quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tratamentos antienvelhecimento com oxigênio ganham fama graças à adesão de celebridades



Madonna, Jennifer Lopez, Kate Middleton e Cameron Diaz já testaram a terapia

Cameron Diaz é uma das adeptas da oxigenoterapia Foto: Divulgação
Cameron Diaz é uma das adeptas da oxigenoterapiaDIVULGAÇÃO
RIO — Para muitas mulheres, a busca pela juventude virou algo tão necessário quanto o ar que elas respiram. A novidade é que, agora, o oxigênio tornou-se protagonista de tratamentos de beleza, com promessas de se atingir a tão desejada pele viçosa. Quem está chamando a atenção para eles são celebridades que se declaram adeptas, entre elas Madonna, Jennifer Lopez, Kate Middleton e Cameron Diaz. Para dermatologistas, ainda é cedo para garantir os efeitos antienvelhecimento, mas eles destacam o poder hidratante e potencializador do O2.
O frenesi em torno do gás aumentou na última semana de julho. Durante a turnê “MDNA”, a cantora Madonna foi flagrada por paparazzi, em Paris, quando saía do hotel seguida por um de seus ajudantes carregando uma máquina australiana de oxigenoterapia. Sim, um desses equipamentos milionários vistos em consultórios dermatológicos. A popstar tem um só para ela, que, pelo visto, leva por onde vai.
O que acontece é que, com o passar dos anos, os níveis de oxigênio diminuem no nosso corpo e a consequência é o envelhecimento. Com a tal máquina, chamada Intraceuticals, a pessoa recebe diretamente sobre a pele uma alta concentração de oxigênio, próximo a 95% (o ar que respiramos possui apenas 21%). Juntamente com esse processo, é aplicado um soro, que contém partículas de ácido hialurônico e algumas vitaminas, como A, C e E. A promessa é um rosto mais luminoso e descansado.
A dermatologista Fernanda Casagrande explica ainda que quando inalamos agentes tóxicos do ar, como poluição, fumaça de cigarro etc., geramos um estresse celular e uma liberação de radicais livres que prejudicam o funcionamento celular de todo o corpo.
— Com a oxigenioterapia, estaria sendo devolvido oxigênio para o corpo, e as células se regenerariam — explica a dermatologista.
Mas apesar de pesquisas com relatos de quem já experimentou, não existe ainda nenhum estudo científico que confirme o poder rejuvenescedor destacado, muitas vezes, por fabricantes e clínicas, segundo Fernanda. Por isso, a maioria dos médicos aborda o tema com cautela. A dermatologista Paulina Kede, por exemplo, esclarece que hoje, de fato, fala-se muito em estresse celular e como ele provoca a diminuição da oxigenação da pele. E não há dúvidas de que menos oxigênio leva a um maior desgaste celular.
— O que não está provado é que curtas e esporádicas aplicações seriam eficazes para reverter esse desgaste — esclarece.
Para Denise Barcelos, também dermatologista, não se pode mesmo afirmar que esse tipo de aparelho atue diretamente no rejuvenescimento interferindo na produção de colágeno, mas ela defende que o tratamento possui um efeito interessante na melhora da hidratação da pele. Além disso, tem o poder de aumentar a absorção de substâncias. Por isso mesmo, normalmente é associado com ativos, como o ácido hialurônico. A médica não prescreve o tratamento, mas confessa que adora — e usa — um cosmético que contém oxigênio (sim, isso também existe!)
— É uma máscara facial americana em forma de emulsão que, quando aplicada, promove liberação de moléculas de oxigênio. Como hidrata, dá um up na pele, uma revigorada, como se removesse as células mortas. É indicada para peles fatigadas e pode ser usada antes da maquiagem ou na manhã seguinte a uma noite mal dormida — explica.
Blogueiras antenadas garantem que a princesa Kate Middleton apostou em uma dessas máscaras no dia do “sim” a William.
Por aqui, é mais comum encontrar tratamentos à base do “gás da moda” em clínicas estéticas. Na Arthys, na Barra, o Oxygen WS é uma máquina de terapia hiperbárica tópica. O O2 é projetado diretamente na pele, com uma alta pressão, graças à câmera hiperbárica. O tratamento, indolor, não deixa marcas, custa R$ 500 por sessão e é potencializado ainda com a aplicação de oxigênio em spray, misturado a ativos, e um creme facial após as sessões.
Que tal uma banheira recheada de oxigênio? É outra forma de apostar no poder do gás. A hidrozonioterapia consiste em adicionar ar ozonizado, uma mistura de oxigênio com ozônio, sob pressão, na água de uma banheira, em quantidades e concentrações que podem variar conforme o tratamento. A aparência é de uma banheira cheia de bolhas. A médica e geriatra Karine Bezerra, à frente do spa médico Levitate, na Barra da Tijuca (onde meia hora de imersão custa R$ 100), recomenda o banho para situações em que a pessoa apresenta exaustão física, cansaço e insônia e para problemas circulatórios.
— A pele ainda fica macia, hidratada e livre de toxinas — complementa.
Cirurgiões plásticos também estão de olho no oxigênio puro. Isso porque ele teria a capacidade de acelerar a recuperação de procedimentos cirúrgicos, assim como faz a drenagem linfática. Em uma lipoaspiração, por exemplo, a sessão de oxigenoterapia hiperbárica pode diminuir edemas e inflamações. O cirurgião plástico Marcelo Daher, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, explica que o tratamento impulsiona o processo de oxigenação do sangue e, por consequência, melhora as condições biológicas gerais do paciente e a cicatrização. Mas, segundo ele, ainda é muito restrito porque a técnica não é acessível a todos.
— Poucos lugares na cidade oferecem o tratamento com câmera hiperbárica — diz. — Funciona como um coadjuvante no processo de cicatrização.
Por esse mesmo motivo, também ajuda a “acalmar” o rosto após um peeling de cristal, deixando a pele aveludada.

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