quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mulheres que tomaram refrigerante dietético tiveram até 60% mais risco de desenvolver diabetes



  • Pesquisa francesa feita com 66 mil mulheres em 14 anos comparou consumo de bebida com a versão com açúcar e suco




Refrigerantes em prateleira de supermercado
Foto: Agência O Globo
Refrigerantes em prateleira de supermercado Agência O Globo
RIO- Mulheres que tomaram refrigerantes diet semanalmente tiveram risco até 60% maior de desenvolver diabetes, revela pesquisa feita na França pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisas Médicas do país europeu. O estudo envolveu mais de 66 mil mulheres. O trabalho informa que as consumidoras de refrigerantes diet consomem, em média, 2,8 copos por semana, em comparação com os 1,6 copos das que tomam refrigerante com açúcar.
A pesquisa, publicada na “American Journal of Clinical Nutrition”, monitorou as voluntárias por 14 anos, entre 1993 e 2007. Até então, associava-se o risco de diabetes ao consumo excessivo de açúcar, e o refrigerante normal sempre foi considerado uma de suas fontes mais exageradas nas prateleiras dos supermercados. Bom notar que mulheres que tomavam refrigerantes na versão com açúcar desenvolveram diabetes com maior frequência que as que preferem sucos tão somente.
Aquelas que beberam até 359ml de qualquer refrigerante por semana — pouco mais que o equivalente a uma lata — tem 33% mais chances de ter a doença. O risco mais que dobra quando a quantidade sobe para 600ml por semana.
Já quem bebeu refrigerante adoçado artificialmente teve risco ainda maior. Aquelas que consumiram até meio litro por semana acrescentaram 15% no risco de diabetes em relação às que tomaram o refrigerante convencional. Quando o consumo superou um litro e meio, as chances aumentaram em 60%.
O artigo científico citou outro estudo que apontava que o aspartame — o adoçante mais comum — teve um efeito similar na taxa de glicose e insulina do sangue que o causado pelo açúcar.
Estatísticas da Organização Mundial de Saúde mostra que 347 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina o suficiente, ou quando o corpo não consegue usar o hormônio eficientemente. Ao longo do tempo, a doença pode danificar o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos.

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