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sexta-feira, 1 de março de 2013

No mundo, 300 milhões têm disfunção na tireoide e metade não sabe


Bem Estar desta 4ª (1º) explicou o que é essa glândula e suas alterações.

Quando a tireoide funciona mal, o corpo sofre os sinais, que na metade dos casos não são relacionados pelas pessoas como parte de uma doença. Ganho ou perda de peso, agitação ou sonolência, falta de crescimento ou tremores podem ser sintomas de hipo ou hipertireoidismo – baixo ou extremo funcionamento dessa glândula.
A tireoide tem forma de borboleta, fica localizada no pescoço e é responsável por funções como crescimento e regulação da temperatura corporal. No mundo todo, 300 milhões de pessoas têm algum tipo de problema nessa região.
Tireoide (Foto: Arte/G1)
Exames de sangue disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) medem os hormônios da tireoide e podem indicar eventuais problemas. A partir dos 35 anos, deve-se fazer um teste a cada cinco anos. Além disso, apalpando a garganta, dá para saber se a glândula está aumentada (veja abaixo e também no vídeo acima como realizar o autoexame).
A principal causa do hipotireoidismo é uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto, em que o próprio organismo produz anticorpos que destroem a glândula, diminuindo todo o metabolismo do corpo. Nesse caso, o corpo tenta "parar o indivíduo", já que não há "combustível" para ser gasto.
Pode haver também aumento dos níveis de colesterol no sangue, depressão, rouquidão, infertilidade e aborto. Segundo a médica, com tratamento, a melhora é rápida e significativa.
Outro motivo que pode levar ao hipotireoidismo é a falta de iodo, mas no Brasil essa não é mais uma preocupação – e sim o excesso dele. Cintia destacou, ainda, que é mito a história de que o paciente nessa situação engorda muito: são no máximo 4 quilos. De 10% a 15% das mulheres têm o problema em algum momento da vida (às vezes temporariamente, como na gravidez) e ficam "marcha lenta", na definição do dr. Halpern.
Já o principal fator que desencadeia o hipertireoidismo é um transtorno autoimune chamado doença de Graves, em que o corpo fabrica anticorpos que estimulam excessivamente a tireoide, acelerando todo o metabolismo. O tabagismo também pode levar a esse quadro.
Autoexame 
1. Segure um espelho e procure no pescoço a região logo abaixo do "pomo de Adão" (gogó). Ali está a tireoide
2. Incline o pescoço para trás, para que o local fique mais exposto
3. Beba um pouco de água
4. O ato de engolir fará com que a tireoide suba e desça. Não confunda a tireoide com o pomo de Adão
5. Observe se existe algum caroço ou saliência. Se houver alteração, procure um endocrinologista, que é o profissional especializado no assunto
Pensando Leve
Pensar leve na terra do fast-food não é tarefa fácil. O advogado Alexandre Berthe, que passou recentemente por uma cirurgia de redução de estômago, disse que nos EUA as comidas são muito exageradas e que tudo parece saído de uma linha de produção.
Se Alexandre tivesse viajado para Las Vegas há cinco meses, teria chegado rapidamente aos 130 quilos, nas palavras dele. E o advogado ainda precisa se controlar: teve vontade de atacar uma mesa de camarão, mas priorizou a dieta alimentar e resistiu às tentações.

Hipotireoidismo pode dar queda de cabelo, depressão e impotência


Endocrinologistas explicaram mitos e verdades dos problemas na tireoide.

Autoexame da glândula a cada 6 meses é importante para prevenir doenças.

Todo mundo tem tireoide, uma glândula em forma de borboleta que fica localizada no pescoço, logo abaixo do “pomo-de-adão”. Ela regula a função de órgãos como coração, cérebro, fígado e rins, e é responsável por produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Em um adulto normal, essa glândula pesa cerca de 15 gramas.
Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e João Eduardo Salles, a tireoide atua diretamente no crescimento e no desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional.
O que algumas pessoas têm é um distúrbio nessa região, que faz com que o organismo fique mais ou menos acelerado. Os problemas podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e mulheres.
Hipo e hipertireoidismo
No caso do hipotireoidismo, há uma produção insuficiente de hormônios. Tudo passa a funcionar mais lentamente: o coração bate devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido.
Ocorrem também a diminuição da capacidade de memória, cansaço, dores musculares e nas articulações, sonolência, pele seca, ganho de até 4 kg, aumento nos níveis de colesterol e, em alguns casos, depressão. Pode haver ainda frio, queda de cabelo e infertilidade.
Nessa situação, o organismo tenta "parar” o indivíduo, já que não há "combustível" para gastar. Apesar de ser mais comum acima dos 40 anos, o hipotireoidismo pode ocorrer em todas as fases da vida. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos podem ter a doença.
No outro extremo, há o hipertireoidismo, ou seja, a produção excessiva de hormônios. Tudo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara, o intestino solta, os olhos ficam saltados, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito e dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.
Quem tem disfunção na tireoide deve fazer um acompanhamento a cada 6 meses para avaliar a dosagem dos hormônios. Se você tem alguma desregulagem, não tenha receio de fazer a reposição hormonal. Ela proporciona ao organismo aquilo que a glândula não consegue mais fazer sozinha.
O hipotireoidismo também pode ser detectado pelo teste do pezinho. Retira-se uma gota de sangue do pé do bebê no terceiro dia de vida. O exame ajuda a verificar se a tireoide está funcionando bem, além de atestar a ocorrência de outras doenças. Se o hipotireoidismo congênito for controlado de forma adequada e precoce, a criança terá uma vida normal.
O hipotireoidismo atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. Mas certos grupos são mais vulneráveis:
- Mulheres, especialmente acima dos 40 anos
- Homens acima dos 65 anos
- Pacientes em radioterapia de cabeça e pescoço
- Pessoas que já tiveram problemas de tireoide
- Usuários de lítio (estabilizador de humor) ou amiodarona (contra arritmia cardíaca)
- Indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes
Estudos mostram que 2,3% das mulheres com mais de um ano de infertilidade têm hipotireoidismo. O problema também dá disfunção ovulatória em 69% dos casos. Porém, 64% das pacientes engravidam quando recebem a reposição hormonal adequada. Por isso, quem quiser ter filho deve antes fazer um exame para saber como está a função tireoidiana.
Nódulos e câncer
Para fazer o autoexame da tireoide, é preciso ter um copo de água e um espelho. Segure o espelho e procure no pescoço a região logo abaixo do pomo-de-adão ou “gogó”. Ali está a sua tireoide.
Incline o pescoço para trás, para que a glândula fique mais exposta. Então beba um pouco de água para fazer com que a tireoide suba e desça. Observe se existe algum caroço ou saliência. Se houver alteração, procure um endocrinologista.
Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Por essa razão, o reconhecimento precoce pode salvar vidas. Uma vez identificado o nódulo, o médico solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não de um câncer.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, estima-se que 10% da população adulta tenha nódulos na tireoide, sendo 90% benignos e 10% malignos. A incidência de nódulos malignos aumentou 10% na última década, mas a mortalidade diminuiu.
As mulheres têm três vezes mais nódulos que os homens, mas no caso deles costumam ser mais malignos. A faixa etária de maior risco vai dos 25 aos 65 anos.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), houve um aumento na incidência de tumor da tireoide no Brasil, especialmente entre as mulheres. Atualmente, esse câncer é o quinto mais frequente no sexo feminino: perde apenas para o de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto. Na sequência, vêm os de pulmão, estômago e ovário.
De acordo com o Inca, o crescimento dos casos se deve a exames mais eficazes, como a ultrassonografia. O principal fator de risco para o desenvolvimento da doença é a exposição à radiação ionizante, que vem do ambiente ou de tratamentos médicos. Dieta e componente genético também aumentam as chances.
Além disso, estudos mais recentes investigam a associação da obesidade com o câncer de tireoide. Nas populações das grandes cidades, onde há alto consumo de alimentos prontos, artigos de limpeza e compostos tóxicos, esse risco tende a ser maior.