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sexta-feira, 1 de março de 2013

Cansaço e estresse são maiores causas de falta de desejo masculino


Estudo ouviu pela internet 5.255 homens heterossexuais de vários países.

Conflitos, relação longa, masturbação e pornografia também afetam casais.

Viagra é usado por muitos homens que sofrem de impotência (Foto: Ian Hooton/I2H/Science Photo Library)Homens impotentes veem 'saída' em estimulantes
(Foto: Ian Hooton/I2H/Science Photo Library)
O cansaço e o estresse no trabalho são as causas que mais prejudicam o desejo sexual masculino, segundo um estudo feito por três pesquisadores europeus, que apresentaram os resultados na segunda-feira (14) em Lisboa.
A pesquisa, produzida a partir de entrevistas pela internet com 5.255 homens heterossexuais em países de "grandes diferenças culturais", como Portugal, Croácia e Noruega, oferece dados empíricos sobre um campo dominado por mitos, explicou à Agência Efe a coordenadora Ana Alexandra Carvalheira.
"Estamos cheios de crenças, por exemplo, de que o homem está sempre pronto ou que tem mais desejo sexual que a mulher. Assim a sociedade acredita, apesar de não haver avaliações científicas suficientes", declarou Ana Alexandra, que preside a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.
Depois do cansaço e do estresse, os problemas na relação (casais pouco disponíveis, conflitos, etc) são os fatores mais comuns para 14,4% dos entrevistados, que admitiram falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses no último ano, o que gerou situações como ejaculação precoce ou, sobretudo, incapacidade para manter a ereção.
Por faixa etária, os homens entre 30 e 39 anos são os que mais reconhecem essa diminuição do desejo (24,1%), um caso que, segundo a principal autora, explica-se por se tratar da idade em que mais eventos estressantes se concentram.
"Nesse período da vida, é quando os homens se casam, têm filhos, divorciam-se ou realizam um maior investimento na carreira profissional", afirmou a pesquisadora.
Por outro lado, apenas 10% dos homens com mais de 60 anos reconheceram perda de interesse sexual, seguido dos grupos entre 18 e 29 anos (16,7%), de 50 a 59 (21,4%) e de 40 a 49 (21,5%).
De acordo com Ana Alexandra, que fez o estudo junto com Aleksandar Stulhofer, da Universidade de Zagreb, na Croácia, e Bente Traem, da Universidade de Oslo, na Noruega, a crise econômica pode afetar a vida sexual masculina ou encontrar no sexo "a maneira de aliviar o estresse que ela produz".
Além disso, a especialista portuguesa encontra na banalização do sexo na sociedade um aspecto que condiciona muitos desses fatores, como a diminuição do desejo em casais de longa duração, razão presente no estudo junto com a masturbação excessiva e o uso de muita pornografia.
"O erotismo é o que mobiliza o desejo, é o motor e desaparece com a banalização do sexo. Temos que 'reerotizar', pôr mais erotismo em nossa vida individual e em nossa relação de casal", aconselhou Ana Alexandra. Mas a pesquisadora também admitiu que isso requer um esforço que "não é igual para todo mundo".
Impotência (Foto: Arte/G1)
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Impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos


Bem Estar desta quarta-feira (11) recebeu o urologista Sidney Glina.

Consultor Alfredo Halpern explicou influências hormonais do problema.

Impotência sexual é um assunto sobre o qual muitos homens evitam falar, mas atinge, em algum grau, 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos. Entre a faixa dos 40 anos, 30% não conseguem ter relações por falta de ereção. Mas o problema tem tratamento, que pode variar de terapia a prótese peniana, passando por remédio oral e injeção.
No Bem Estar desta quarta-feira (11), estiveram o endocrinologista Alfredo Halpern, que também é consultor do programa, e o urologista Sidney Glina. Eles explicaram a influência de hormônios e outros fatores no aparecimento da disfunção erétil. Também destacaram que essa é uma situação que deve ser trabalhada e resolvida a dois.
Impotência sexual (Foto: Arte/G1)
Para ter uma ereção, o homem precisa receber estímulos, que podem ser uma visão, um toque ou pensamento. E é necessário haver um equilíbrio de hormônios, nervos e circulação. Nas ruas, o apresentador Fernando Rocha e a repórter Marina Araújo conversaram com homens e mulheres sobre o assunto.
No estúdio, os especialistas disseram que o excesso de adrenalina e ansiedade também pode prejudicar o desempenho na relação. Segundo Halpern, o sexo deve ser natural, sem se preocupar tanto com a performance. Por outro lado, afirmou ele, as mulheres estão mais liberadas e exigem mais dos parceiros.
É importante diferenciar quando há um falha eventual, motivada por fatores específicos, de quando o problema requer acompanhamento médico. O tratamento inicia-se com uma avaliação laboratorial para saber como estão o metabolismo, o colesterol e os triglicérides.
Mesmo que o paciente busque uma terapia de apoio, caso a origem seja psicológica, costuma-se indicar remédio via oral para ajudar a resolver a impotência. Mas é bom conhecer os riscos de vício psicológico no medicamento, pois muitos homens sem a doença fazem uso deles apenas para melhorar o desempenho sexual. 
Dados internacionais revelam que até 70% dos pacientes respondem bem ao tratamento com medicação. Quando o homem não reage ao remédio, porém, é indicado o implante de prótese peniana.
Com a idade, a tendência é que o distúrbio se agrave. E quem tem ejaculação precoce pode ter impotência mais tarde. Além disso, os mais velhos costumam a ficar mais doentes, tomar mais remédios e sofrer mais complicações psicológicas, hormonais e vasculares. Depois dos 30 anos, já começam a diminuir os níveis de testosterona no corpo masculino.
Doenças cardiovasculares também podem dificultar a ereção, porque tornam os vasos sanguíneos mais rígidos e atrapalham a vasodilatação. Já a diabetes interfere nos nervos e vasos, comprometendo o processo. Por isso, deve-se controlar as taxas de glicose.
Problemas na próstata e uso de anabolizantes ou remédios contra depressão, hipertensão ou para emagrecer também podem piorar a situação. O cigarro, por sua vez, obstrui os vasos, levando menos sangue até os corpos cavernosos do pênis. O sedentarismo aumenta a gordura abdominal, atinge os vasos e diminui a testosterona. Além disso, o estresse e a depressão interferem nos sinais cerebrais e podem desencadear a perda do desejo sexual.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Envelhecimento do tecido do pênis leva à disfunção erétil, aponta estudo



Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) descobriu que a redução dos níveis de androgénios nos homens provoca alterações no tecido do pénis semelhantes às que ocorrem durante o envelhecimento, podendo originar disfunção eréctil.
Os androgénios são as hormonas responsáveis pelo desenvolvimento do sistema reprodutor masculino, caracteres sexuais secundários (mudança na voz, desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular, aumento do tamanho do pénis e dos testículos e aparecimento de pelos) e manutenção da libido no homem.
Os investigadores chegaram a esta conclusão depois de compararem o tecido do pénis de três grupos de homens: jovens e idosos saudáveis (sem disfunção eréctil nem factores de risco), e jovens saudáveis, mas com níveis reduzidos de androgénios.
Depois de realizados os estudos laboratoriais, os investigadores concluíram que «o tecido peniano neste último grupo de homens apresentava maior semelhança estrutural com o tecido dos indivíduos idosos do que com o dos outros jovens: o tecido era desorganizado, tinha menos células do músculo liso (cuja integridade e função são essenciais para a ereção) e mais células do tecido conjuntivo».
De acordo com Inês Tomada, responsável pelo estudo, «a partir destas conclusões, podemos admitir que qualquer redução da produção de androgénios deve ser tratada logo que possível».
«Após uma detalhada história clínica e avaliação bioquímica, o diagnóstico de hipogonadismo (resultante da carência de androgénios) pode ser facilmente estabelecido pelo médico especialista e, se necessário, este poderá prescrever fármacos para repor estas hormonas (em concreto, a testosterona), uma vez que os efeitos resultantes de um longo período de carência de androgénios poderão ser irreversíveis e, por si só, induzir o desenvolvimento de disfunção eréctil», explicou a investigadora.
O trabalho, a que a Lusa teve acesso, foi publicado na revista científica internacional «Age – American Aging Association».


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cansaço e stress no trabalho são as principais causas para a falta de desejo sexual masculino



Segundo estudo europeu, problemas enfrentados no relacionamento, como brigas com a parceira, também contribuem para o problema

Sexo: Em pesquisa feita com mais de 5.000 homens, 14% deles afirmaram sofrer com falta de desejo sexual durante, ao menos, dois meses
Sexo: em pesquisa feita com mais de 5.000 homens, 14% deles afirmaram sofrer com falta de desejo sexual durante, ao menos, dois meses no último ano (Thinkstock)
O cansaço e o stress no trabalho são os principais fatores que podem prejudicar o desejo sexual masculino, apontou um novo estudo realizado na Europa. Por trás desses fatores, estão os problemas na relação, como brigas com a parceira ou a indisponibilidade do casal em dedicar-se ao relacionamento. A pesquisa, feita a partir de entrevistas com homens de diferentes países, como Portugal, Croácia e Noruega, foi divulgada nesta segunda-feira pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.
Participaram desse levantamento 5.255 homens heterossexuais, que responderam a um questionário pela internet. Segundo os resultados, 14,4% desses indivíduos admitiram falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses no último ano, o que gerou situações como ejaculação precoce ou, sobretudo, incapacidade para manter a ereção.
Período - Essa prevalência foi ainda maior, de 24%, quando a pesquisa olhou apenas para os homens de 30 a 39 anos de idade. “Esse período da vida é, geralmente, quando eles se casam, têm filhos, se divorciam ou realizam um maior investimento na carreira profissional. É uma época que concentra vários eventos estressantes”, afirma Ana Alexandra Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica e coordenadora do estudo. Por outro lado, apenas 10% dos homens com mais de 60 anos reconheceram perda de interesse sexual, seguidos pelos indivíduos de 18 a 29 anos (16,7%), de 50 a 59 anos (21,4%) e de 40 a 49 anos (21,5%).
“Há vários mitos em relação a esse assunto, como o de que o homem está sempre pronto ou que tem mais desejo sexual que a mulher. Acreditamos nisso apesar de não haver avaliações científicas suficientes para confirmar a crença”, diz Ana Alexandra Carvalheira. A autora realizou o estudo junto com os pesquisadores Aleksandar Stulhofer, da Universidade de Zagreb, na Croácia, e Bente Traem, da Universidade de Oslo, na Noruega.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ginseng melhora a impotência sexual em oito semanas



Medicamento feito à base da raiz usada na China há milhares de anos combate a disfunção erétil, segundo estudo da Coreia do Sul




Raiz forte: ginseng melhorou a vida sexual dos homens em apenas dois meses
Foto: Reuters
Raiz forte: ginseng melhorou a vida sexual dos homens em apenas dois meses Reuters
LONDRES - O ginseng, raiz usada pela medicina chinesa há milhares de anos, pode ser a solução para a impotência sexual masculina. Um novo estudo da Coreia do Sul, feito em mais de cem homens diagnosticados com o problema, mostra que um medicamento natural à base de ginseng pode combater a disfunção erétil em algumas semanas.
Apesar do desenvolvimento de drogas como Viagra, Cialis e Levitra ter revolucionado o tratamento nos últimos dez anos, cerca de 30% dos homens não têm melhoram alguma usando estes remédios. Para estes, a única opção é injetar drogas diretamente no pênis ou usar uma bomba para aumentar manualmente o tamanho do órgão sexual.
Para o estudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, recrutou 119 homens ccom disfunção erétil moderada. O grupo foi dividido em dois: metade tomou quatro comprimidos de extrato de ginseng por dia e a outra parte tomou placebo.
Depois de oito semanas os pesquisadores mediram melhora usando uma escala reconhecida chamada Índice Internacional de Disfunção Erétil. Os resultados, publicados na Revista Internacional de Pesquisa em Impotência, mostraram uma melhora pequena mas significativa na função sexual do grupo que tomou ginseng.
No relatório os pesquisadores relataram que o extrato de ginseng melhorou todos os aspectos da função sexual: “pode ser usado como alternativa ao remédio para melhorar a vida sexual dos homens”.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Homens que não escovam dentes com regularidade podem sofrer de disfunção erétil



Quem sofre de gengiva inflamada está três vezes mais propenso a ter problemas para ficar excitado. A impotência afeta cerca de 150 milhões de pessoas no mundo

riodontite, doença inflamatória crônica conhecida por danificar as gengivas, também pode gerar disfunção
DIVULGAÇÃO/11-05-2000
RIO - Homens que escovam os dentes com regularidade estão menos propensos a sofrer de disfunção erétil. É o que concluiu uma pesquisa da Universidade Inonu, na Turquia. Segundo o estudo, os que sofrem de gengivas inflamadas são três vezes mais propensos a ter problemas para ficar excitado.
Ao todo, 80 homens com o problema, entre 30 e 40 anos, participaram da pesquisa, assim como um grupo de controle de 82 homens sem problemas de ereção. No grupo dos que tinham a disfunção, 53% tinham gengivas inflamadas, em comparação com 23% no grupo de controle.
Mesmo ajustados para os outros fatores, como idade e renda, os resultados mostraram que os homens com doença periodontal grave eram 3,29 vezes mais propensos a sofrer de problemas de ereção.
Quem não escova os dentes ou usa fio dental tem mais bactérias na gengiva. As invasoras podem, então, se mover para a corrente sanguínea e para dentro dos vasos sanguíneos, criando placas e entupindo-os, o que torna a ereção mais difícil.
Outro motivo para a relação é a periodontite, uma doença inflamatória crônica conhecida por danificar as gengivas e bloquear uma enzima chamada eNOS, que ajuda os homens a conseguir uma ereção.
— A disfunção erétil é um problema de saúde pública que afeta a qualidade de vida de cerca de 150 milhões de homens e seus parceiros em todo o mundo. Fatores físicos causam quase dois terços dos casos, principalmente por causa de problemas com vasos sanguíneos. Problemas psicológicos, como estresse emocional e depressão, representam o restante dos casos — comentou o Dr. Faith Oguz, da Universidade Inonu, ao jornal El Mundo, da Espanha.

sábado, 10 de novembro de 2012

Um em cada cinco homens com problemas sexuais se automedica, diz estudo



"Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica", afirma médico do Centro de Referência em Saúde do Homem


Remédio - Pílula azul (Viagra) (Foto: SXC)
Um em cada 5 pacientes de 20 a 35 anos que apresentam problemas sexuais já se automedicou com algum tipo de estimulante, seja remédios, como Viagra, ou fitoterápicos, como Ginkgo biloba e ginseng. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Na hora da consulta, as explicações que mais ocorrem são a curiosidade, a vontade de aprimorar o desempenho sexual e o receio de falhar no momento da relação. No entanto, os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens, segundo Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital.
“A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”, afirma o médico.
Joaquim lembra que esses remédios podem desencadear dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. Por isso, somente um especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método.
“Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio", diz. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa."
Segundo Claro, a prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

domingo, 23 de setembro de 2012

O fantasma por trás da barriga.



Risco de impotência e perda de desejo sexual aumenta junto com a circunferência abdominal



Risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anos
Foto: Jorge William
Risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anosJORGE WILLIAM
SÃO PAULO O homem brasileiro está barrigudo, sedentário, acima do peso e, além de tudo, desatento. A maioria não sabe que a famosa barriga de chope pode trazer uma consequência para lá de infeliz: a falta de ereção. Uma pesquisa comportamental feita com cinco mil homens pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) faz um raio-X da saúde masculina e mostra que 51% estão acima ou muito acima do peso, 64% nunca realizaram um exame para medir os níveis de testosterona, 38% não costumam ir ao médico com frequência, 23% relacionam a obesidade ao envelhecimento. E 37% admitem o uso de remédio para ereção — no Rio este percentual chega a 60%.
O risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anos. Essa gordura chamada visceral gera estrogênio, cortisol e leptina, substâncias que diminuem a produção de testosterona, um dos principais combustíveis sexuais masculinos. Segundo o endocrinologista João Eduardo Salles, professor da Santa Casa de São Paulo, 40% dos obesos têm baixos níveis de testosterona no corpo.
— Uma das principais partes do organismo afetadas pela obesidade é a hipófise, o que acarreta uma menor produção de hormônios que estimulam os testículos a produzirem a testosterona — detalha Salles.
O hormônio em baixa dosagem causa alteração de humor, problemas de ereção e sonolência, aumenta a gordura abdominal e diminui a libido, explica o urologista Archimedes Nardozza Junior, diretor do Núcleo de Pesquisa da SBU e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
— Os homens só batem na porta do médico quando ocorrem problemas na próstata e de questão sexual, muitas vezes levados pelas mulheres. A maioria desconhece a ação da testosterona, que começa a diminuir a partir dos 40 anos, de forma lenta e gradativa, mas com grande impacto no organismo — afirma Nardozza Júnior.
Mais testosterona, menos barriga
Resultados de um estudo do endocrinologista alemão Farid Saad, da área científica do laboratório Bayer na Alemanha, mostram que os homens podem emagrecer e diminuir a circunferência abdominal com a reposição hormonal.
A pesquisa, apresentada durante um encontro da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, acompanhou por cinco anos 115 homens com baixos índices de testosterona. Com a reposição hormonal, dieta e exercícios, eles perderam, em média, 16kg e a circunferência abdominal reduziu de 107 para 98 centímetros. Outro grupo com 255 homens e idade média de 60 anos colocou os níveis de testosterona em ordem e teve uma melhora no problema da disfunção erétil. Além da perda de peso, em cinco anos eles reduziram 8,8cm na medida de circunferência abdominal.
— É muito difícil comparar todos os estudos, já que são diferentes em muitos aspectos. Mas sabemos que os homens não relacionam o aumento de peso, o tamanho da barriga, a dificuldade em ter ereção e a baixa testosterona. Eles pensam nessas condições como fenômenos independentes. Grandes estudos epidemiológicos têm analisado estas condições juntas — diz o endocrinologista alemão, em entrevista ao GLOBO.
Dados mundiais apontam que cerca de 20% da população masculina têm algum sinal de síndrome metabólica: obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol ruim elevado, fatores que também prejudicam a ereção. Isto somado ao tabagismo aumenta ainda mais o risco para doenças coronarianas.
— Cada fator aumenta um pouco o risco. O cigarro eleva em uma vez e meia as chances de doenças coronarianas. O colesterol e a glicemia alterados mais que dobram os riscos — diz Nardozza Júnior.
No Rio, a pesquisa da SBU constatou que 69% dos homens acima de 40 anos não fazem dieta e 52% também não praticam atividade física. Resultado: 47% estão acima ou muito acima do peso ideal. Os principais sinais de envelhecimento apontados pelos entrevistados são pressão alta e cansaço (32% ); perda de libido e de força muscular (26%); perda da força muscular e calvície (16%); obesidade e diabetes (17%). Quanto à vida sexual, 48% dos homens se dizem 100% satisfeitos.
Bom humor e menos cansaço
Uma revisão de tudo o que foi publicado até hoje na literatura médica sobre os efeitos da testosterona na composição corporal, divulgada no periódico “Current Diabetes Reviews”, mostra que os níveis de testosterona em dia contribuem também para a melhora do humor e a redução da fadiga. Mas a reposição hormonal só deve ser feita com indicação e acompanhamento médicos, como exames de controle a cada três meses.
Entre os efeitos colaterais, a reposição pode levar a um aumento de glóbulos vermelhos, além disso, quem ronca por apneia do sono pode ter uma piora no quadro. Daí a importância das consultas e exames de sangue regulares para um eventual ajuste da dose.
— Só recomendamos a reposição quando o indivíduo tem nível inferior a 300ng/dL – nanogramas por decilitro. Hoje, já existe uma dose única, injetável, para três meses. Não é recomendada a reposição para homens que ainda pretendem ter filhos porque inibe a fertilidade. Há jovens que usam o hormônio como anabolizante, o que é um erro — orienta o endocrinologista Farid Saad.

sábado, 25 de agosto de 2012

Impotência sexual é um sintoma de doença vascular grave.


Impotência sexual é um sintoma de doença vascular grave.

Hipertensão, diabetes e tabagismo são as principais causas de disfunção erétil.


RIO — Urologistas estimam que 50% dos homens a partir dos 50 anos se queixam de dificuldade de ereção em algum grau. E em 80% dos casos o problema tem origem vascular. Segundo urologista Valter Javaroni, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (seção Rio), indivíduos que sofrem de hipertensão arterial, diabetes, acúmulo de gorduras no sangue; são fumantes e/ou obesos correm maior risco de disfunção erétil. E estes são os mesmos fatores responsáveis pela aterosclerose, doença que leva ao infarto e acidente vascular encefálico.
Javaroni alerta que a dificuldade de ereção é um aviso de que existe um problema vascular mais grave. Numa pesquisa realizada no ano passado, ele e equipe acompanharam homens hipertensos durante um período de quatro semanas. O grupo com função erétil normal era o mais saudável do ponto de vista cardiovascular, e esses homens apresentaram níveis mais baixos de glicose, colesterol, triglicerídeos; menor espessura da parede das carótidas (levam o sangue arterial do coração para o cérebro) e maior capacidade de dilatação arterial, quando comparado ao grupo que se queixava de impotência sexual.
— A disfunção erétil é um marcador de problema cardiovascular. A falta de resposta ao tratamento medicamentoso para impotência sexual mostra um risco ainda maior — diz o urologista, comentando que muitos homens ainda consideram a vista periódica ao urologista desnecessária.
Mesmo os indivíduos que sofrem de problemas de ereção preferem a automedicação ao constrangimento de expor seu problema ao profissional de saúde capacitado para ajudá-lo, afirma Javaroni, médico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Uerj).
— Esta atitude pode trazer consequências graves, uma vez que contribui para retardar a detecção de fatores de risco cardiovascular. Um homem com 65 anos que não consegue uma boa ereção pode estar com hipertensão arterial há anos e nunca ter sentido nada — diz o urologista.

Disfunção erétil está associada a maior risco de infarto.


SÃO FRANCISCO - No maior estudo já realizado relacionando disfunção erétil e calcificação de artérias coronárias, médicos da Escola de Medicina do Mount Sinai descobriram que homens com impotência sexual correm um risco significativamente maior de apresentar alto grau de calcificação da artéria coronária, um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como o infarto. A pesquisa foi apresentada esta semana no congressso da Associação Americana de Urologia, em São Francisco.

O estudo, intitulado "Disfunção erétil é um fator de risco independente para a presença de alto risco de calcificação de artéria coronária" avalou 1.119 homens, 327 dos quais tinham dificuldade de ereção. Depois de ajustes nos dados, os médicos observaram que o grupo com disfunção erétil apresentou uma probabilidade 54% maior de calcificação arterial. Um perigo semelhante ao de pacientes com antecedentes de hipertensão arterial e tabagismo.

Segundo o pesquisador Natan Bar-Chama, professor adjunto de urologia na Escola de Medicina do Mount Sinai, o estudo "mostra uma ligação indiscutível entre disfunção erétil e aterosclerose, e levanta a questão sobre quais exames devem ser realizados nesses pacientes para avaliar o risco cardiovascular". A idade média dos homens na pesquisa foi de 50,5 anos.