dez anos, a taxa de doença coronariana entre os voluntários foi de 18,4 casos a cada 1.000 pessoas que sofriam stress no trabalho, e de 14,7 casos a cada 1.000 indivíduos que não sofriam do problema. A prevalência de doenças cardíacas em geral também foi maior em quem afirmou sofrer stress no trabalho: 31 casos por 1.000 pessoas – entre aquelas que não se estressavam no trabalho, por outro lado, essa taxa foi de apenas 12 por 1.000 pessoas.
Levando em conta apenas as pessoas que sofriam stress no trabalho e também tinham um estilo de vida saudável, apenas15 a cada 1.000 pessoas apresentaram doenças cardíacas. Entre os que levavam um estilo de vida não saudável, o índice foi de 31,2 a cada 1.000 indivíduos. "Esses dados sugerem que um estilo de vida saudável pode reduzir substancialmente o risco de doença cardíaca entre as pessoas com tensão do trabalho", concluíram os pesquisadores.
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Identifique o que está provocando o stress

É preciso saber o que está provocando o stress no trabalho para que a atitude mais correta seja tomada. O problema pode ser você, então procure avaliar se você está se sobrecarregando porque não delega funções, cobra demais de si mesmo, leva o perfeccionismo ao extremo ou por outro motivo. No entanto, pode ser que as próprias características do trabalho (pressão, risco de vida e prazos apertados, por exemplo) acarretem stress. Finalmente, o ambiente de trabalho, construído pelos funcionários e pelas relações entre eles, pode ser o grande culpado.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Brasileiras ocupam 4º lugar em ranking mundial de stress



Primeira posição é ocupada pela Índia, onde 87% das mulheres são estressadas

Ranking mundial: as mulheres brasileiras estão em quarto lugar em lista mundial de estresse
Ranking mundial: as mulheres brasileiras estão em quarto lugar em lista mundial de estresse (Thinkstock)
Um estudo recente da Nielsen Company global mostra que as mulheres da Índia são as mais estressadas do mundo. O levantamento, que analisou 6.500 mulheres de 21 países, aponta que 87% das indianas se sentem estressadas todo o tempo e 82% delas não têm tempo para relaxar. As brasileiras ocupam a quarta posição do ranking, com 67% das mulheres vivendo sob stress.
A pesquisa da Nielsen destacou que a mulher vem assumindo papéis mais importantes no mercado de trabalho sem, no entanto, deixar de lado as obrigações familiares - o que contribui para os altos níveis de stress. A estrutura social que permite que elas assumam esses papéis, no entanto, é diferente nas economias emergentes e desenvolvidas, o que influencia diretamente na saúde da mulher.
Entre as hipóteses que buscam explicar os motivos do stress está uma teoria levantada pelo jornal The Economic Times, da Índia - a de que a cultura de lugares subdesenvolvidos acaba propiciando o stress na mulher. Segundo a publicação, na Índia as mulheres estariam estressadas porque além de serem pressionadas a ter um emprego moderno, elas teriam ainda de se conformar com os padrões culturais tradicionalistas do país.
Economia — Apesar de serem as mais estressadas, as mulheres indianas são também as que mais gastam consigo mesmas. Mais de três quartos delas gastam com saúde e produtos de beleza, enquanto 96% disseram que gastam com roupas. Segundo a pesquisa, as mulheres de países em desenvolvimento usam o que sobra de seu dinheiro em roupas, saúde e produtos de beleza, alimentos e na educação dos filhos.
Já as mulheres de países desenvolvidos dedicam esse dinheiro para viagens, economias e para o pagamento de dívidas. De acordo com Susan Whiting, vice-presidente da Nielsen, as mulheres vêm aumentando seu poder aquisitivo, e com isso, ganham mais controle e influência sobre as decisões domésticas. "Como resultado, as mulheres de hoje e de amanhã são os principais consumidores em potencial."
A seguir, o ranking dos 21 países analisados na pesquisa:

1 - Índia (87% de mulheres estressadas)
2 - México (74%)
3 - Rússia (69%)
4 - Brasil (67%)
5 - Espanha (66%)
6 - França (65%)
7 - África do Sul (64%)
8 - Itália (64%)
9 - Nigéria (58%)
10 - Turquia (56%)
11 – Grã-Bretanha (55%)
12 – Estados Unidos (53%)
13 - Japão (52%)
14 - Canadá (52%)
15 - Austrália (52%)
16 - China (51%)
17 – Alemanha (47%)
18 - Tailândia (45%)
19 – Coreia do Sul (45%)
20 - Malásia (44%)
21 - Suécia (44%)

Stress no trabalho é risco crescente para a saúde pública



Cerca de 26% dos profissionais que trabalham em ambientes altamente estressantes acabam buscando ajuda médica

Altos índices de stress no emprego levam trabalhadores a procurar ajuda médica para tratar problemas físicos, emocionais e mentais
Altos índices de stress no emprego levam trabalhadores a procurar ajuda médica para tratar problemas físicos, emocionais e mentais (Thinkstock)
O stress no ambiente de trabalho tem feito com que cada vez mais profissionais recorram à ajuda médica - e essa já vem se tornando uma questão de saúde pública. É o que mostra um estudo de economistas da  Universidade de Concordia, no Canadá, publicado no periódico BMC Public Health. Segundo dados do estudo, 26% das pessoas que trabalham em ambientes altamentes estressantes já passou por consultas por problemas fisiológicos, mentais ou emocionais.
Para chegar às conclusões, os economistas analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde da População Canadense (NPHS, sigla em inglês). Todos os participantes tinham entre 18 e 65 anos – maior parte da força de trabalho do país. O estudo incluía estatísticas como número de consultas, doenças crônicas, estado civil, renda, tabagismo e consumo de álcool.
“Existem evidências médicas de que o stress pode afetar adversamente o sistema imunológico, aumentando assim o risco de doenças”, diz Mesbah Sharaf, coautor do estudo. Segundo o pesquisador, diversos estudos já têm relacionado o stress a dores nas costas, câncer colo-retal, doenças infecciosas, problemas cardíacos, dores de cabeça e diabetes. “O stress no trabalho pode também aumentar os comportamentos de risco, tais como tabagismo, abuso de drogas e álcool, e desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação balanceada.”, completa.
Custo do stress no trabalho – Estudos anteriores descobriram que o envelhecimento da população e a prescrição de drogas aumentam o preço dos cuidados com a saúde. Poucos estudos, no entanto, relacionaram os índices de stress do lugar de trabalho com os custos de saúde. “Os gastos com saúde no Canadá, como uma porcentagem do PIB, aumentou de 7% em 1980 para 10,1% em 2007”, informa Sunday Azagba, responsável pelo estudo..
Nos EUA, pesquisas recentes descobriram que 70% dos trabalhadores consideram seu local de trabalho como uma fonte significativa de stress, enquanto 51% relatam que o stress no trabalho reduz sua produtividade. “Estima-se que a utilização de cuidados com a saúde induzido pelo stress custa às empresas americanas 68 bilhões de dólares por ano e reduz seu lucro em 10%”, diz Sharaf.
As despesas totais em saúde nos EUA somam cerca de 2,5 trilhões de dólares, ou 8.047 dólares por pessoa. “Isso representa 17,3% do PIB de 2009 – um aumento de 9% em relação a 1980”, diz Azagba.
Menos stress – Os economistas alertam que reduzir o stress no ambiente de trabalho pode ajudar a reduzir o crescente gasto com saúde e fortalecer a moral dos funcionários. “Gerenciar o stress no trabalho também pode estimular outras vantagens econômicas, tais como aumento de produtividade entre os trabalhadores, além de reduzir o absenteísmo e diminuir a rotatividade de funcionários", diz Azagba.

Vitamina B pode melhorar stress relacionado ao trabalho



Segundo estudo, ingerir maior quantidade da vitamina reduz o problema em até 20%

O fato de que o estresse pode exacerbar o eczema atópico é muito bem aceito
Estresse no trabalho: segundo estudo, consumir mais viamina B pode ajudar a diminuir o problema (ThinkStock)
Consumir mais vitamina B pode reduzir em até 20% os níveis de stress relacionado ao trabalho, de acordo com um estudo feito na Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, e publicado na última edição do periódico Human Psychopharmacology. A pesquisa avaliou 60 voluntários em relação a fatores como personalidade, demanda de trabalho, estado de espírito, ansiedade e tensão. Para um grupo, foram dadas altas doses de vitamina B, enquanto um outro recebeu placebo. Os participantes voltaram ser avaliados após 30 e 90 dias.  “Ao fim desse período de três meses, aqueles que receberam vitamina B demonstraram níveis de stress relacionados ao trabalho 20% menores do que apresentaram no início da pesquisa”, diz o professor e coordenador do estudo, Con Stough. “Por outro lado, aqueles que receberam placebo não evidenciaram mudanças significantivas”.

Saiba mais

VITAMINA B
É um complexo que abrange várias vitaminas, entre elas a B1, B2 e B12. De uma maneira geral, essas vitaminas ajudam a evitar anemia e também na manutenção do sistema nervoso. Podem ser encontradas principalmente em gordura animal, no leite e em alguns grãos. Por isso, é comum que vegetarianos tenham deficiência em relação a esse nutriente. A recomendação diária da vitamina B12, por exemplo, é de 2,4 miligramas, que pode ser encontrada em 150 gramas de carne vermelha ou em dois ovos.
Segundo Stough, essa foi a primeira vez que um estudo do tipo foi feito. Os resultados, para o professor, não foram tão surpreendentes pelo fato de que já era conhecida a importância geral da vitamina B na função cognitiva do homem. “A vitamina B, que é encontrada em todos os alimentos não processados, como carne, feijão e cereais integrais, é essencial para a síntese de neurotransmissores responsáveis pelo bem estar psicológico”, explica Stough. “Qualquer coisa que pudermos fazer para reduzir o stress de trabalho é uma boa coisa, pois isso pode significar a diminuição de problemas cardiovasculares, depressão e ansiedade”.
Embora o estudo tenha apresentado resultados animadores, os pesquisadores acreditam que mais pesquisas são necessárias para comprovar os benefícios da vitamina B. “O ideal é que fizéssemos um estudo com um maior número de participantes e por um tempo maior, durante dois ou três anos”, diz Stough.

Mulheres que têm trabalho exaustivo tendem a comer mais e descontroladamente



Pesquisa concluiu que vida profissional cansativa faz com que essas pessoas, em vez de perderem o apetite, descontem stress e ansiedade na alimentação

Insônia afeta produtividade do trabalhador americano e custa 252,7 dias de trabalho ao país
Vida profissional: mulheres que ficam exaustas com o trabalho têm mais dificuldades de se livrar de transtornos alimentares (ThinkStock)
Mulheres que trabalham exaustivamente são mais propensas a descontar o stress emocional na alimentação. Ou seja, tendem a comer mais quando estão estressadas, ansiosas ou tristes. Essas são as conclusões de um estudo feito no Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional e que será publicado na edição de abril do periódico American Journal of Clinical Nutrition.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Occupational burnout, eating behavior, and weight among working women

Onde foi divulgada: periódico American Journal of Clinical Nutrition

Quem fez: Nina J Nevanperä, Leila Hopsu, Eeva Kuosma, Olavi Ukkola, Jukka Uitti e Jaana H Laitinen

Instituição: Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional, Finlândia

Dados de amostragem: 230 mulheres de 30 a 55 anos que trabalhavam

Resultado: Mulheres que têm vida profissional exaustiva têm mais chances de comerem mais e compulsivamente e menos probabilidade de melhorarem do problema do que aquelas cujo trabalho não é muito cansativos
A pesquisa acompanhou o estilo de vida de 230 mulheres entre 30 e 55 anos. Todas trabalhavam e no início do levantamento responderam a um questionário sobre hábitos alimentares e rotina de trabalho. De todas as mulheres entrevistadas, 22% consideravam exercer atividades exaustivas e estressantes.
Os pesquisadores observaram que as mulheres que trabalhavam exaustivamente tinham tendência maior a problemas com compulsão e exagero na alimentação. Aquelas que comiam demais por outros motivos, já que não consideravam ter uma vida profissional cansativa, tendiam a se livrar do problema com o passar de um ano.
As mulheres que sofriam com transtorno alimentar e também com atividades exaustivas no trabalho nao conseguiam se livrar do problema com alimentação.
“As mulheres que têm uma vida profissional cansativa são mais vulneráveis a problemas de compulsão alimentar, além de terem menor capacidade de mudar seus hábitos”, afirma a coordenadora do estudo, Nina Nevanpera. Segundo a pesquisadora, a exaustão profissional deve ser algo considerado na avaliação e tratamento da obesidade.

Stress no trabalho aumenta em até 70% risco de problemas cardiovasculares em mulheres



Pesquisa feita em Harvard mostrou que empregos que exigem muitas tarefas em pouco tempo elevam chances de mortes por doenças do coração

O fato de que o estresse pode exacerbar o eczema atópico é muito bem aceito
Stress no trabalho é risco a longo prazo para saúde cardíaca da mulher, diz estudo (ThinkStock)
Mulheres que trabalham em ambientes muito estressantes, em comparação com quem sofre menos stress no emprego, têm um risco maior de passarem por uma cirurgia cardíaca, de sofrerem algum evento cardiovascular, como um infarto ou um derrame cerebral, ou então de morrerem em decorrência de um problema como esse. Essa é a conclusão de um estudo feito no Hospital Brigham and Women, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One, porém, a insegurança em relação ao emprego não afeta essas chances.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Job Strain, Job Insecurity, and Incident Cardiovascular Disease in the Women’s Health Study: Results from a 10-Year Prospective Study

Onde foi divulgada: revista PLoS One

Quem fez: Natalie Slopen, Robert Glynn, Julie Buring, Tené T. Lewis, David Williams e Michelle Albert

Instituição: Hospital Brigham and Women da Universidade de Harvard, Estados Unidos

Dados de amostragem: 22.086 mulheres com idade média de 57 anos

Resultado: Trabalhos estressantes e altamente tensos aumentam em 40% chances de evento cardiovascular, morte por um problema desses e cirurgia cardíaca e em 70% risco de infarto não fatal
Os pesquisadores consideraram um trabalho muito estressante como aquele cujas tarefas demandam muito das mulheres — ou seja, as fazem produzir o tempo todo com prazos difíceis de serem cumpridos e as deixam sempre em estado de tensão. Segundo os resultados, em relação a mulheres cujo emprego era menos estressante, aquelas que sofriam mais stress no trabalho tiveram um risco 40% maior de terem qualquer problema decorrente de uma doença cardiovascular (ataque cardíaco, AVC, cirurgia ou morte) e aproximadamente 70% mais chances de sofrerem um infarto não fatal.
Essas conclusões foram baseadas em 10 anos de pesquisa feita com 22.086 mulheres que tinham, em média, 57 anos quando o estudo começou. Durante esse período, foram registrados 170 ataques cardíacos, 163 casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 52 mortes por doença cardiovascular. Ao calcularem a relação entre stress no trabalho e esses eventos cardíacos, os pesquisadores também levaram em consideração outros fatores de risco, como idade, estilo de vida e hábitos alimentares.
“Empregos altamente estressantes e que provocam tensão entre os trabalhadores são uma forma de stress psicológico e surtem efeitos adversos à saúde cardiovascular a mulher a longo prazo. Nossos resultados sugerem a necessidade de cuidados especiais de saúde a pessoas que sofrem maior tensão no trabalho e que, portanto, podem ter um maior risco de eventos cardiovasculares”, diz a coordenadora da pesquisa, Michelle Albert.

Stress no trabalho dobra o risco de diabetes em mulheres



Ocupar cargos de baixa hierarquia também está associado à doença, que se favorece com mudanças na alimentação e distúrbios hormonais e imunológicos

Insônia afeta produtividade do trabalhador americano e custa 252,7 dias de trabalho ao país
Trabalho: ambientes estressantes elevam risco de diabetes (ThinkStock)
Mulheres que sofrem stress em seu local de trabalho e que ocupam cargos de baixa hierarquia correm um risco duas vezes maior de desenvolver diabetes do que as que não sofrem pressão profissional, segundo um estudo publicado esta semana no periódico Occupational Medicine. De acordo com Peter Smith, um dos autores do da pesquisa, as mulheres, diferente dos homens, costumam reagir ao stress comendo mais produtos com açúcar e gordura, o que eleva o risco da doença.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The psychosocial work environment and incident diabetes in Ontario, Canada

Onde foi divulgada: periódico Occupational Medicine

Quem fez: Peter Smith e Richard Glaizer

Instituição: Instituto de Pesquisas sobre Trabalho e Saúde e Instituto de Ciência Clínica Avaliativa, Canadá

Dados de amostragem: 7.443 pessoas em atividade

Resultado: Mulheres que sofrem stress no trabalho têm o dobro de chances de terem diabetes do que as outras. Isso se deve a mudanças na alimentação (elas comem mais gorduras e açúcar), no estilo de vida (mais sedentário) e em mudanças hormonais e imunológicas
O estudo, feito no Instituto de Pesquisas sobre Trabalho e Saúde (IWH, na sigla em inglês) e no Instituto de Ciência Clínica Avaliativa (ICES, na sigla em inglês), ambos no Canadá, mostrou uma relação entre o grau de autonomia no trabalho e a incidência de diabetes na população feminina, como destacaram os autores no artigo. Ao todo, foram acompanhadas 7.443 pessoas em atividade durante nove anos. Os cientistas descobriram que a proporção de casos de diabetes devido ao stress profissional entre as mulheres foi de 19%. Esta cifra é superior às relacionadas com o tabagismo, a bebida, a atividade física ou o nível de consumo de frutas e verduras, mas menor que o risco representado pela obesidade.
Segundo os pesquisadores, outros motivos além da alimentação inadequada e do pouco gasto calórico explicam essa relação entre stress no trabalho e diabetes. Eles explicam que a doença se favorece por perturbações geradas no sistema neuroendocrinológico e no sistema imunológico, que provocam maior produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina. A pesquisa não identificou, no entanto, a mesma relação entre os homens. De acordo com Smith, eles reagem de forma diferente ao stresse tanto no plano hormonal quanto nos hábitos de consumo.

sábado, 25 de agosto de 2012

Estresse causado por conflito urbano maltrata coração, mas é possível evitar danos.


Estresse causado por conflito urbano maltrata coração, mas é possível evitar danos.



RIO - Em meio à guerra do tráfico, a ansiedade, o medo e a angústia afetam todo o corpo, e, nessas horas, o coração é o órgão mais vulnerável ao descontrole emocional. A permanente situação de estresse coloca o órgão em descompasso, completamente fora de ritmo, mostra reportagem de Antônio Marinho, publicada neste domingo pelo GLOBO. E já que está difícil manter-se calmo, uma boa forma de se proteger é reforçar medidas como manter uma dieta saudável, praticar exercícios, incluindo sexo, e evitar o cigarro e o abuso de álcool, que pode até relaxar por algumas horas, mas depois traz efeitos piores.
Quando há uma guerra, como a que vivemos nos centros urbanos, aumenta o número de casos de pessoas sofrendo de problemas cardíacos, alerta o médico Elias Knobel, organizador do livro "Coração... é emoção" (da Atheneu), no qual os autores falam da influência das emoções sobre o coração.
- Isso ficou evidente no ano em que as Torres Gêmeas em Nova York foram derrubadas por terroristas. Naquele ano, aumentou o índice de arritmias e infarto entre americanos. Com a medicina atual, conseguimos reduzir a incidência de doenças cardiovasculares, controlando a pressão, as taxas de gorduras no sangue e o diabetes, porém está cada vez mais difícil cuidar do aspecto emocional, especialmente em situações de conflitos - afirma Knobel, diretor emérito e fundador do Centro de Terapia Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo - Às vezes o indivíduo não sofre do coração mas o estresse é a gota d' água para desencadear a crise de angina ou infarto.
Sob estresse o órgão é o alvo de choque, explica Knobel. Tanto que existe uma doença cardíaca diretamente associada ao problema: a "síndrome do coração partido", na qual os sintomas lembram o de um infarto, mas sem o entupimento das artérias coronárias. Também há relatos de pessoas que chegam ao consultório com queixas de falta de ar e palpitação no peito achando que estão morrendo. Quando o médico vai examiná-las, não encontra qualquer lesão física no coração. Esses sintomas quase sempre estão relacionados à síndrome do pânico, ao estresse ou à depressão.
- O que acontece é que nem sempre o médico está seguro desse diagnóstico e a pessoa acaba sendo medicada para um mal cardíaco, como a hipertensão arterial. Dependendo da avaliação, basta controlar o emocional do paciente para ele ficar bem - comenta o médico. - Vale lembrar que pessoas que apresentam um comportamento hostil, agressivo e rancoroso são ainda mais vulneráveis e correm o risco de sofrer sérios danos cardíacos.

Pesquisa com executivos revela que 42,6% dos homens e 54,6% das mulheres estão na faixa de estresse excessivo.


Pesquisa com executivos revela que 42,6% dos homens e 54,6% das mulheres estão na faixa de estresse excessivo.


RIO - O estresse é o inimigo número um dos executivos cariocas. Isso é o que demonstra a pesquisa realizada pelo Vita Check-Up Center, centro especializado em medicina preventiva do Rio de Janeiro, com cerca de sete mil clientes da cidade. Dos avaliados, 76,5% eram do sexo masculino e 23,5% do feminino, com idade média de 45 anos, entre os homens; e de 41 anos, entre as mulheres. Observou-se que 42,6% dos homens e 54,6% das mulheres estão em faixas de estresse excessivo, que são as de graus 3 e 4.
- Esses níveis elevados podem, frequentemente, trazer reflexos na saúde, no relacionamento pessoal, familiar e profissional, acarretando queda de desempenho de produtividade no trabalho e na atividade intelectual e sexual - analisa a Dra. Márcia Merquior, psicóloga responsável do Vita Check-up Center.
Os reflexos do estresse na saúde do profissional são representados pelos números. Em relação à pressão arterial, por exemplo, constatou-se que um quarto do grupo, ou seja, 26,7% dos homens e 22,4% das mulheres, apresentam níveis elevados.
- É um índice alto para a faixa etária estudada em relação à população total. Cerca de 10% em ambos os sexos estão com níveis compatíveis com o que consideramos como pré-hipertensão - explica o Dr. Antonio Carlos Till, clínico geral e cardiologista, diretor do Vita Check-Up Center.
Till considera que há dois lados nessa questão: o posicionamento pessoal e o da empresa.
- É muito importante que a pessoa mude os seus hábitos alimentares, durma bem, pratique atividades físicas, dentre outras posturas favoráveis ao bem estar. Porém, a empresa também deve se comprometer em oferecer boas condições aos seus colaboradores, como instalar uma academia, criar um espaço de relaxamento e de convivência entre os funcionários. Essa postura demonstra preocupação e valorização ao trabalho do funcionário.
O sedentarismo é um dos fatores que preocupa no resultado do levantamento. Constatou-se que 47,3% dos analisados são sedentários. A obesidade, uma das consequências da ausência de exercícios físicos, também preocupa: 65% dos executivos apresentam sobrepeso ou obesidade, contra 29,7% das executivas. Apesar do peso médio inferior, a medida da circunferência abdominal feminina, um importante dado de risco cardiovascular, apresentou-se tão elevada quanto a dos homens (27,5%), atingindo 25,9% das avaliadas.
- A questão do sobrepeso e da obesidade merece muita atenção. Ela está na base de muitas doenças, como a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas articulares, musculares e distúrbios de sono. Esse fator, associado ao sedentarismo, é muito perigoso, já que 60% das doenças que a pessoa pode desenvolver durante a vida estão ligadas aos hábitos pouco saudáveis - analisa Till.
Uma das alterações advindas do sobrepeso é o colesterol em níveis elevados. Na pesquisa, foi observado que mais da metade do grupo masculino (54,8%) está na faixa acima da normalidade. Dentre as mulheres, 41,8% foram identificadas com níveis de colesterol elevados.
Em termos de fatores de risco cardiovascular evidenciou-se que 75% de ambos os sexos possuem pelo menos um fator. São considerados fatores de risco a presença de histórico familiar de doença coronariana e diabetes, histórico pessoal de hipertensão arterial, diabetes, fumo, sedentarismo e obesidade.
- Se o funcionário estiver estressado e doente não será produtivo. A exaustão impede que qualquer um exerça as suas funções de maneira satisfatória, mesmo estando presente no ambiente de trabalho. Os gestores precisam entender que investir em um local de trabalho saudável e agradável fará bem à produção de sua empresa - analisa Márcia.