Mostrando postagens com marcador intestino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intestino. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de maio de 2013

Intestino preguiçoso, 5 dicas valiosas.


________________________________________________
Por Nina Bellino 

Intestino preguiçoso: 

Conheça cinco maneiras fáceis de fazê-lo funcionar melhor...

Se você sente a maior inveja de quem tem o intestino funcionando como um reloginho, é hora de acertar os seus ponteiros. 

Apontamos cinco maneiras de fazer o seu também trabalhar direito:

O assunto pode até virar tema de piada, mas a verdade é que intestino preguiçoso tira o humor de muita gente. "A prisão de ventre, ou constipação intestinal, é uma das queixas mais frequentes nos consultórios médicos. Atinge 20% da população mundial e é mais comum em mulheres e idosos", conta o gastroenterologista Hélio Rzetelna, mestre em Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor universitário.

"O problema é caracterizado pela dificuldade de evacuar, diminuição do bolo fecal, fezes endurecidas ou número de evacuações inferior a três por semana", esclarece o gastroenterologista Ricardo Henrique Rodrigues, coordenador médico do Ambulatório Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

-> Parou por quê?

Existem várias causas para o intestino travar, mas a baixa ingestão de água e de fibras é a principal delas, confirmam os especialistas, que apontam outros fatores agravantes. "Na gravidez, o útero pressiona o reto e a porção inferior do cólon, atrapalhando o trânsito. Já no hipotireoidismo, o baixo nível de hormônio tireoidiano prejudica o movimento do intestino grosso. O uso de medicamentos como analgésicos e antidepressivos e até a presença de tumores no intestino grosso podem igualmente provocar a constipação", completa o gastroenterologista José Galvão Alves, chefe da 18ª. Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e professor titular de pós-Graduação em Gastroenterologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

"Problemas neurológicos, como Mal de Parkinson, e psicológicos, como traumas por abuso sexual, também são desencadeantes", finaliza Hélio Rzetelna.

-> Para o trânsito intestinal fluir

Há uma série de medidas que melhoram o funcionamento do intestino, da mudança dos hábitos alimentares à malhação. Mas se os cuidados não derem resultado, é indispensável consultar um clínico geral ou gastro. Pode ser ainda que a pessoa precise ingerir remédios prescritos pelo médico, geralmente laxantes osmóticos (como sulfato de magnésio), à base de fibras vegetais ou de óleo mineral, entre outras substâncias que aumentam a formação do bolo fecal e facilitam a saída das fezes.

Em situações de emergência, a pessoa pode ainda sofrer uma lavagem intestinal, feita com sonda retal, que retira os resíduos fecais. E o que acontece se a pessoa não se tratar? "Além de prejudicar a qualidade de vida, nos últimos anos a constipação aumentou o índice de doença diverticular e de câncer do intestino grosso", responde José Galvão Alves. Portanto, não perca tempo e confira agora como fazer seu intestino trabalhar direito:

1. Acerte o cardápio

Uma dieta pobre em fibras é prejudicial para o intestino. Isso porque elas agem como laxante natural, aumentando o bolo fecal. Conforme os nutricionistas, 30 g são suficientes. Onde encontrá-las? "Verduras com talo e folhas verdes (couve) e cereais integrais (aveia, farelo de trigo) são essenciais", avisa Alex Botsaris, pesquisador de plantas, acupunturista e autor do livro Fórmulas Mágicas (Ed. Nova Era).

Ele lista outros alimentos antiprisão de ventre: "frutas emolientes como ameixa, figo, pêssego, abacate, mamão e tamarindo, e ricas em fibras como manga, laranja (com bagaço), abacaxi e jaca. Já outras que têm pectina (banana e maçã) e tanino (goiaba e caju) devem ser evitadas".

"Iogurte com lactobacilos especiais auxilia no tratamento do intestino preso. Alimentos com psyllium, fibra dietética extraída da semente da Plantago de Ovata, também ajudam mas devem ser consumidos com moderação", sugere a nutricionista Fabiana Case, da Clinica e SPA Harmonya, do Rio de Janeiro.

2. Beba mais água

Sozinhas, as fibras podem até piorar a prisão de ventre. Por isso, além delas a dieta deve conter muito líquido, que amolece o bolo fecal e facilita sua saída. No mínimo, dois litros por dia. Você pode ainda consumir sucos naturais (mamão com laranja é ótimo). Só fique de olho para não extrapolar nas calorias.

3. Eduque o seu intestino

Determine um horário para sentar-se diariamente no vaso sanitário, mesmo sem vontade de evacuar, e permaneça uns 10, 15 minutos. Não desanime se não funcionar nos primeiros dias. Com o tempo, a resposta ao chamado do organismo vira hábito. "O ideal é que esse horário seja logo após uma refeição, para aproveitar a ativação dos movimentos do intestino", recomenda Alex Botsaris.

4. Deixe a vergonha de lado

Nem todo mundo consegue usar banheiro coletivo ou ir ao toilette alheio. Mas ficar segurando só atrapalha. "Deu vontade, vá. A constipação piora muito quando bloqueamos o estímulo evacuatório", explica José Galvão Alves. O desejo pode até passar na hora, mas gera uma distensão gradual do canal anal, retendo mais e mais bolo fecal.

5. Mexa o corpo

Sabia que a ansiedade provoca tensão muscular do intestino, que para de funcionar? Pois a atividade física é uma ótima opção para combater o problema. Exercícios regulares já! Assim, a adrenalina é liberada e estimula as contrações do intestino, facilitando a evacuação. Caminhadas por mais de 30 minutos, natação e ioga estão entre as melhores escolhas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Comer fibras, beber água e fazer exercícios ajudam a soltar o intestino



Proctologista Fábio Atui e pediatra Ana Escobar foram convidados de hoje.
Conheça seu intestino por dentro e veja 5 dicas para prevenir doenças.

É comum as pessoas terem intestino preso, principalmente as mulheres. Segundo enquete feita aqui no nosso site, 35% dos internautas vão ao banheiro a cada dois ou três dias.
iNTESTINO  (Foto: Arte/G1)
O intestino gigante mostrado no programa é uma ampliação do intestino grosso (cólon), que fica na parte final do tubo intestinal, antes de o alimento ser excretado. Ele tem 15 metros e é um projeto da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci). Viaja o Brasil divulgando as medidas preventivas de doenças intestinais. Foi uma ideia da coloproctologista e presidente da entidade Angelita Habr-Gama.
O intestino preso favorece o surgimento de problemas como a diverticulite. Divertículos são pequenos sacos que surgem na parede do intestino grosso. São formados por uma camada interna, chamada mucosa, e outra externa, a serosa – ambas muito finas e próximas aos vasos que nutrem o intestino.
A fibra, quando entra no intestino, não é quebrada nem digerida. Isso permite que ela grude nos radicais livres (responsáveis pelas toxinas e pelo envelhecimento do organismo) e os elimine.Não há uma relação direta entre os divertículos e o câncer de intestino: apenas alguns sintomas são parecidos. O aparecimento da diverticulite está relacionado com a falta de fibras na alimentação.
Todos os alimentos que deixam resíduos de fibra soltam o intestino. As fibras absorvem líquido e também ajudam a formar o bolo fecal, que distende a parede do intestino e força a evacuação.
Uma alimentação muito gordurosa exige muito do tubo digestivo, porque a gordura é difícil de ser digerida. A bile é como se fosse um detergente de gordura e precisa de muito esforço para quebrar todas as moléculas de gordura quando são ingeridas em grande quantidade.
Outros alimentos prendem o intestino. Basicamente, isso acontece quando a pessoa bebe pouca água e come pouca fibra.
A presença dos alimentos no intestino faz com que as células do intestino caminhem nas vilosidades da parede intestinal, ajudando a absorção dos nutrientes. É por isso que é importante beber muito líquido, para facilitar o deslocamento das células do intestino e, consequentemente, a renovação delas.
Existem 3 tipos de bactérias no intestino:
- As que não fazem nada, só compõem a flora da região;
- As que são patogênicas, que costumam estar em menor quantidade e crescem, no caso de alguma doença, como uma diarreia infecciosa;
- E as benéficas, que cuidam da mobilidade do intestino
Respeite suas vontades
Segurar os gases a princípio não faz mal nenhum, o problema é segurar o intestino. Quando você tem vontade de ir ao banheiro, deve fazer isso logo, para tornar a digestão um processo muito mais natural.
Alguns alimentos podem causar mais gases, como o leite (que fermenta no estômago) e as leguminosas, sobretudo grãos que se dividem ao meio, como lentilha, grão-de-bico, feijão e amendoim.
Eduque seu intestino
Existe uma forma muito inteligente de educar o intestino. Para você conseguir ter regularidade no número de vezes que vai ao banheiro, pode tomar um copo de água logo quando acorda e se sentar no vaso.
A água vai distender as paredes do seu sistema digestivo e incentivar que o intestino solte, principalmente pelo ato de estimular o funcionamento dele sentando no vaso. Além disso, enquanto dormimos, o sistema digestivo funciona, processando os alimentos
Hemorroidas
Hemorroidas são veias dilatadas na região anal que manifestam sintomas da chamada "doença hemorroidária". É um problema frequente na população geral. Existem dois tipos: internas e externas, de acordo com a posição.
As hemorroidas externas se formam no canal anal e região externa, sendo recobertas por uma pele bem sensível. As internas, ao contrário, estão na parte de dentro do ânus e são recobertas pela mucosa intestinal.
Pólipos
Os pólipos são estruturas minúsculas em formas de cogumelo que podem aparecer na parede intestinal. A quantidade varia de um até inúmeros. Eles podem ser detectados e removidos por um exame de colonoscopia. Quando não forem retirados, podem crescer e se transformar em câncer.
O pólipo é uma espécie de semente do câncer, mas que é fácil de ser removido. Se você detectar sangue nas fezes, procure um médico. Ele vai orientá-lo a fazer o exame de sangue oculto nas fezes. Se der positivo, ou seja, você deve fazer a colonoscopia, que inclusive pode retirar os pólipos.
Câncer de reto
São tumores malignos que podem comprometer todo o intestino grosso e o reto. São a primeira causa de câncer do aparelho digestivo e a terceira em incidência, entre todos os tumores malignos no Brasil. O dado mais recente do Instituto Nacional de Câncer (Inca) era uma projetação, para 2008, de mais de 25 mil casos por ano.

sábado, 10 de novembro de 2012

Não é dor de cabeça. É de barriga



Um novo estudo revela o verdadeiro motivo do “hoje não, querido”. Problemas intestinais afetam a vida sexual de 57% das mulheres entrevistadas


GREVE A dentista Renata Vasconcelos, de 31 anos. Nas semanas em que ela se esquece do banheiro, sexo nem pensar (Foto: Letícia Moreira/ÉPOCA)
A dor de cabeça – desculpa universal das mulheres para dispensar o parceiro, virar para o lado e dormir – pode ser um eufemismo para outro tipo de desconforto, tão constrangedor que elas preferem nem nomeá-lo. E ainda abrem mão do prazer por ele. Um levantamento inédito sobre a saúde feminina revela que distúrbios intestinais, como a prisão de ventre, afetam a vida sexual de 57% das entrevistadas. Muitas dizem perder o apetite sexual (22%). Algumas deixam de ter relações sexuais (17%). Os dados são de um estudo com 3.500 mulheres, realizado em dez cidades pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) com a Danone Research, centro de pesquisa da empresa multinacional de produtos lácteos.
Os desconfortos causados pela prisão de ventre – dores, cansaço, inchaço – estendem a preguiça do intestino à libido. Elas ficam irritadas, sentem-se feias e ainda temem que algum efeito colateral do problema se manifeste justamente na hora H. “Tenho medo sim”, diz a dentista Renata Vasconcelos, de 31 anos. Ela diz que chega a “esquecer” o banheiro por uma semana. Nesses dias, sexo é impraticável. O receio de Renata é o mesmo de 24% das mulheres entrevistadas durante o estudo. A dona de casa Severina Ferreira, de 50 anos, também prefere fugir das investidas do marido. “Fico tão inchada e deprimida que fazer sexo nem passa pela minha cabeça”, diz. Ela avisa o marido de que está “naqueles dias”, e ele logo entende o recado: não se trata de tensão pré-menstrual. São poucas as mulheres que falam sobre o problema com os parceiros. A paisagista Kátia Teixeira, de 45 anos, prefere as desculpas convencionais, como dor de cabeça. “Por maior que seja a intimidade, acho que falar sobre o assunto quebra o encanto.”
*  Amostra: 3.500 mulheres, entre 18 e 60 anos, em dez cidades brasileiras  (Foto: Fontes: Federação Brasileira de Gastroentereologia e Danone Research )
O tabu só contribui para piorar o problema, a que as mulheres estão naturalmente mais propensas. Descargas de um dos hormônios femininos, a progesterona, diminuem os movimentos intestinais. Como o intestino é uma das áreas com mais enervações do corpo, é muito suscetível à ação de outros hormônios. “O tubo digestivo acaba sendo um catalisador das tensões. Elas podem se manifestar na forma de doenças”, diz o gastroenterologista José Galvão, presidente da FBG.
Como as mulheres têm vergonha de falar de assuntos intestinais, minimizam a importância do desconforto e não procuram ajuda. “A mulher está ligada à ideia de pureza, e a evacuação contrasta com essa imagem estereotipada”, afirma a psicóloga Pâmela Magalhães, especialista em clínica hospitalar. “No inconsciente feminino, ela deixará de ser desejada se fizer ‘essas coisas sujas’.” A vergonha explica por que 20% das entrevistadas afirmaram esperar que o problema passe sozinho, sem buscar orientação médica. “A mulher trata o intestino na terceira pessoa, como se não fizesse parte dela”, diz o bioquímico de alimentos Guilherme Rodrigues, pesquisador da Danone Research.
Seguindo a lógica da inibição, muitas mulheres adotam um comportamento que agrava a prisão de ventre: ignoram os chamados da natureza. “Elas costumam repelir a vontade de ir ao banheiro se estão no trabalho porque têm vergonha dos colegas”, diz Rodrigues. Se estão na rua, fazem o mesmo porque têm asco aos banheiros públicos. Quando estão viajando, a quebra na rotina e a companhia de outras pessoas são o suficiente para afastá-las do banheiro. À medida que elas desprezam os estímulos do intestino, eles vão se apagando. Quando finalmente se sentem confortáveis – sem ninguém por perto, em seu banheiro de estimação –, é o intestino que não quer trabalhar. A memória do organismo registrou que ele deve segurar os estímulos. O bloqueio cultural se transforma numa doença crônica.
Os impactos dessa retenção indesejada vão além da vida sexual. Pioram a qualidade do sono e afetam a produtividade no trabalho (leia o quadro abaixo). Mulheres que dizem com muita frequência “hoje não, querido” devem prestar atenção em seu intestino. A cabeça pode estar ok.