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sábado, 10 de novembro de 2012

Reposição hormonal alivia os efeitos do processo de envelhecimento



Médicos explicam como funciona a terapia para homens e mulheres.
Saiba para quem o tratamento é indicado e quais pessoas não devem fazer.

Tratamentos hormonais aos 40 ou 50 anos têm ajudado homens e principalmente mulheres a retardar o processo de envelhecimento e aliviar seus efeitos.

Com a reposição de estrógeno e progesterona, por exemplo, o corpo feminino enfrenta melhor a menopausa, sem tantos sintomas indesejáveis.
Esse assunto, porém, provoca muitas dúvidas. Várias mulheres têm medo de desenvolver câncer de mama ou útero, por exemplo. Segundo os ginecologistas José Bento e Nilson Roberto de Melo, cada caso deve ser avaliado individualmente sobre as eventuais recomendações e contraindicações.
Reposição hormonal versão final (Foto: Arte/G1)reposição hormonal pode ser feita com dosagens relativamente baixas, por via oral ou transdérmica (adesivo, gel ou creme). Neste último tipo, os hormônios são absorvidos pela pele, caem na corrente sanguínea e se espalham pelo corpo. A vantagem da opção não-oral, segundo José Bento, é que ela não agride o fígado.
Como o sistema hormonal é o “maestro” do corpo, um desequilíbrio pode desencadear doenças e acelerar o processo de envelhecimento. Veja abaixo a função de cada hormônio:Veja todas as notícias sobre saúde do homem
- DHEA: regula o estresse
- Testosterona: controla a libido, a potência sexual, o coração, o tecido gorduroso e a musculatura
- Estrógeno e progesterona: age na libido, no coração, no tecido gorduroso e na densidade óssea
- Pregnenolona: regula a memória e o metabolismo neuronal
- T3 e T4: controla o metabolismo corporal, o peso, a energia, a pele, os cabelos, as unhas e o funcionamento intestinal
- Melatonina: é responsável pelos receptores hormonais, pelo sistema imune e pela qualidade do sono.
As taxas hormonais não caem porque envelhecemos, mas envelhecemos porque o corpo para de produzir as quantidades suficientes de hormônios. E eles não começam a cair ao mesmo tempo.
Esse nível nos homens geralmente baixa oito anos antes das mulheres, mas neles a redução é mais lenta. O sexo feminino passa praticamente três quartos da vida sob forte influência do sistema endócrino e se torna bem mais suscetível a flutuações hormonais.
O estrógeno reduz 30% aos 50 anos, com flutuações na menopausa. Já a progesterona tem queda de 75% entre os 35 e 50 anos, com contínuo declínio. Após a menopausa, ela praticamente desaparece. Esse hormônio tem a finalidade de manter a gravidez e proteger contra o câncer de endométrio (revestimento do útero), pólipos e miomas.
A testosterona baixa 40% entre os 40 e 60 anos e, aos 80 anos, fica praticamente zero. O DHEA diminui 50% entre os 25 e 50 anos. E, aproximadamente aos 75 anos, ele cai mais 50%.
Menopausa (Foto: Arte/G1)
Na menopausa, as mulheres ganham mais gordura na barriga e, consequentemente, aumentam as chances de sofrer um infarto. Muitas mantêm o peso, mesmo tendo menos músculos e mais gordura.
A queda do estrógeno causa uma “masculinização” no corpo da mulher. Ela deixa de ter curvas acentuadas, de "pera", e passa a ter as formas mais quadradas, de "maçã".
O metabolismo mais lento também propicia o aumento da massa gorda. Mulheres que não podem fazer reposição devem seguir uma dieta de baixa caloria e fazer atividade física para controlar o peso.
Dicas de hábitos saudáveis
- Tenha uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes, vegetais, cálcio e peixes
- Limite o consumo de carne vermelha a uma ou duas porções por semana
- Aumente o consumo de soja, tofu, linhaça e semente de abóbora
- Evite frituras, gorduras, massas, doces, sal e café
- Beba muito líquido: no mínimo oito copos de água por dia
- Faça exercícios regulares
- Procure um médico para acompanhar suas taxas hormonais, por exame de sangue
- Pare de fumar e diminua a ingestão de bebida alcoólica
- Durma bem, de sete a oito horas por dia

domingo, 14 de outubro de 2012

Terapia de reposição hormonal protege a saúde cardíaca da mulher, diz estudo



Pesquisa reafirmou que a técnica é segura e promove benefícios à saúde sem aumentar as chances de câncer de mama ou trombose venosa

A terapia de reposição hormonal controla os sintomas típicos da menopausa, como as frequentes ondas de calor
A terapia de reposição hormonal controla os sintomas típicos da menopausa, como as frequentes ondas de calor(Thinkstock)
De acordo com uma pesquisa feita na Dinamarca, mulheres que passam a fazer reposição hormonal durante dez anos após a menopausa apresentam um risco significativamente menor de mortalidade, insuficiência cardíaca e de infarto. Esse efeito positivo ocorre sem que as chances de efeitos adversos como trombose venosa profunda, câncer e derrame cerebral sejam aumentadas, revelou o estudo, que foi publicado nesta semana no site do periódico British Medical Journal (BMJ).

Tipos de terapia hormonal:

TERAPIA DE ESTROGÊNIO E PROGESTERONA
Antes da menopausa, os ovários da mulher produzem estrogênio e, quando ela ovula, progesterona. Após esse período, os níveis desses hormônios no organismo sofrem uma queda. A TEP fornece uma parte do estrogênio e da progesterona produzidos pelos ovários antes da menopausa. O estrogênio aplicado sozinho pode surtir efeitos adversos, como a hiperplasia do endométrio, que é o espessamento do revestimento uterino e pode resultar em câncer. No entanto, a progesterona elimina esse risco de câncer e, por isso, é recomendada a mulheres que não fizeram histerectomia (retirada do útero).
TERAPIA DE ESTROGÊNIO
Fornece uma parte do estrogênio produzido pelos ovários antes da menopausa e é recomendada a mulheres que fizeram histerectomia, já que, como elas não possuem mais o útero, não correm o risco de ter câncer no órgão. Assim, elas não precisam da progesterona. Os efeitos sobre os sintomas da menopausa são semelhantes aos da terapia de estrogênio e progesterona.
Discussão — A segurança da terapia de reposição hormonal foi questionada diversas vezes pelas pesquisas científicas. A técnica passou a ser utilizada na década de 1980 e foi muito bem recebida por ajudar as mulheres ao atenuar os principais sintomas da menopausa, mas os seus riscos eram praticamente ignorados. No entanto, em 2002, os resultados de um estudo que durou dez anos, o Women’s Health Initiative (WHI, Iniciativa da Saúde da Mulher, em tradução livre), revelou que a terapia apresenta, sim, danos à saúde da mulher se for usada desenfreadamente. Por isso, a partir da divulgação dessa pesquisa, seu uso foi reduzido pelo medo principalmente do câncer de mama.
Porém, de 2002 para cá, muitos estudos sobre a reposição hormonal foram feitos e suas conclusões devolveram aos médicos a confiança na segurança e na eficácia da terapia quando indicada de forma correta. A nova pesquisa dinamarquesa acrescentou mais evidências a favor da terapia, mostrando que não há riscos adicionais da técnica para a saúde cardiovascular se utilizada a longo prazo e nem se passar a ser aplicada logo após a menopausa.
Pesquisa — Participaram do estudo 1.006 mulheres de 45 a 58 anos. Metade das participantes foi submetida à reposição hormonal durante dez anos seguidos e o restante não fez nenhum tratamento do tipo. Ao longo desse período, 33 mulheres que não passaram pela terapia hormonal tiveram algum um evento cardiovascular (resultando ou não em morte), enquanto, entre o grupo da reposição hormonal, esse número foi de 16 pacientes. Segundo os autores, as mulheres do grupo da reposição hormonal não apresentaram maiores riscos de câncer de mama, trombose venosa ou AVC em comparação com as pacientes que não se submeteram ao tratamento. 
Métodos de administração da terapia hormonal

Pílula

O que é: Um comprimido que contém diferentes doses de hormônio e que deve ser tomado via oral. O hormônio é absorvido pelo intestino, levado à corrente sanguínea e, quando chega ao fígado, é metabolizado e transformado em diversas formas de estrogênio.
Efeitos colaterais: Como o hormônio é metabolizado pelo fígado, os efeitos comuns de toda a terapia hormonal — inchaço, aumento de peso, dores de cabeça, alterações de humor e do desejo sexual, tontura e náuseas — podem ser mais intensos, dependendo da paciente. Também pode ocorrer sangramentos irregulares com o esquecimento de alguma pílula.

Adesivo

O que é: Tiras ou rodelas finas adesivas que contêm o hormônio estradiol e que devem ser coladas sobre a pele seca (antebraço, tronco ou abaixo da cintura) uma ou duas vezes por semana, dependendo do adesivo. O hormônio é absorvido lentamente pela pele e, assim, chega na corrente sanguínea sem ser metabolizado pelo fígado. Por isso, são necessárias quantidades menores de hormônios.
Efeitos colaterais: Pode ocorrer alergia da pele à cola, causando coceira, irritação e vermelhidão na região onde o adesivo é colocado. Pode provocar os efeitos comuns de toda a terapia hormonal, mas de maneira mais branda, já que os hormônios não são metabolizados pelo fígado.

Gel cutâneo

O que é: Deve ser aplicado todos os dias sobre uma região limpa e seca da pele. A quantidade de gel aplicada varia e deve aumentar somente se não houver alívio dos sintomas da menopausa. Assim como com o adesivo, os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea.
Efeitos colaterais: Pode ocorrer alergia da pele ao gel, causando coceira, irritação e vermelhidão na região onde é aplicado. Podem aparecer ainda os efeitos comuns de toda a terapia hormonal, mesmo que de maneira mais branda, já que os hormônios não são metabolizados pelo fígado.

Anel vaginal

O que é: O anel contém estrogênio e é inserido na vagina, onde deve ficar por três meses. O hormônio, então, é absorvido diretamente pela corrente sanguínea. É recomendado para tratar sudorese noturna, ondas de calor e ressecamento vaginal. Mulheres que não passaram pela histerectomia devem tomar também progesterona.
Efeitos colaterais: Como toda terapia hormonal, pode causar inchaço, dores de cabeça, alterações de humor e náuseas.

Implantes

O que é: São pequenos comprimidos inseridos sob a pele do abdome ou da coxa. Libera hormônios (estrogênio; estrogênio e progesterona; ou ambos mais testosterona, dependendo do produto) na corrente sanguínea e pode ser usado por até oito meses, dependendo da paciente e da dose administrada.
Efeitos colaterais: É possível que a mulher apresente taquifilaxia, condição em que ela passa a apresentar sintomas da menopausa mesmo com níveis hormonais normais. Isso faz com que ela necessite de doses mais altas de hormônios.

Spray nasal

O que é: Mais comum em países da Europa, o spray deve ser aplicado em cada uma das narinas todos os dias no mesmo horário. A dosagem do produto varia de mulher para mulher. Caso a mulher não tenha feito a histerectomia, precisará de doses extras de progesterona.
Efeitos colaterais: Pode provocar irritação na mucosa nasal, além de formigamento e sangramento. Não é tolerado por quem tem rinite.





sábado, 13 de outubro de 2012

Reposição hormonal na menopausa




menopausa-medeiros-veja-com
A menopausa é um problema clínico importante. Ela marca, com sintomas clínicos, psicológicos e hormonais, o fim do período fértil da mulher. Geralmente ocorre ao redor dos 50 anos. Mas há também a menopausa precoce, antes dos 40 anos, e a menopausa tardia, entre 50 e 55 anos.
A menopausa é precedida por um período de pré-menopausa em que existe irregularidade das menstruações, quase sempre sem prévia ovulação. Neste período praticamente não existem sintomas clínicos ou queixas relativas ao bem-estar. Com a cessação dos períodos menstruais, começam os sinais e sintomas da menopausa: calores noturnos seguidos de ampla sudorese, principalmente na região da cabeça e pescoço, angústia noturna, ansiedade com eventual compulsão alimentar, vontade de chorar por motivos pouco importantes, irritabilidade (o chamado “pavio curto”) e eventualmente sintomas depressivos. Na parte física a mulher pode notar decréscimo da secreção vaginal, diminuição da libido e do desejo sexual, alterações do tegumento cutâneo (pele e cabelos) bem como ganho de peso. Diante de tantos sintomas e sinais, o médico deve optar por uma solução terapêutica.
Filosoficamente, é uma injustiça profunda o fato de o sexo feminino passar por este período tormentoso da menopausa, enquanto os varões continuam, ininterruptamente, a produzir o hormônio masculino até idade muito avançada.
Mecanismos hormonais da menopausa
Os ovários contêm uma quantidade de óvulos em “estoque” para a ovulação mensal desde a primeira menstruação (menarca) até o fim do período fértil (menopausa). O número de óvulos em cada ovário não é o mesmo em todas as mulheres. Assim, as mulheres com maior número de óvulos potencialmente terão a menopausa mais tarde (50 anos e mais), enquanto aquelas com número pequeno de óvulos poderão ter menopausa precoce (antes dos 40 anos).
Com a falta de ovulação, a mulher deixa de ser fértil. No entanto, os ovários podem, ainda, secretar o hormônio feminino – estradiol – por período variável, mantendo o organismo feminino com nível adequado de estrógenos e sem sintomas. Ao fim de meses ou anos, os ovários deixam de “fabricar” o estradiol. Neste ponto, a glândula hipófise, controladora dos ovários, passa a produzir quantidade excessiva de dois hormônios, LH e FSH, os quais são os responsáveis pelos calores e “fogachos” devido à sua ação vasodilatadora. A intervenção médica pode diminuir estes sintomas administrando hormônios femininos à paciente menopausada. Além disso, o uso de hormônios femininos melhora a qualidade do conteúdo de cálcio no esqueleto, aumenta o desejo sexual e influi, beneficamente, nos níveis do “bom” colesterol e na menor possibilidade de doença coronariana, mantendo a mulher rejuvenescida e saudável. Portanto, até recentemente, a terapia hormonal para as mulheres em menopausa era largamente empregada com os benefícios apontados acima.
A terapia hormonal para menopausa é questionada
Em 2002, um amplo estudo clínico chamado Iniciativa para a Saúde Feminina (Women´s Health Initiative, WHI) concluiu, precipitadamente, que a reposição hormonal com os dois hormônios femininos (estrógeno e progesterona) por via oral poderia apresentar alguns riscos para a saúde, inclusive aumentando o risco de doença coronariana e a possibilidade de trombose (coágulo nas veias). Este estudo caiu como uma bomba no meio médico, e muitos deixaram de prescrever os hormônios para as mulheres em menopausa. Após muita discussão e controvérsias, verificou-se que o estudo se referia apenas a uma única preparação combinando estrógeno e progesterona sintética por via oral. Esse tipo de reposição hormonal obrigatoriamente passa pelo fígado, onde o estradiol é transformado em estrona, o qual pode ter efeitos indesejáveis tanto em relação à coagulação quanto à criação de condições para carcinogênese (ou seja, facilitar o aparecimento de câncer de útero e de mama).
Os benefícios evidentes da reposição hormonal
O uso de estrógeno é, sem dúvida, o mais efetivo e completo tratamento para aliviar os sintomas da menopausa, diminuindo os “fogachos”, aumentando a lubrificação vaginal, a libido feminina e o bem-estar psíquico. Outros segmentos do organismo feminino também se beneficiam do uso de estrógeno.
 
Podemos citar a osteoporose e osteopenia, que se referem à perda de cálcio no sistema esquelético, tornando o osso mais fraco e sujeito a fraturas. A fratura do colo do fêmur é muito mais frequente em mulheres que não fizeram reposição hormonal do que naquelas que foram medicadas com estrógenos.  O câncer coloretal é menos frequente em pacientes tratadas com estrógenos. O risco de câncer de mama é discretamente mais elevado, quando se usam análogos de progesterona, isto é, produtos químicos semelhantes à progesterona natural. Quando se emprega a progesterona natural, este risco de câncer de mama é minimizado.
Modalidades de reposição hormonal
A terapêutica de Reposição Hormonal é geralmente realizada com dosagens relativamente baixas de estrógenos, por via transdérmica (com adesivos sobre a pele), na frequência de duas vezes por semana (por exemplo, na segunda e na quinta-feira). Para as pacientes que já foram histerectomizadas, ou seja, já tiveram seu útero removido (por exemplo, por miomas uterinos), não há necessidade de adicionar o outro hormônio feminino – progesterona. Nas que ainda mantêm intacto o sistema genital, com presença do útero, adiciona-se durante 7 dias por mês a progesterona natural, isto é, aquela produzida pela mulher na idade fértil. Existe oposição de parte dos médicos ao uso de análogos da progesterona.
Outra forma de tratar com estrógenos é o uso de gel estrogênico, o qual é friccionado na parte interna do braço, à noite, diariamente. Alguns médicos também adicionam testosterona ao gel para aumentar a libido (desejo sexual) da mulher. A dosagem da testosterona é mantida em níveis bastante baixos para evitar efeitos colaterais como excesso de pelos. A imensa vantagem de usar a via transdérmica (adesivos, gel) é que o estradiol que entra no corpo, após atravessar a pele, não passa pelo fígado e não se transforma no indesejável hormônio chamado estrona. Alguns ginecologistas preferem utilizar o implante de estrógenos e testosterona, via subcutânea, o qual irá liberando os hormônios citados continuamente durante 6 meses a um ano. Tal terapêutica é mais confortável para a paciente.
Por quanto tempo se deve manter a terapia hormonal da mulher? O assunto é amplamente debatido, mas acredita-se que o tempo médio é de 5 a 6 anos. Outros médicos aconselham a redução da dose de estradiol a valores muito baixos, mas mantendo a terapia hormonal por longo tempo. Qualquer que seja o método utilizado, a mulher sempre ganhará em saúde, disposição, feminilidade, rejuvenescimento e bem-estar com o uso de hormônios após a menopausa.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Reposição Hormonal Feminina


Embora seja uma fase natural da vida para todas as mulheres, a menopausa - fase em que o corpo para de produzir os hormônios estrógeno e progesterona- é vista de modo negativo por muitas mulheres pelo fato dela vir acompanhada de sintomas desagradáveis. Pensando nisso foi desenvolvido um tratamento para aliviar essa etapa, a chamada terapia de reposição hormonal. Confira abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre esse tratamento.


1.       De acordo com o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a menopausa é a fase em que a mulher passa do estágio reprodutivo para o não reprodutivo.

2.       Os principais sintomas que identificam a menopausa começam a acontecer entre 45 e 55 anos. 

3.       Os principais sintomas dessa fase são a parada das menstruações, ondas de calor e suores noturnos, insônia, diminuição no desejo sexual, irritabilidade, depressão, osteoporose, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual e diminuição da atenção e memória. Esses sinais podem variar de mulher para mulher.

4.       A diminuição na produção hormonal na menopausa aumenta as chances do aparecimento de doenças cardiovasculares e da osteoporose.

5.       O tratamento existe com a finalidade de aliviar os sintomas e não de cessar o processo da menopausa.

6.       As doenças cardiovasculares e a osteoporose também podem ser prevenidas com o tratamento, já que melhora a quantidade do cálcio no esqueleto, age beneficamente nos níveis do colesterol bom (HDL) e diminui a possibilidade de doença coronariana.

7.       O tratamento é geralmente realizado com dosagens relativamente baixas de estrógenos, por via oral ou trans-dérmica (adesivos sobre a pele ou gel).

8.       O tratamento também pode ser feito com implantes hormonais, método menos utilizado no nosso meio. 

9.       Para as mulheres que retiraram o seu útero, não há necessidade da reposição da progesterona. Já as pacientes que não fizeram esse procedimento devem receber, além do estrogênio, a progesterona ou um progestágeno sintético. 

10.   Não há consenso quanto ao tempo que deve ser mantida a terapia hormonal, que deve ser decidido caso a caso.