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sábado, 11 de maio de 2013

Cuidados que todo profissional deve ter com a saúde



  • Médico dá orientações para levar uma vida mais saudável e evitar doenças desencadeadas, muitas vezes, pelo estresse
  • Excesso de peso, ansiedade, dores nas costas e no pescoço e hipertensão são alguns dos males que afetam, principalmente, os executivos, segundo pesquisa recente



Praticar atividades físicas, além de aliviar o estresse, contribui para o controle do peso, para o fortalecimento da musculatura, para a redução da gordura corporal e previne doenças cardiovasculares e o diabetes.
Foto: Ana Branco / Agência O Globo
Praticar atividades físicas, além de aliviar o estresse, contribui para o controle do peso, para o fortalecimento da musculatura, para a redução da gordura corporal e previne doenças cardiovasculares e o diabetes. Ana Branco / Agência O Globo
RIO - Pesquisa recente apontou que excesso de peso, dores de pescoço e nas costas e ansiedade atingem quase 20% dos executivos brasileiros. Além desses males, outros problemas de saúde, como insônia, rinite, hipertensão, níveis de colesterol e triglicerídeos altos e alergia de pele, são apresentados, não só por profissionais de média e alta gerência, como em todos os níveis. O estresse seria o grande responsável pelo desencadeamento de várias dessas doenças, afirmam os especialistas.
Mas como evitar ou minimizar os sintomas desses males? Ter uma alimentação balanceada, dormir bem, praticar atividades físicas e desenvolver outros interesses que não tenham ligação com o trabalho são algumas das orientações do clínico e cardiologista Antonio Carlos Till, diretor-médico do Vita Check-up Center, para manter a saúde em dia. Confira abaixo os conselhos do médico:
Mantenha uma alimentação saudável - balanceada, rica em verduras, legumes, frutas, fibras e carnes brancas e ingestão de carboidratos em quantidade moderada. Esse hábito auxilia na conservação do peso normal, facilitando um bom sono e evitando doenças como diabetes, infarto e hipertensão arterial.
Faça atividade física e não se esqueça dos alongamentos - O objetivo não é tornar-se um atleta, mas manter uma atividade física aeróbica regular contribui para o controle do peso, para o fortalecimento da musculatura, para a redução da gordura corporal e previne doenças cardiovasculares e o diabetes, além de aumentar a disposição física e colaborar para o controle do estresse emocional.
Não fume - Não ter esse hábito melhora a qualidade de vida, pois previne diversos tipos de câncer, de doença cardiovascular e até mesmo de disfunção erétil.
Modere o consumo de bebidas alcoólicas - O álcool não é um bom companheiro, já que pode influenciar negativamente a qualidade do sono, alterando o comportamento emocional, diminuindo a capacidade física. E, quando em excesso significativo, as bebidas alcoólicas levam à lesão hepática e ao déficit significativo do desempenho intelectual.
Durma bem - O sono influencia o desempenho intelectual e a capacidade de memória e é fundamental para repor as energias. Trate esse item com atenção, procurando reservar sempre um bom intervalo de sono com qualidade. Dessa forma, antes de dormir, evite alguns hábitos como fazer refeições volumosas; consumir álcool em quantidades além das indicadas; trabalhar, principalmente em computador; ver TV, especialmente telejornais; discutir e/ou conversar temas que fomentem ansiedade e/ou preocupação; exercitar-se fisicamente. Criar um ambiente adequado a uma boa noite de sono, com baixa luminosidade, temperatura ideal e pouco ruído também é boa opção para dormir com qualidade.
Cuide de sua aparência - Procure manter uma boa postura corporal, o peso controlado e proteja sua pele. Não se exponha ao sol em excesso e faça exercícios.
Mantenha suas vacinas em dia. Adultos também se vacinam. Muita gente desconhece a importância da prevenção contra tétano, as hepatites e outras doenças evitáveis.
Administre o estresse - Ele é inevitável em nossas vidas, mas pode ser gerenciado, o que minimiza seu impacto. Periodicamente, tenha um momento de lazer com os amigos e curta a família. Namore, passeie, viaje, vá ao cinema e ao teatro, e, porque não, jogue conversa fora com os amigos.
Desenvolva outros interesses - Matricule-se em um curso de fotografia, em um clube de vinhos, faça uma aula de dança. Estude algo que sempre você teve curiosidade. Enfim, ponha sua cabeça e seus sentidos em áreas diferentes do trabalho. Leia sobre assuntos diversos dos profissionais. Um bom romance ou uma boa história faz bem à cabeça, ajuda na qualidade de nosso sono.
Faça check-up de saúde com regularidade - Conhecer o corpo ajuda na precaução de doenças e permite tomar atitudes que podem prolongar e melhorar a qualidade de vida, o que ajuda na relação consigo mesmo e com aqueles que nos amam.

Viver bem e viver muito.



Como a obesidade arranha o otimismo e a capacidade brasileira de gerar riqueza

CRISTIANE SEGATTO

“O Brasil só irá pra frente se investir em educação”. Quantas vezes você já ouviu ou repetiu essa frase? Ninguém discorda que melhorar o nível educacional da população é uma providência urgente e estratégica. Essa é uma unanimidade nacional -- ainda que, em certa medida, não passe de recurso retórico. 
A mesma consciência não existe em relação à saúde. Todos nós queremos viver bem e, de preferência, viver bastante. Por isso, defendemos que o governo melhore a saúde pública, os planos de saúde funcionem direito e os médicos e hospitais atuem com ética e eficiência. O alcance da reflexão termina aí. Agimos com o imediatismo das crianças de três anos.  
A sociedade brasileira ainda não percebeu que melhorar as condições de saúde da população é um movimento estratégico para o crescimento social e econômico do país. Não entendeu que a questão envolve (e ameaça) a capacidade brasileira de gerar riqueza e renda.  
Muitos especialistas sabem disso e, de vez em quando, escrevem artigos esclarecedores destinados ao grande público. Jornalistas como eu e uma meia dúzia de colegas insistimos nessa tecla não por falta de assunto, mas por perceber o tamanho do buraco em que o país está se metendo.  
É um trabalho de formiguinha. Espero que, de alguma forma, ele ajude a fomentar a consciência de que o desenvolvimento de um país depende da saúde tanto quanto depende da educação. Essa consciência já existe aqui e ali, mas precisa ser geral, homogênea, cristalizada.  
Uma forma de construí-la é destacar não apenas as necessidades de bem-estar individual, mas apontar as dores em uma das partes mais sensíveis do corpo humano e das instituições: o bolso.  
Poucos exemplos são tão eloquentes quanto o da obesidade. Ela é hoje o maior desafio de saúde que o Brasil enfrenta. Pelas perdas de qualidade de vida e de dinheiro que provoca e, principalmente, pelas que ainda vai provocar. O SUS gasta R$ 488 milhões por ano para tratar a doença e 26 males decorrentes dela, como câncer, males cardiovasculares e diabetes. A obesidade e suas complicações provocam absenteísmo nas empresas, reduzem a renda das famílias, causam sofrimento, morte, perdas emocionais e econômicas. 
Segundo projeções realizadas nos Estados Unidos, a atual geração de crianças pode ser a primeira na história a viver menos que os pais. O Brasil segue o mesmo caminho. 
Quase metade da população brasileira pesa mais do que deveria (48%). O histórico médico das crianças já é comparável (ou pior !!!) que o dos avós: colesterol alto, diabetes, desgaste nas articulações.  
Frear a epidemia é responsabilidade de todos (escola, governos, indústria), mas um fato não pode ser subestimado: a obesidade é construída dentro de casa. Ela é transmitida de geração em geração -- e não apenas pelos genes.  
Queria ver, de perto, como e por que isso ocorre. Nas últimas semanas, acompanhei a história de três gerações de duas famílias marcadas pela obesidade. Acompanhei os hábitos e tomei contato com as emoções que contribuem para o excesso de peso. Foi uma experiência ímpar.  
Com essas famílias, entendi muito mais sobre a complicada transição nutricional sofrida pelo Brasil do que seria capaz de apreender apenas pela leitura de livros e artigos científicos consultados para a construção desta reportagem. O resultado ganhou a capa da edição impressa desta semana. Produzimos também conteúdos complementares para o site e para os tablets.
A obesidade sempre esteve e continuará estando no nosso radar. Desta vez, nos concentramos nos ingredientes familiares que contribuem para o espantoso fenômeno que o Brasil vive. É uma nova abordagem sobre um tema tratado pelos mais variados aspectos em nossas páginas e nesta coluna. Olhar para ele e para os desafios de saúde que o país enfrenta é o nosso compromisso. A causa é boa e esta formiguinha tem disposição.

domingo, 7 de abril de 2013

A receita de saúde do nobel de medicina


O americano Louis Ignarro, conhecido como pai do Viagra e ganhador do prêmio em 1998 tem vida regrada e disciplina de monge

Mariana Timóteo

SÃO PAULO - O americano Louis Ignarro, 71 anos, sabe bem o que faz bem para o coração. Ele é autor de uma série de estudos sobre o óxido nítrico, molécula vasodilatadora, que lhe renderam tanto o Nobel de Medicina em 1998 quanto o apelido de "Pai do Viagra", já que as ações da molécula foram fundamentais no desenvolvimento do medicamento. Em visita a São Paulo na semana passada, Ignarro disse que 90% das doenças cardíacas ocorrem devido a maus hábitos e 10% à má genética. Ou seja, é preciso agir, o que basicamente consiste em comer bem e praticar exercícios físicos.

- Viajo o mundo todo, quando não tenho tempo de me exercitar em horários normais, acordo às 4h, por que não? As pessoas têm que pensar: se eu não me colocar em primeiro lugar, quem vai colocar?

Até três anos atrás, ele era corredor de maratona (42 km), "até meus joelhos dizerem: não mais". Para manter o gasto de energia que tinha com as corridas, Ignarro escolheu o ciclismo. A meta é pedalar 200 km por semana, seja ao ar livre, na academia, ou nas aulas de spinning. Além disso, ele faz 45 minutos de musculação de terça a sexta, e 30 minutos de alongamento diariamente. Menos às segundas,"dia de descanso".

Além dos exercícios, Ignarro dorme de seis a sete horas por dia e é fã de produtos naturais; ele é, inclusive, garoto-propaganda da Herbalife. O café da manhã, aliás, é um shake de proteína da marca, ao qual ele adiciona um monte de frutas, leite de soja e gelo.

- Tomo dois copos de manhã, cada um tem só 80 calorias, e isso me deixa saciado até a hora do almoço - garante.

Como boa parte dos americanos, principalmente moradores da Califórnia, como ele, Ignarro não faz do almoço a principal refeição do dia, lugar ocupado pelo jantar. No almoço, iogurte e frutas; às vezes, ovos. O lanche é uma ou duas fatias de pão integral com manteiga ou geleia. No jantar, salada ou legumes cozidos (temperados com azeite de oliva ou trufado, "porque o azeite é um óleo bom"), uma carne ("peixe ao menos duas vezes por semana, faço questão do meu salmão") e massa integral, "porque, afinal, sou descendente de italianos". Ignarro toma dois copos de vinho tinto por dia, por causa da propriedade antioxidante "mais do que comprovada".

- Se eu fosse magrinho, acrescentaria ainda uma xícara de oleaginosas (nozes, amêndoas, castanha-do-pará, avelã, macadâmia) à minha dieta diária. Porque, é impressionante, uma xícara aumenta em minutos a quantidade de óxido nítrico no sangue. O problema é que as oleaginosas são muito calóricas. Quando tenho vontade de doce, opto pelo chocolate com 70% ou mais de cacau.